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quarta-feira, 14 de maio de 2014

SARAH VARCAS - LIBERTEM-SE DA DUALIDADE


LIBERTEM-SE DA DUALIDADE
14 de Maio de 2014: Lua Cheia em Escorpião
Sarah Varcas
13/05/2014


Esta Lua Cheia ocorre às 19h17min GMT [16h17min, Horário Brasília] no 24º grau de Escorpião.

Ela vem com uma mensagem poderosa sobre como a mente trabalha e sobre a importância de entendermos seus meandros. Todos nós temos uma mente e isto nos traz a responsabilidade de usá-la bem e não permitir que ela nos iluda nem nos dê ordens demais!

A Lua nos adverte contra o envolvimento com pensamentos do tipo branco e preto, bom e mau, certo e errado. Sei que isto parece óbvio, mas é da natureza da mente discriminar desta forma e, embora esta discriminação tenha seu papel, se permitimos que a mente imponha seus valores dualistas em todos os aspectos de nossa vida, deixaremos que ela nos influencie mais do que merece.

Esta Lua Cheia está numa conjunção de separação com Saturno: está deixando a forma para trás para abarcar uma visão mais expandida, e nos aconselha a fazer o mesmo.

A divisão dualista inevitavelmente simplifica até as circunstâncias aparentemente mais evidentes; a coisa mais obviamente “errada” do mundo faz parte de todo um macrocosmo de influências e condições e não pode, com total honestidade, ser separada deles e resumida a uma classificação incontestável de boa ou má… não se realmente quisermos entender o que está acontecendo.

É claro que faz parte da natureza humana simplificar e resumir. Isto nos ajuda a passar o dia sem nos atolarmos em tantas considerações existenciais! Mas é assim também que nascem todos os tipos de preconceito; é assim que o ego nos diz que somos melhores que os outros, temos mais valor, somos mais especiais, ou que somos piores que os outros e não merecemos nada.

E é para este aspecto da mente que esta Lua Cheia aponta. Pois podemos fazer as mudanças mais incríveis em nossa própria vida, ser autênticos como nunca antes, mas se acreditarmos que isto nos torna diferentes, especiais, melhores do que aqueles que não fizeram o mesmo, não teremos entendido o real significado de transformação. Teremos simplesmente levado conosco a mesma velha mente dualista para uma nova configuração.

Se a transformação não se refletir numa mudança da mente e do coração, que reconheça que despertar não é descobrir que somos especiais, mas que a própria vida é sagrada e que nenhum ser vivo pode ser mais especial do que outro, então não entendemos seu sentido correto e ainda estamos girando no carrossel do ego.

Resta apenas pouco menos de um ano para o fim da quadratura Urano/Plutão que tem caracterizado os últimos anos e sacudido cada um de nós de alguma forma, para nos despertar. Esta Lua Cheia nos lembra que nesta jornada não existe destino, mas sim um estado constante de vir a ser, que exige empenho e persistência, se quisermos nos manter firmes durante toda a sua duração!

Se investirmos demais o nosso senso de identidade em qualquer aspecto da nossa experiência, correremos o risco de nos ancorarmos num ponto do nosso desenvolvimento que devia ser apenas um local de breve repouso e não um lugar para vivermos.

Da mesma forma, se fizermos isto com qualquer outra pessoa – não importando o que ela seja, o que ela fez ou deixou de fazer – nós impediremos seu crescimento, concretizando o aspecto dela que existe em nossa mente, prendendo-a a ele para nossos próprios fins egóicos.

Esta Lua Cheia é libertadora e energizante. Ela nos incentiva a liberar nossos julgamentos, libertar nossos corações e aceitar a eventualidade de que nenhuma comparação possa jamais ser perfeita, num universo de infinitas possibilidades.

Deste modo, ela nos desafia a refletir sobre qual é o motivo de primeiro dividirmos e julgarmos, qual é a nossa verdadeira motivação e aonde ela nos levará a longo prazo. Enquanto o discernimento sábio é uma ferramenta necessária no caminho espiritual, a liberação do julgamento egóico é uma prática vital com a qual precisamos nos familiarizar o mais cedo possível!

Ao nos envolvermos com as energias desta Lua, podemos usá-las para identificar os pontos de nossa vida em que estamos agindo a partir de um ego saudável e bem ajustado, que nos permita navegar pelo mundo em geral sem necessidade de aumentar ou minimizar a nossa própria importância ou a de outros; e onde estamos usando todo tipo de manipulação para nos sentirmos bem a respeito de nós mesmos, geralmente às custas de outra pessoa!

Ao empregarmos tal discernimento, temos a chance de recalibrar nossa visão e mudar nossa percepção de modo que reflita as complexidades da vida em vez de simplificar tudo e reduzi-las a polaridades convenientes.

Quanto mais pudermos fazer esta mudança agora, mais capazes seremos de seguir o caminho à nossa frente no devido momento, quando a quadratura Urano/Plutão chegar ao seu final e exigir que abracemos a liberdade verdadeira, não aquela formatada pelo ego e, portanto, limitada.

Aproveitem a Lua Cheia!

Sarah Varcas


Por favor, respeite todos os créditos ao compartilhar.
http://stelalecocq.blogspot.com/2014/05/sarah-varcas-libertem-se-da-dualidade.html
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
Fonte: http://astro-awakenings.co.uk/14th-may-2014-full-moon-in-scorpio
© Sarah Varcas. Todos os direitos reservados. É dada permissão para compartilhar livremente este artigo em sua totalidade, desde que seja dado todo crédito ao autor. E que seja citado o site onde este texto é oferecido gratuitamente: www.astro-awakenings.co.uk.
Grata Vera!

LUZ!
STELA

terça-feira, 13 de maio de 2014

SARAH VARCAS - CURANDO NOSSOS FERIMENTOS MAIS PROFUNDOS


CURANDO NOSSOS FERIMENTOS MAIS PROFUNDOS
De 12 a 13 de Maio de 2014: Abrindo as Portas para a Lua Cheia
Sarah Varcas, 12/05/2014


À medida que nos aproximamos da Lua Cheia em Escorpião da próxima quarta-feira e nos distanciamos da recente oposição Sol/Saturno, podemos usar melhor nosso tempo para refletir sobre situações de nossa vida em que permanecemos na superfície, de modo a evitar a aparente escuridão das profundezas onde preferimos não estar.

Isto não é um exercício de sofrimento ou algum tipo de masoquismo mórbido, mas uma forma de levar gentilmente nossa atenção para situações onde ela não se encontra naturalmente, pois, assim fazendo, expandimos os limites do nosso campo de aceitação e suavizamos um pouco mais a rigidez que o ego exige para se manter seguro e no controle.

Pensem nisto como os cuidados para com um ferimento dolorido. Nós não batemos nele com um martelo para que melhore. Nós o banhamos em água quente e reconfortante. Talvez lhe apliquemos ervas ou alguma pomada para acalmar a dor e promover a cura. Nós o enfaixamos cuidadosamente para protegê-lo do mundo exterior até que esteja em condições de lidar com seus desafios novamente.

Se o ferimento tiver que passar por uma limpeza profunda, isto poderá doer mais do que gostaríamos e, talvez, até tentemos impedir que nosso membro machucado passe por essa limpeza, para evitarmos a dor. Mas sabemos que teremos que acabar nos rendendo ao tratamento para que ele seja curado.

Mais tarde, ao olharmos para trás, poderemos relembrar a lesão e a dor, mas também veremos a pele nova e limpa e o ferimento curado. E então ficaremos gratos porque a Mãe Natureza pode fazer seu trabalho e estamos inteiros novamente.

É para esta inteireza que a natureza está sempre apontando.
A força vital, que energiza cada célula do nosso corpo, procura equilíbrio e cura a cada instante.

Quando cumprimos nossa parte, a Mãe Natureza cumpre a dela muitas vezes mais. Mas se nos recusamos a participar, nos afastamos, negamos ou ignoramos nosso papel, ela não consegue cumprir sua missão de curar, e fica tentando nos manter em equilíbrio, enquanto nós mesmos não fazemos o que deveríamos fazer. E como fazemos parte da Natureza e, ao mesmo tempo, somos seus filhos, ficamos fragmentados e esgotados, em vez de energizados e inteiros.

Uma Lua Cheia em Escorpião irradia sua luz nos lugares escuros, encorajando-nos a espiar lá dentro e ver o que existe ali, nem que seja só por um instante. Então, ao nos aproximarmos da próxima Lua Cheia, podemos convidá-la a entrar – em vez de temer sua chegada – e reservar-lhe um lugar à mesa, esperando que fique por algum tempo.

Assim fazendo, estaremos mostrando-lhe o ferimento que temos evitado olhar e pedindo-lhe que aplique um bálsamo curativo. Se o ferimento for profundo, poderá doer na fase de limpeza; não posso negar isto. Mas esta é a dor do progresso, da elevação da consciência, da ampliação da sabedoria.

É a dor que nos diz que algo está acontecendo que nos levará à plenitude no devido tempo. É uma dor diferente da dor do medo, da negação, da vida vivida pela metade quando tantas coisas são relegadas às sombras pelo temor de nos aprofundarmos na dor e não conseguirmos mais voltar de lá.

Assim como o poder da coletividade está se tornando cada vez mais óbvio enquanto caminhamos para a Era Aquariana, o mesmo está acontecendo com o poder da inconsciência coletiva, com a qual contribuímos quando negamos nossas próprias feridas e nos recusamos a acolher nossa própria escuridão.

É claro que sempre podemos escolher com o que desejamos nos alinhar, mas se quisermos aproveitar mais positivamente esta era astrológica que está desabrochando, devemos escolher a consciência o tempo todo e expor nossos ferimentos, enquanto os envolvemos com amor, para que o poder curativo do universo possa fazer o que ele sabe fazer melhor.

Desejando a todos uma semana amena e curadora.

Sarah Varcas


Por favor, repeite todos os créditos ao compartilhar.
http://stelalecocq.blogspot.com/2014/05/sarah-varcas-curando-nossos-ferimentos.html
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@ig.com.br
Fonte: http://astro-awakenings.co.uk/12th-13th-may-2014-opening-the-door-to-the-full-moon
© Sarah Varcas. Todos os direitos reservados. É dada permissão para compartilhar livremente este artigo em sua totalidade, desde que seja dado todo crédito ao autor. E que seja citado o site onde este texto é oferecido gratuitamente: www.astro-awakenings.co.uk.
Grata Vera!

LUZ!
STELA