quarta-feira, 4 de março de 2020

UM MERGULHO NO QUE NOS FALTOU


UM MERGULHO NO QUE NOS FALTOU
Transcrição do Podcast de Ramina El Shadai

A Mensagem da Alma postada no instagram no dia 27 de fevereiro, dizia assim: “observe tantas palavras de conforto que esperou ouvir, tantos colos que esperou receber, tantos cuidados que achou que poderia ter vivido e não viveu.

Mas observe esse sentimento guardado em você. E quando encontrar, inspire profundamente na sua natureza e envie luz do seu coração para tudo que perceber e para todas as pessoas que te privaram de tudo isso, na sua percepção. Preencha essas pessoas com a luz que você considera que lhes faltou. Você estará exercitando a cura.”

Logo que essa mensagem foi postada, eu comecei a receber muitos retornos. Por isso eu escolhi aprofundar nesse tema. Você percebeu que eu me referi a enviar luz para as pessoas que te privaram dos colos, das palavras de conforto, dos cuidados, mas te privaram, na sua percepção?

O nosso exercício tem sido, sempre, de atuar na nossa percepção, no que sustenta a nossa percepção, em tudo que constitui a nossa percepção. E, por uma história inteira, essa percepção vem sendo sustentada pela busca do que nos falta. E, ou você pode começar a ter consciência disso ou você pode continuar tentando manter todos os velhos sistemas que funcionam dessa forma: buscando o que falta.

Só que tudo isso é tão recheado de informações, que quando vocês começam a me descrever o que acontece com vocês durante um exercício desses, aparecem dores e mais dores.... Então, vamos, juntos, agora, acolher disso tudo.

Vasculhar o que ficou guardado em você com relação ao que você pensa que te faltou é mexer nas sensações de abandono, nas sensações de rejeição, é mexer na falta do que chamou de amor, é mexer nas relações com pai e mãe, nas relações com irmãos e familiares mais próximos, é mexer nas sensações de injustiça, de desinteresse, de exclusão, de desamparo... é mexer nos nossos julgamentos... é mexer nas feridas que foram remediadas por pensamentos positivos, pela obrigação, socialmente aprendida, de ser forte e de vencer.

Poxa vida! Essa obrigação de vencer, de conseguir, de ir longe, de dar conta, essa obrigação de superar as dores. E superar foi, nada mais, nada menos, do que seguir, com uma dor, com uma falta capaz de guiar, num pseudo silencio. Porque aprendemos a não sermos barulhentos.
E a superação nos fez ter a sensação de estarmos fortes, mas estivemos fragilizados, porem enrigessidos. Estamos completamente fragilizados, inflamados... por tudo que ficou guardado!

Eu afirmo que fomos guiados por faltas ilusoriamente superadas, por termos nos fabricado tão fortes, indestrutíveis, porém insustentáveis. Não se destrói o que ainda não se tornou. Não nos tornamos a manifestação da nossa natureza. Nos tornamos a manifestação do que nos faltou.

Hoje, quando entramos um pouco, quando permitimos um fino feixe de luz que seja, uma avalanche dessas faltas grita em nós. Elas foram artesanalmente guardadas. Eu falo artesanalmente porque aprendemos a fazer isso. E só vivendo esse transbordamento do que foi acumulado é que podemos ter clareza de que essa cultura de mudar o pensamento para mudar o sentimento não muda a criação, só guarda o desamor, acumula, prende, segura ele dentro de você.

Eu li tantos desabafos, ontem, de pessoas identificando raivas... e com muita dificuldade de enviar luz para os que não estiveram presentes na hora que estavam sendo buscados. A minha proposta é sempre de cuidarmos de nós quando sentimos que algo nos falta, mesmo quando esperamos ser preenchidos por alguém.

Acompanhe comigo. Você espera um complemento vindo de alguém e, por alguma circunstância, você se sente só. A falta está em você e você enxerga falta nesse alguém. Falta produzindo falta. Há uma ferida em você que dói. E o que você pensa sobre isso tudo produz novos sentimentos de mais dor, esses que falamos: abandono, exclusão.... tudo isso gerado em você a partir do que você pensa sobre tudo que viveu.

Quando você se aprofunda na natureza da sua respiração, em qualquer aspecto da sua natureza e solta a direção do que pensa, solta o controle do que acha que é bom conquistar, começa a permitir luz sair do seu coração. Não precisa ver luz, produzir luz, nada disso! Só deixar essa luz, que é natural em você, sair.... e tudo que vier nos seus pensamentos, você aproveita para expandir essa luz nesse momento. Nós não podemos mais anular, cancelar, bloquear, substituir nossos pensamentos. Agora, temos que cuidar deles.

Sempre que você expandir luz em qualquer dor, em qualquer falta, em qualquer pessoa que deixou te faltar algo, na sua percepção, você está cuidando de um ciclo de ausências que vibra em você.
Raiva é energia. E se ela está dentro, ela vem de um ciclo de crenças, ela vem de relações, ela vem de expectativas, ela vem de dores profundas. Nós poderíamos ficar horas, dias, aprofundando nas raivas... que nascem de tantas situações que não estão em nosso planejamento, em nosso controle e despertam tantas intolerâncias.

Está percebendo que esse caos aparente está colocando para fora tudo que deixamos falsamente adormecido, tomando decisões por nós e tudo está saindo de uma forma explosiva, intensa e quando não temos consciência, além de tudo isso ainda nos sentimos desesperados?

Esse preenchimento da nossa própria luz é tão importante, tão funcional que essa intimidade com níveis de amor em nós que vai integrando todo esse desamor acumulado, e que é muito. Nós não temos noção do quanto produzimos em nós e ainda estamos tentando manter, num momento em que a energia, o todo, estão fazendo de tudo para colocar a nossa natureza para fora, a nossa natureza guiando as nossas escolhas e não mais as ausências.

Agora, é ter a consciência do que nós fizemos de nós, o que nós consideramos que seria a nossa vida e permitir tudo isso perder o sentido. Porque nada disso está estruturado porque não é nossa verdade. É um esforço. Tem sido agressivo. O “Bom dia”está sisudo...

E se dói internamente e não temos consciência da origem dessa dor, ela sai desgovernadamente fazendo tudo doer. E ainda somos capazes de adoecermos as relações, quando colocamos em alguém a responsabilidade de suprir em nós essa obrigatoriedade de estarmos felizes. Como se alcançar a felicidade fosse só mais uma de nossas metas. Isso também é um outro assunto que dá para dedicar um bom tempo...

Olha... sabe aquela coisa que um dia a gente aprende que cada um só dá o que tem? Tem duas formas de você usar essa informação: você, um dia, de repente, tem essa sensação, isso desperta em você e fica tudo bem... se falta no outro é claro que ele expande falta para você e, o mais importante, se você está nessa relação de faltas é porque a vibração é uma só. Então, a consciência de que expandimos o que vibramos é fundamental. Isso muda tudo! Falta se alinha a falta.

Agora... a outra forma é você lidar com isso como mais uma informação que leu ou ouviu em algum lugar e fica tentando te convencer disso. Usando esse pensamento para mudar o que sente. E não muda! É esse exercício de hoje! Honrar nossos lugares! Reconhecer o que nós vibramos! Identificar amor em nós! E deixar esse amor sair de uma forma natural, sem determinar o que esse amor vai fazer!

O que cada pessoa consegue ser pertence a cada um! A nossa essência que é uma só! Mas enquanto não reconhecemos a nossa essência e não nos relacionamos através dessa essência, podemos ir usando uns níveis mais profundos de nós para lidarmos com esse tanto de coisa que criamos para nos relacionarmos. O que cada pessoa consegue ser vai ficando mais tolerável quando cuidamos do que acontece dentro de nós.

A nossa infância, a nossa juventude, a nossa ancestralidade, está tudo aqui!
O que nós vamos fazer com isso tudo é que vai determinar o todo.

Vou falar em outras palavras: as faltas que aprendemos a vibrar ainda estão aqui. O que nós vamos fazer com essas faltas vão determinar o todo. Se continuamos vibrando em faltas ou se reconhecemos amor e acolhemos essa falta.

Esse exercício e todos os outros que proponho são sempre de acolhermos ausências. Esse processo que chamo de descascar, descamar, descebolar...

Qual é o seu lugar para o propósito da sua existência?
Hoje, então, deixe luz sair! Seja luz em tudo! Integre tudo a esse amor!
E simplesmente viva esse amor manifestado!

EU SOU RAMINA EL SHADAI

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