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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL


INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL
Postado por Antônio Carlos Tanure
Pegasus Portal


A inteligência intelectual identificada pelas letras QI – quociente intelectual, ela caracteriza por ser quanto maior, mais a presença do homem racional que usa de sua racionalidade para solucionar problemas lógicos. Ela é uma inteligência para classificar os indicadores de habilidades e de talentos.

A inteligência emocional – QE ou quociente emocional, ela dá ao homem a percepção tanto de seus sentimentos quanto dos sentimentos de outros. Ela que está mais ligada ao uso dos sentidos e constituindo de fato condição básica para o emprego do QI.

A inteligência espiritual representada abreviadamente por QS – quociente espiritual, com ela que o homem move verdadeiramente em sua vida. Ela é a sua inteligência final, inserindo-se em seu modo de pensar e de agir dentro de um contexto mais amplo, mais simbólico, mais significativo, que avalia o seu caminhar cotidiano. Ela que dá o necessário embasamento ao seu QI e proporciona o eficaz funcionamento de seu QE, em momentos em que ele no aqui agora “aspira por algo” além.

É a inteligência espiritual do homem que enfrenta e procura solucionar a eterna luta entre o bem o mal em momentos de criatividade, quando ele se permite imaginar inúmeras possibilidades, sonhar, aspirar e se superar neste seu jogo finito que procura o Infinito.

A inteligência espiritual é que permite o homem perguntar sobre ele mesmo e se conduzir no cotidiano dentro de varias situações. Portanto, é o QS que operando a partir do centro do cérebro – das funções unificadoras do cérebro, integra-se com as outras inteligências. Através deste quociente que o ser humano torna plenamente intelectual, emocional – e, o ser espiritual que é.

Estas três inteligências procuram funcionar tanto juntas apoiando-se mutuamente, quanto podem funcionar separadamente, com cada uma delas atuando a partir de sua própria área no cérebro.

Com isto o ser humano pode, por exemplo, ter um alto QI ou QS, mas ter um QE baixo, ou ter um alto QI e possuir baixos o QE e o QS, entre outras diferentes situações de coeficientes.

O QS ou o Quociente Espiritual que identifica a inteligência espiritual, sem manter uma conexão necessária com religiões. Portanto, a condição de ter ou praticar determinada religião não garante um QS elevado. Humanistas ou mesmo ateus podem ter um QS muito alto, enquanto muitas “pessoas religiosas” podem tê-lo baixíssimo.

De acordo com o psicólogo Gordon Allport há mais pessoas que passam por experiências com alto QS fora dos limites de instituições religiosas que dentro delas.

As religiões convencionais são um conjunto de regras e de crenças impostas de fora, “herdadas” de sacerdotes, de profetas ou de “livros sagrados” e que são tradicionalmente transmitidas através de gerações.

Mas, o QS é uma capacidade interna, não transferível por alguém ou por alguma coisa. Um elevado QS é conseqüência de uma capacidade interna e inata do cérebro e da psique humana, de onde extrai recursos mais profundos do âmago do próprio Universo.

A inteligência espiritual é a inteligência da alma, que com ela a pessoa pode “se curar”, quando se torna verdadeiramente integra.

A descoberta de que o QS fornece à psicologia um modelo que unifica, integra e facilita o dialogo entre a mente e o corpo (entre razão e a emoção), portanto está a exigir o desenvolvimento de um novo modelo psicológico do eu e da personalidade humana.

O “ponto Deus” como centro espiritual interno entre conexões neurais nos lobos temporais do cérebro (já estudado pelo neuropsicólogo Michael Persinger e pelo neurologista Vilayanu Ramachandran) não prova a existência de Deus, mas demonstra que o cérebro evoluiu para fazer “perguntas finais”, ao perceber valores mais amplos, usando-se da sensibilidade e da criatividade humanas associadas a um alto QS.

O trabalho do neurologista e antropólogo Terrance Deacon sobre a linguagem e a representação simbólica demonstra que a pessoa literalmente usa o seu coeficiente espiritual – QS, para desenvolver o seu cérebro, ao instalar ali a fiação necessária para que ela se torne e mostre de fato quem é, fornecendo ao seu cérebro mais potencial para uma nova fiação, que a auxilia cada vez mais em seu crescimento e em sua transformação.

Hoje, o ser humano usa de seu QS inato para abrir novos caminhos e descobrir novas manifestações alem de seus sentidos, como “algo” que possa guiá-lo dentro de si mesmo. A inteligência espiritual é a inteligência da alma, que com ela ele pode verdadeiramente “se curar” – se tornar um ser totalmente íntegro.

O QS é usado pelo homem em varias formas de criatividade, por exemplo, quando ele necessita se tornar mais flexível – menos neurótico e menos agressivo, procedendo espontaneamente de forma mais equilibrada, ou em situações que o permite lidar melhor em momentos de sofrimento como nas doenças.

Portanto, é a inteligência espiritual que dá ao ser humano a capacidade de lidar com seus problemas existenciais, dando-lhe o profundo sentido o que significam “as lutas da vida”.

O QS é o guia da borda do ser humano, é a sua consciência conduzindo-o entre a ordem e o caos, entre o que ele intui que deve querer, mas ao mesmo tempo se vendo totalmente perdido. É a sua inteligência espiritual permitindo-o integrar o intrapessoal e o interpessoal, ao extrapolar o imenso fosso entre ele e o outro.

Para ter um alto QS não importa que a pessoa seja ou não religiosa, porque isto não vem ao caso.

A inteligência espiritual é baixa na sociedade moderna, porque esta se constrói por excessos, como o do materialismo, o do procedimento de pouco usar e de muito descartar, do egocentrismo gerador da ausência de uma responsabilidade coletiva.

Vivenciar o espiritual é se abrir para “algo” maior, que implica a percepção do sentido de uma inteireza mais profunda – mais cósmica, quando o menor ato que seja é percebido como parte de um processo mais amplo, mais universal, não alcançado pelo Ql.

Procurar viver a vida na Vida não é um ato racional e nem puramente emocional. Não basta o homem possuir felicidade no contexto atual, já que ele quer questionar cada vez o próprio contexto – ou, o valor da maneira como vive com “o seu sentido de felicidade”. Neste seu questionamento é que as suas perguntas sinalizam para ele, a sua necessidade de usar a inteligência espiritual.

A sociedade atual perdeu o senso dos valores fundamentais. Ela espiritualmente se atrofiou, quando vive o imediatismo, o apenas visível e o pragmatismo, perdendo a maneira de estar (ser) em níveis mais profundos de uma linguagem mais simbólica, de um proceder mais universal.

No mundo moderno comunidade compartilhada não mais existe para a maioria da população urbana, que realmente subnutrida neste sentido, procura na camada do ego – do eu, os recursos que ela não tem.

O homem moderno vivencia si mesmo como estando apenas no mundo e não como sendo do mundo, não como parte também de outras pessoas, da natureza, do meio ambiente e de tudo mais. Ele busca satisfação como estivesse bebendo cerveja e com ela todos os apelos inerentes de sua propagada. Ele dilacera a terra buscando o conforto e tirando dela o que julga ser lucro. Ilusoriamente, ele assimila uma linguagem religiosa ultrapassada, achando que ela reflete valores d’alma.

A cultura do homem moderno tornou-se estúpida, literalmente sem sentido. Palavras como alegria, felicidade, divino, compaixão, transcendência e amor, entre tantas outras que deveriam refletir a verdadeira riqueza da alma humana e também um significado maior ou mais universal, o sentido delas foi deturpado.

Chega ser trágico-cômico, quando o homem ao ser comparado com alguns animais selvagens sanguinolentos predadores, ele recebe esta comparação como elogio e se for comparado com alguns animais herbívoros em sua mansuetude (domésticos ou não), esta comparação para ele é um insulto.

Mas, através da inteligência espiritual a mente humana pode ser trabalhada e conduzida para outro patamar de sensibilidade e de percepção – para outro nível de consciência.

A humanidade vive em “um fértil” período de pesquisas cientificas e de resultados (e também do pseudo-cientificismo), que exige para muitas perguntas, muitas respostas e cuidadosas argumentações.

O que existe na natureza do cérebro, que poderia dar à mente acesso à inteligência ou à consciência situadas alem do cérebro individual ou das estruturas neurais? Em relação à neurologia e à física, o que significa o fato de que o eu ao nível do ego possa ter acesso a alguma camada mais profunda do conhecimento? O que permite o ser humano se tornar biologicamente equipado pelo seu cérebro para ser uma criatura espiritual?

Para muitas destas perguntas algumas ficarão sem respostas, pelo menos por enquanto.
Entretanto, para outras as respostas buscadas são possivelmente encontradas.

Determinado tipo de organização neural permite o ser humano realizar um pensamento racional, lógico, baseado em regras através do QI (inteligência intelectual). Outro tipo de organização permite que ele realize pensamento associativo, reconheça padrões e seja emotivo através do QE (inteligência emocional). E um terceiro tipo de organização neural proporciona a ele o pensamento criativo, capacidade de insights, formulação e revogação de regras. Esta capacidade é inerente ao QS ou à inteligência espiritual.

Para que se entenda em grande parte o que venha ser QI, QE e QS, é antes necessário que se compreenda os diferentes sistemas de pensamento do cérebro e sua organização neural, porque é o cérebro que produz e estrutura os pensamentos, que permite o ser humano ter emoções e ainda servir à sua vida espiritual através do senso de sentido, de valores e de contextos apropriados com os quais ele pode compreender suas experiências cotidianas.

As fibras neurais que partem do cérebro humano espalham por todas as regiões do corpo, servindo como “ponte entre a vida interior” e o mundo externo e, se o cérebro é capaz desta façanha, porque é complexo, flexível, adaptativo e auto-organizador.

A criança quando nasce ela possui os requisitos básicos apenas para se conservar viva, portanto com as suas conexões neurais direcionadas para regular sua respiração, seus batimentos cardíacos e sua temperatura corporal, entre outras necessidades básicas. Portanto, sem ela conseguir formular conceitos ou emitir sons coerentes, que só vão surgindo com o tempo, quando experienciando no mundo em sua volta, o seu cérebro vai paralelamente sendo formado com novas conexões neurais.

Na medida em que ela for crescendo e que mais complexas e exigentes forem as suas experiências, maior e mais complexo será também o labirinto de conexões neurais, que em seu cérebro vai se formando.

Os neurônios funcionam como dispositivos de sinalização, de maneira parecida com os elementos eletrônicos em um computador. E pensamento em serie que é gerado lembra muito o tipo de processamento feito por muitos computadores. Grande parte do pensamento que o homem usa em seu cotidiano, ela é do tipo serie ou de QI (coeficiente intelectual). A aritmética mental constitui para este caso um exemplo simples.

A fase inicial de qualquer projeto implica decompor um problema simples, para em seguida prever as relações causais que surgirão. As vantagens do pensamento em serie e da inteligência intelectual estão no fato de serem exatos e precisos.

O pensamento associativo está na origem da maior parte da inteligência puramente emocional, está como o elo entre uma e outra emoção, entre emoções e sensações corporais e emoções e meio ambiente. É o pensamento com o coração e com o corpo, porque o QE embora seja normalmente tido como a inteligência emocional, é também a inteligência do corpo, usada com grande efeito tanto por um atleta talentoso como por um pianista também talentoso.

Como o pensamento associativo é tácito a pessoa tem dificuldade de compartilhá-lo com outra pessoa, Cada uma aprende uma habilidade à sua própria maneira. Não existem dois cérebros que tenham as mesmas conexões neurais, como também não existem duas pessoas que tenham a mesma vida emocional, portanto uma pode reconhecer a emoção da outra, sentir ou não por esta emoção empatia, mas não a tem.

O ser humano consciente é aquele que tem consciência de suas experiências e, tem consciência que tem consciência. E, ele reage a estas experiências, podendo expressar com vários tipos de sensação, porque é dotado de um tipo de pensamento criativo, intuitivo e capaz de insights.

Estudos com EEG – eletroencefalografia ou o estudo do registro gráfico das correntes elétricas desenvolvidas no encéfalo, que foram realizadas durante praticas meditativas, os cientistas detectaram em grandes áreas do cérebro ondas cerebrais cada vez mais coerentes de varias frequências (incluindo 40 Hz).

Nestas ocasiões as experiencias que estes pesquisadores descrevem como o conteúdo da consciência entrando em estado de unidade, ele é acompanhado pela unidade das oscilações neurais.

"Senso de ressurreição"  é medido pelo tamanho vivencial da inteligencia espiritual. Não é só um estado mental, mas uma forma de saber, um modo de ser, uma transformação completa em relação ao entendimento e à vida.

O que transcende é que leva a pessoa para alem do momento presente de suas sensações também presentes. Leva-a aos limites de seu conhecimento e de experiências, que são postos em um contexto mais amplo. Dá-lhe uma prova do sentir do extraordinário, do Infinito dentro dela ou do mundo ao seu redor. A pessoa que já experimentou este momento chama-no de “Deus”.

Já se sabe que as oscilações neurais estão associadas a campos elétricos existentes no cérebro, gerados por numerosos dendritos que oscilam em sincronia, mas que não chegam a disparar.

O cérebro da pessoa que está sonhando, dissocia em sua maior parte da atividade muscular e do pensamento racional do ego. Foi esta constatação que Llinás e sua equipe concluíram. Que a mente é um estado intrínseco ao cérebro e não um subproduto da experiência sensorial. Quando a pessoa sonha o cérebro “desliga” do mundo externo e atende aos seus próprios processos internos.

Llinás sugeriu também que o mesmo acontece com ela durante o devaneio, o transe e os estados alucinatórios, quando a mente se ocupa com seus próprios processos internos e não com o mundo externo. E neste caso, de onde vem a mente?

A primeira explicação é conhecida como posição dualista, que admite no Universo existirem basicamente duas realidades. Neste caso, existem duas substancias distintas, uma obedecendo às leis da física que é a matéria e a outra fora da esfera da física é a mente (diretamente relacionada à consciência).

A outra circunstância tendo em vista a teoria pampsíquica sobre a origem da consciência, levaria a uma forma imensa de transcendência da mente e à inteligência espiritual. Por esta teoria segundo a qual toda matéria é viva e/ou possui uma natureza psíquica análoga à do espírito humano, se as oscilações neurais no cérebro forem uma versão coerente de uma propriedade fundamental que permeia todo o universo, então o QS inseriria o ser humano não só na vida, mas no próprio coração do universo, tornando-o filho não só da vida, mais ainda do Cosmo.

A teoria quântica foi uma das quatro novas ciências do século passado, mas ela continua muito presente nos dias de hoje, através de aplicações praticas do conhecimento que dela derivara.

A física quântica torna-se necessária quando se pergunta: por que é o cérebro que tem a capacidade especial de transformar fragmentos protoconscientes em consciência plenamente desenvolvida? A consciência é um fenômeno particularmente unificado? Por que todos os neurônios individuais implicados em uma experiência consciente oscilam coerentemente a 40 Hz, comportando-se, por exemplo, quando muitas vozes individuais transformam harmonicamente como uma única voz do coro?

O ser humano não está só. A inteligência não o isola na esfera estreita da experiência do ego. Nem mesmo ao nível da experiência coletiva – da espécie humana. Existe um contexto mais amplo de sentido e de valor dentro do qual se pode inserir a experiência humana. E esta perspectiva torna-se muito mais vasta e interessante, se houver uma dimensão quântica do QS – da inteligência espiritual.

Se a protoconsciência (proto: anterior, primeiro) é uma propriedade fundamental do universo, então também uma protoconsciência no campo de Higgs e no vácuo quântico que pode ser responsável pela energia escura do universo, se transforma em algo muito parecido ao que muitos denominam de “Deus imanente” – Deus dentro de Tudo.

E, neste caso, as oscilações neurais de 40 Hz que culminam na consciência do homem e em sua inteligência espiritual, têm suas raízes em nada menos do que em “Deus”, que é o verdadeiro centro do eu e o sentido final de toda a existência.

Desde o início da atual civilização o homem vem comunicando com Deus, deuses e “daimons”.

Recentemente, no início da década de 1990, o neuropsicólogo canadense Dr. Persinger pesquisador da Laurentian University, que não é um homem religioso, sentiu diretamente esta comunicação, quando colocou em volta de sua cabeça um estimulador magnético transcraniano. Este dispositivo dirige um campo magnético poderoso e em rápida flutuação para pequenas aéreas selecionadas do tecido cerebral.

Este cientista ajustou o estimulador para atuar diretamente sobre os lobos temporais de seu cérebro, para que ele pudesse “ver” Deus… E ele “viu!.”… Ele percebeu (mentalmente) “o além” do mundo físico, quando estimulou artificialmente os seus lobos temporais através da atividade do campo magnético que foi gerado. Ele pôde com esta “visão” não física isolar e investigar ligações associadas a diferentes tipos de experiências (místicas) como viagens fora do corpo e regressão a vidas passadas, entre outras tidas como mais diretamente ligadas à “presença do divino”.

Em grande parte deste tipo de pesquisa o estimulo dos lobos temporais desencadeia uma ou mais experiências extra-físicas. Os lobos temporais estão estreitamente ligados ao sistema límbico – ao centro das emoções e à memória, no cérebro. Também, nesta estrutura cerebral estão presentes a amídala uma estrutura pequena em forma de noz situada no centro dela e o hipocampo essencial para registrar experiências associadas à memória. Estes dois pontos no cérebro quando estimulados, ocorre o aumento da atividade dos lobos temporais.

Particularmente em relação ao hipocampo, quando ele é estimulado e mesmo que a maioria destas experiências espirituais dos lobos leve apenas alguns segundos, elas podem produzir uma intensa e duradora influencia emocional por toda a vida da pessoa, muitas vezes descrita como “transformadora de sua vida”.

O envolvimento do sistema límbico demonstra a importância do fator emocional na experiência espiritual, em contraste com a mera crença, que pode ser inteiramente intelectual.


Cérebro humano

Dr. Persinger e seu colega neurobiólogo Ramachandran deram à área dos lobos temporais ligadas à experiência espiritual (e religiosa) como o “ponto Deus”. Mas, “este ponto” não será apenas um truque neurológico feito pela natureza em cada ser humano pela sua crença em Deus. Crença que é de alguma maneira útil a ela e aos demais seres humanos?

Grande parte dos estudiosos desta aérea cientifica sugere que o “ponto Deus” surgiu no cérebro para atender alguma finalidade evolutiva, mas ao mesmo tempo acrescenta que ele não prova de forma alguma, que Deus existe ou não.

O certo é que o “ponto Deus” contribui para a experiência espiritual humana e para outras experiências associadas à formação de mitos e da expansão mental.

A simples presença do sentido “do espiritual” não garante que a pessoa pode usá-lo criativamente na vida. Ter um QS alto às vezes não está relacionado em ter capacidade de usar “o espiritual” para trazer um contexto e um sentido mais amplos, que permitam uma vida mais plena de sentido – com mais senso de inteireza, finalidade e direção pessoal. A mera “experiência do espiritual” com o extra-físico, ao contrario, às vezes dê origem mais confusão, desorientação, ânsia indefinível e uma perda concreta de perspectiva.

As percepções e habilidades especiais associadas ao “ponto Deus” têm que estar misturadas às emoções, às motivações e ao potencial de cada um, que devem ser postas em dialogo como o seu centro do eu e à sua maneira especial de se conhecer.

A inteligência espiritual – QS deve representar um todo dinâmico do eu, no qual o eu é uno consigo mesmo e com o todo da criação.

Na verdade todo ser humano conscientemente ou não está em contato com o centro do eu, quando está fazendo uma “visão para dentro”, percebendo a vida em algum contexto mais vasto, quando faz perguntas finais do tipo: de onde vim, qual a minha origem no tempo, que extensão tem a historia da qual sou parte? Este centro está associado às oscilações neurais sincronizadas de 40 Hz já mencionadas, que ocorrem de um lado para outro do cérebro.

O ego é a camada de desenvolvimento mais recente, mais racional do eu. Está ligado a tratos neurais seriais e programas do cérebro, ou seja, ao sistema neural responsável pelo pensamento lógico, racional-consciente e orientado para metas (pensamento a longo prazo), constituindo um conjunto de mecanismo e modos de pensar com os quais o eu conhece seu mundo.

A cultura ocidental é dominada pelo ego, dando realce máximo à pessoa que isolada, tem comumente tomar decisões racionais. Talvez esteja ai o motivo pelo qual de um modo geral, as pessoas com este estilo de vida vivem a partir da periferia de si mesmas, acreditando que neste modelo existencial esteja toda historia de seu eu.

Cada ser humano é verdadeiramente diferente e especial em seu dialogo com sua experiência única, portanto não pode ser identificado por meio de testes, que são muito do agrado da psicologia ocidental.
A maioria dos psicólogos ocidentais acredita que motivos constituem uma mistura do consciente e do inconsciente. Por exemplo, que o pintor está parcialmente consciente do motivo pelo qual quer pintar determinado quadro, mas não conhece plenamente as forças profundas em seu consciente que o impelem a por na tela uma visão jamais vista antes. Muitas vezes também a obra final de um escritor, não foi inteiramente aquela que tinha antes pensado.

Como já foi algumas vezes mencionada, a experiência unificadora do cérebro tem origem nas oscilações neurais de 40 Hz que viajam por todo o cérebro. São estas oscilações que proporcionam um “fundo” sobre o qual ondas cerebrais mais excitadas podem agitar para gerar a intensa armadura da experiência mental consciente e inconsciente humana. Estas oscilações constituem o “centro do eu” – a origem neurológica de onde ele emerge. Por intermédio destas oscilações que o homem insere sua experiência dentro do contexto de sentido e de valor e descobre a finalidade da vida.

A redução do QS é o resultado de problemas de relacionamento com o centro profundo do eu, quando o ser humano “se impede” de absorver (neste nível vibratório) dos “nutrientes” do eu, que transcendem tanto o ego quanto a atual cultura associativa, para penetrar na substancia do próprio ser. Esta dissociação (e mesmo ausência) está cada vez mais presente,sendo conhecida como “doença existencial”.

Psicose maníaco-depressiva, vícios, paranóia, entre outras patologias do campo psiquiátrico e psicológico, elas estão associados a problemas de sentido e de valor, que trazem a incapacidade conseqüente do ser humano de integrar e equilibrar sua personalidade. Estas aéreas de comportamentos doentios humanos que são normalmente tratadas pela psiquiatria e pela psicologia, podem ser também encaixadas dentro da “patologia espiritual”.

Como cultura a humanidade está enlouquecendo. A instabilidade pessoal e coletiva está acontecendo pela forma peculiar de alienação associada ao fato de o ser humano ter se afastado de seu centro – de seu eu mais profundo, vivenciando a alienação do sentido, de valor e da finalidade de seu existir.

A pessoa esquizofrênica que perdeu todo o contado com este seu centro, a voz que brada com ela e que a faz erguer agressivamente uma faca é um demônio. Também é a voz que grita com o alcoólatra para que tome mais aquele trago. Esta voz é energia psíquica desconectada, descentrada e anárquica.

A atrofia espiritual é essencialmente um estado de perda de espontaneidade, que sem ela acontece a consequente lentidão nas respostas ao centro do eu mais profundo, quando então o ego cai na armadilha das posses, das disputas e dos fingimentos.

A ausência da espontaneidade no ser humano não permite ser ele mesmo, por carregar como bagagem excessiva a sua preocupação em relação com a sua forma de ser – à sua aparência. E quando a ausência desta espontaneidade chega a certo ponto que ele não pode mais responder nem mesmo à sua energia psíquica reprimida ou destorcida, ele mergulha no desespero.

Baixo QI deixa o ser humano incapaz de resolver em sua vida os problemas racionais.
O baixo QE leva-o comportar como um estranho frente às situações que enfrenta.
E o QS baixo mutila o próprio ser.

A pessoa deve aprender a viver em harmonia com o mundo a partir de seu centro – de seu eu mais profundo, De viver em total espontaneidade para que com alto QS capacite também obter respostas profundas. Ela deve buscar o QS que a liberta das compulsões e até, pode levá-la mais além, libertando-a do potencial negativo no desespero.

O QS é uma capacidade inata do cérebro humano. É ele que permite a maneira pelo qual a pessoa pode se relacionar com a realidade mais ampla. Ninguém transmite ao outro a luz de seu QS. E, o ego nem sempre percebe a presença dele.

O QS jamais está ausente da pessoa, embora a sua capacidade de percebê-lo e de usá-lo esteja bloqueada. Talvez, esta pessoa esteja à sua procura também de forma distorcida como se fosse “objeto” nos altares, nos púlpitos e em leituras de livros tidos como sagrados.

De acordo com a biologia, a evolução é um processo continuo. Enquanto a Terra puder sustentar a vida, ela estará mudando, evoluindo para dar constantemente origem a novas formas. O mesmo acontece com o cérebro, que está constantemente “refazendo a sua fiação” como resultado de experiências. Ele não é o mesmo hoje em relação ao que era (tinha) antes, porque as oscilações neurais de 40 Hz que possibilitam a existência do QS estão ininterruptamente integrando novas experiências.

Entretanto, até mesmo a vida espiritualmente inteligente só pode oferecer na melhor das hipóteses uma serie de pequenas curas para o momento presente, com o conhecimento maduro de que outros desafios surgirão no futuro – que outras partes “do meu fragmentado” ainda estão à espera de seu aparecimento.

O Principio da Incerteza postulado por Werner Heisenberg constitui o cânone fundamental da teoria quântica, ainda mais do que a Teoria da Relatividade de Einstein que simplesmente questiona o ser humano dentro de sua posição espaço-tempo e a maneira como o percebe.

A realidade quântica descrita por Heisenberg encerra um numero infinito de expressões possíveis, todas elas necessárias e validas de alguma forma. Entretanto, apenas se pode conhecer o aspecto da realidade que se está procurando. As respostas serão sempre respostas às perguntas que são feitas. Portanto, se são feitas perguntas diferentes, serão recebidas respostas diferentes.

Einstein e Heisenberg contribuíram para produzir uma mudança fundamental nas relações do ser humano com a verdade e a ética – aquela construída de cima para baixo, quando antes existia uma tentativa de substituir as certezas perdidas do passado biológico por referencias a um conjunto de verdades imposto de fora.

A verdade depende do ponto de vista de quem o formula, das perguntas que ele resolve fazer. Esta é a verdade de baixo para cima e, de algum modo, ela é fundamental porque nasce de dentro de cada um e que se pode ter acesso apenas com a inteligência espiritual.

Na Teoria do caos a borda é o ponto de encontro entre a ordem e o caos, entre o conhecido e o desconhecido. Na natureza é o ponto no qual criatividade e auto-organização acontecem. Onde novas informações são criadas.

Hoje em dias as pessoas têm que viver na borda, gostando ou não. Elas já não podem simplesmente cobrir com papel as rachaduras da velha tradição e da ética tradicional, mas não devem também se entregar ao relativismo niilista, negando absolutamente a realidade de qualquer verdade.

O QS é um senso de equilíbrio interior, enquanto o QI se orienta por regras e o QE é guiado pela situação na qual a inteligência emocional se encontra, O QS é que “ilumina o caminho” e, por isto, ele é chamado também de “olho do coração”

Para que em sua vida a pessoa se torne espiritualmente mais inteligente no caminho dos cuidados e do carinho, ela tem que ser mais aberta com as pessoas de seu afeto e de seu relacionamento e ainda, com as outras pessoas de um modo geral. Ela tem que ser receptiva e saber escutá-las de maneira atenta através de seu verdadeiro eu – o mais profundo. Ela tem que saber “se abrir”, de se expor, de assumir o risco de se revelar aos seus semelhantes – tem que ser espontânea.

Ela tem que querer ser diferente, ansiar por ampliar em si novos interesses, para que possa pertencer um grupo maior e mais diversificado. Sobretudo, ela deve perceber e buscar um lugar dentro do eu profundo que é luz pura, que é fogo que brilha (queima) dentro dela, que é a fonte de tudo que a alma traz ao mundo.

O ser humano tem na vida que apossar de fato de suas intenções e finalidades, que constituem um tipo profundo de energia psíquica e que impulsionam potencialidades do centro do eu para a superfície – para a camada do ego. Ele tem que se perceber condicionado por motivos, quando age no mundo e sobre o mundo.

Um dos principais critérios da alta inteligência espiritual é ser o que os psicólogos chamam de “independente do Campo”, ou seja, ser capaz de “se erguer contra a multidão” ao defender uma opinião impopular, se nela se acredita profundamente.

A cultura da atual civilização é uma cultura de grupos, portanto é encorajada pela mídia para se ter os mesmo pensamentos e as mesmas opiniões, com a produção restringindo para determinadas faixas de gosto, que são realçadas pela publicidade – e, analogamente para uma cultura de moda.

É uma cultura sectária, separando uma pessoa da outra. Separando a pessoa que é diferente. Ela ainda isola a pessoa da natureza em geral – de outras criaturas vivas.

A inteligência espiritual requer que o ser humano se tone consciente de seu eu profundo e se enraíze neste centro da sua própria existência.

Obter alto QS – inteligência espiritual, requer também que a pessoa viva em constante espontaneidade, que seja profundamente honesta com ele mesma – profundamente consciente de si mesma. Requer também que ela enfrente opções e que compreenda que às vezes as opções são difíceis.

O alto QS requer ainda a mais profunda integridade pessoal. Exige do ser humano a capacidade de “se rejuntar”, recolhendo as partes que para ela foram (e são) dolorosas ou difíceis de possuir. Que ele se abra para a experiência de recapturar a sua capacidade de ver com novos olhos a vida e os outros, como seus olhos fossem agora olhos de uma criança. Que ele deixe de procurar refugio no que conhece e explore constantemente e aprenda com aquilo que ainda não sabe.

Este texto foi escrito em parte com algumas informações extraídas do Livro Inteligência Espiritual – de Danah Zohar e de Ian Marshall.

O ser humano é essencialmente um ser espiritual, condição que ele mostra quando faz a si mesmo três perguntas fundamentais: “quem sou, de onde vim e para onde vou?” “Ser espiritual” é que estimula o homem na vida, quando ele procura dá-la um significado “ao ser criativo” – ao ser Co-criador.

Danah Zohar nasceu e foi educada no Estados Unidos . Ela estudou Física e Filosofia no MIT e pós-graduou em religião, filosofia e psicologia na Universidade de Harvard, onde foi aluna de Erik Erikson. Foi Professora Visitante na Universidade de Cranfield School of Management e no Maquarie University School of Management, em Sydney , Austrália e tem sido professora visitante em Oxford Brookes University. Ela fala regularmente em fóruns de liderança e trabalha com equipes de lideres de todo o mundo. Junto com seu marido e co-autor Ian Marshall ela realiza oficinas para líderes mundiais sobre a importância da inteligência espiritual e de sua ligação com a sustentabilidade. Como uma das pioneiras em estender a linguagem e os princípios da física quântica em uma nova compreensão da consciência humana, psicologia e organização social, Danah Zohar escreveu O Ser Quântico, Sociedade Quântica e Religação Corporativa do Cérebro. Mais recentmente ela escreveu mais dois outros inovadores livros (co-autoria com Ian Marshall): Inteligência Espiritual – a Inteligência Suprema e Capital Espiritual. Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Texto enviado por Thais Marzagão

LUZ!
STELA

terça-feira, 14 de junho de 2011

A TERCEIRA INTELIGÊNCIA E OS 12 PRINCIPIOS DA INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL


A TERCEIRA INTELIGÊNCIA
Inteligência Espiritual





No iní­cio do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana.

Só em meados da década de 90, a "descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções."

A ciência começa o novo milenio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.

Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.

Drª DanaZohar - Oxford


No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a fí­sica e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.

Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.

O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.

Afirma Dana:

"A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".

Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes.

Formada em fí­sica pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford.

É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português.

QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record).

Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.

Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300º Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.

Eis os principais trechos da entrevista:

O que é inteligência espiritual?

É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos.

Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.

O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor.

O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

De que modo essas pesquisas confirmam suas ideias sobre a terceira inteligência?

Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas.

É uma área ligada à experência espiritual.

Tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais.

Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual.

Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afectado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.

Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Qual a diferença entre QE e QS?

É o poder transformador.

A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.

A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação.

Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções.

Inteligência espiritual fala da alma.

O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afectam minha emoção e como eu reajo a isso.

A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.

Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes.

Segundo ela, essas pessoas:

1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo

2. São levadas por valores. São idealistas

3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade

4. São holísticas (adj. Relativo a holismo, que busca tudo abranger, que é totalizante )

5. Celebram a diversidade

6. Têm independência

7. Perguntam sempre "por quê?"

8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo

9. Têm espontaneidade

10.Têm compaixão


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Texto enviado por Nice
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Os 12 princípios da Inteligência Espiritual



Danah Zohar. Formada pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology, dá aulas sobre liderança em Oxford, na Inglaterra, e escreve livros sobre física quântica – alguns já publicados no Brasil (clique aqui para vê-los). Deu uma “aula” estimulante não sobre ecologia, mas sobre inteligência espiritual – tão necessária para que a as ações pelo meio ambiente encontrem eco em toda a sociedade.

“Inteligência espiritual tem a ver com o que eu sou, com os meus valores”, lembra a pensadora, que avisa: precisamos alimentar essa inteligência para motivar a cooperação – entre a família, a comunidade, os países. Só assim vamos encontrar soluções positivas para o planeta, e nos encontrar nessa busca também.

Acompanhe o que Danah expôs sobre os princípios da inteligência espiritual – e motive-se!

1.Tenha pensamentos positivos, sempre. Não pense como vítima das circusntâncias, pense que sofrer é uma oportunidade de ser forte. “A crise econômica atual” é uma oportunidade de pensar nossos valores”, lembra Danah.

2. Descubra quem você é. O que me faz levantar de manhã? Para que eu vivo, por o que daria minha vida? O que me motiva para fazer coisas todos os dias? Quem eu sou realmente? Comprar, trabalhar, sair com os amigos faz parte de nosso universo, mas o “ser” é mais do que isso. Quando eu digo “minha vida é minha oração”, significa saber que minha vida é um presente de Deus e que precisamos fazer a diferença nesse planeta.

3. Tenha humildade. Precisamos saber que o que fazemos parte de um sistema, e que precisamos prestar atenção nos outros, lembrando que existem diversos pontos-de-vista – não o seu, unicamente.

4. Viva a compaixão. A origem dessa palavra significa “sentir com”. Sentir a dor do outro como se fosse a sua dor. “Eu não somente cuido dos pobres, eu sou pobre. “O planeta é parte de mim – nascemos quando o Big Bang surgiu”. Lembre-se sempre: eu sinto que sou você, e que você sou eu.

5. Reveja seus valores. Precisamos pensar menos em “eu, mim” e mais em “nós, nossos”. E precisamos rever nossos valores para servir uns aos outros. Compo fazer isso? “Pergunte a você mesmo, qual é o melhor que você pode dar”, avisa a filósofa.

6. Viva o presente. Tire o peso do passado e das preocupações – e viva o agora!

7. Estamos conectados, e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro. “Se me sinto negativo, espalho essa negatividade para minhas relações, minha comunidade. Mas se me sinto esperançosa e que posso fazer melhor, espalho essa atitude para as outras pessoas”.

8. Responda a uma questão fundamental: sempre perguntar porquê! Nós nos fechamos a verdade se não questionamos.

9. Mude a sua mente, seus paradigmas, e coloque seus pontos-de-vista sob uma nova perspectiva. Isso é muito necessário no meio empresarial, destacou Danah. “Precisamos de uma revolução do pensamento também nas lideranças e na educação”. Educação significa memorização, imposição? Ou é ajudar as crianças a fazerem boas perguntas? A mídia também precisa rever o seu papel e ajudar as pessoas a formarem consciência crítica.

10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares. Entretanto, não seja arrogante de que está certo, mas questione-se. Escute os outros, mas veja o que você quer acreditar, para o que você quer lutar.

11. Celebre a diversidade. Isso não significa numa empresa, por exemplo, colocar uma mulher ou negro num cargo alto, mas construir um pensamento do que significa a diferença para você, e o que ela tem a te ensinar. Dizer “obrigada por ser diferente, por me fazer questionar a mim mesmo”.

12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a a diferença. “Você não precisa ser o Gandhi ou o Barack Obama. Cozinhar um bolo pra sua família, um pai que vai brincar com seu filho, dando o seu melhor, é uma maneira de servir a humanidade com o melhor que temos”.

Para terminar, um recado aos educomunicadores e educadores em geral: “eu chamo a todos para a revolução não-violenta, onde as novas tecnologias podem mudar o mundo, sim, e que é preciso acreditar que você pode fazer a diferença”.


LUZ!
STELA