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sábado, 10 de agosto de 2013

ADAMUS - EXPECTATIVAS DA ILUMINAÇÃO - SHOUD 10


OS MATERIAIS DO CÍRCULO CARMESIM
Série da Liberdade

SHOUD 10:

EXPECTATIVAS DA ILUMINAÇÃO 
Apresentando ADAMUS
Canalizado por Geoffrey Hoppe

Apresentado ao Círculo Carmesim
em 3 de agosto de 2013
www.crimsoncircle.com



Eu Sou o que Sou, Adamus of Free and Sovereign Domain.

Ahh! Respirem bem fundo. Vamos aterrar todas estas energias. Leva um tempinho pra fazermos a transição final para as esferas de vocês, pra estarmos aqui diretamente com vocês.

Respirem bem fundo. Sentiram como a energia mudou de maneira rápida e bela enquanto começamos este Shoud? Humm, enfim, uma música mais decente... [Risadas; a música que tocou antes da canalização foi She’s Real, de Nick Urata.]

Um aviso antes de começarmos nossa conversa de hoje e transformarmos mais energia. É para aqueles que estão assistindo ao vivo, pela primeira vez, os curiosos. Vocês podem querer desligar a Internet agora. Por quê? Por quê? Porque esta é uma reunião muito especial. Não é aquela coisa típica da nova era. Não é só uma pitadinha de coisa espiritual. Este é um grupo de humanos, aqui no Colorado e ao redor do mundo, que se dedicam à própria iluminação nesta existência, permanecendo ainda no corpo.

O que fazemos é uma mudança de vida, e nem sempre é fácil. O que fazemos com este grupo chamado Shaumbra é algo verdadeiro. Vai levá-los à verdade. Não é mesmo, Pete? Vai deixá-los no chão, se for preciso. Vai levá-los às profundezas do inferno e às alturas do paraíso, mas é algo transformador. Não é pra qualquer um, de jeito nenhum. Não, não mesmo.

Assim, se só estiverem curiosos, se estiverem querendo pegar energia, se estiverem aqui só por estar, se estiverem aqui pra sugar a energia do canal, se desconectem já, porque podem acabar se machucando depois. [Adamus ri.]

Bem-vindos, Shaumbra.
Bem-vindos a este último Shoud da Série da Liberdade.

Ah, último Shoud da Série da Liberdade.

Liberdade

Liberdade... O que dizem? Liberdade é só outra maneira de dizer “nada mais a perder”?
Estão nesse ponto? [Algumas risadas enquanto ele olha para a câmera.]
Têm algo a perder que precisemos resolver hoje? [Risadas]

Aqui estamos nós na Série da Liberdade e, em última análise, a palavra “iluminação” realmente significa apenas liberdade. Liberdade pra serem vocês mesmos, pra serem sua total expressão, liberdade das coisas que seguravam vocês, que os mantinham em sua própria prisão de cristal. Liberdade pra serem o Eu Sou, sem estarem ligados a ninguém – a ninguém, nem mesmo Deus. Incrível, não é?

Vocês sempre pensam: “Bem, posso me liberar dessa coisa dos pais, dos professores, dos anjos ou de todos esses outros níveis, mas não estou sempre ligado em Deus?” Não na forma pura de Deus. Não, porque o Espírito, o Eterno, Se deu a vocês sem regras, sem regulamentos, sem controles, sem toques de recolher nem mais nada. Disse: “Vão e sejam como quiserem ser. Sejam o Eu Sou.”

Isso é muita responsabilidade. É algo, de fato... Como dissemos, desde há vários anos, muitos humanos realmente não querem liberdade. Querem uma vida mais fácil, mas não necessariamente a verdadeira liberdade. Mas vocês, acredito eu, escolheram isso. Vocês assumiram essa responsabilidade, e nem sempre é fácil essa coisa chamada iluminação. E, provavelmente, é bem mais difícil do que vocês jamais imaginaram que seria, bem mais difícil.

Tantas expectativas... E é sobre isso que vamos falar hoje neste último Shoud da Série da Liberdade – as expectativas, essas coisinhas um tanto difíceis e desafiadoras que ainda permanecem, essas dificuldades, esses obstáculos. Vamos conversar um pouco, respirar fundo algumas vezes e, talvez, superar isso tudo.

Essa coisa chamada iluminação não é nem um pouco fácil. Acho que havia uma percepção no nível humano de como seria, e não foi nem um pouco desse jeito. E isso é uma coisa boa, porque a última coisa que vocês, ou o Eu Sou de vocês, iria querer era o aspecto humano planejando a sua iluminação. [Risadas] Os pensamentos passam correndo pela mente: Que estranha criação teria sido essa! Repleta de verdades incorretas, repleta de desequilíbrios, repleta de, bem, de algumas coisas sobre as quais vocês vão falar hoje.

Mas, sim, se o humano fosse planejar e permitir essa coisa chamada iluminação, não acho que, no final, teria realmente algo a ver com iluminação, porque haveria limitações. Se vocês se posicionassem dizendo “É assim que vou ter minha iluminação e é assim que ela será”, haveria muitas limitações, muitos preconceitos e desequilíbrios. E o humano teria continuado a se aproveitar da energia. O humano teria continuado a tentar glorificar sua identidade humana, em vez de sua identidade Eu Sou. O humano teria ficado muito vulnerável a todos os outros elementos envolvidos – a consciência de massa, o próprio passado, a mente, o modo analítico versus o modo criativo de pensar. Assim, é uma coisa boa que isso não seja um projeto humano.

O aspecto humano, que em parte está sentado aqui hoje, o aspecto humano que vocês são, felizmente, tem permitido essa coisa chamada iluminação – o que é bem diferente, bem, bem diferente de planejá-la ou de pensar nela. Ele só está permitindo. Essa permissão, esse assumir, do qual falamos no nosso Shoud passado, exige uma tremenda confiança e, pouquíssimas, pouquíssimas pessoas chegarão nesse nível de confiança.

Eu sei que é difícil às vezes. Eu fico por perto, geralmente à noite, quando vocês passam pelo pior dos tormentos, esse tormento interior. Mas estou muito orgulhoso de cada um e de todos vocês que conseguem, no meio dessas tempestades, conseguem respirar fundo e, da parte mais pura de si mesmos, respirar fundo e dizer: “Eu Sou o que Sou.” Sem tentar mais travar essas batalhas internas ou lutar com os demônios internos. Sem tentar mais entender o que deveriam estar fazendo. Sem tentar mais esquematizar ou planejar a própria iluminação, mas respirar fundo – respirar bem fundo – e dizer: “Eu Sou o que Sou.”

Pouquíssima Orientação

Uma das dificuldades de se estar onde vocês estão, no reconhecimento de sua iluminação... e eu digo reconhecimento, porque a iluminação já está aí, e vocês sabem disso. É o reconhecimento ou a tomada de consciência da sua iluminação. É a permissão do que já está dentro de vocês. Uma das partes difíceis de se estar, pode-se dizer, nesse estágio ou nessa experiência de reconhecimento é que há pouquíssima, pouquíssima orientação nesse ponto. Pouquíssima orientação mesmo, e isso é uma coisa boa.

Vocês têm um pouquinho de orientação – mas talvez seja mais uma provocação – da minha parte e de alguns outros seres angélicos. Mas, por favor, notem que não existem muitos seres humanos ou angélicos que já tenham reconhecido ou aceitado a própria soberania verdadeira – aqueles que vocês chamam de Mestres Ascensos. São pouquíssimos. Pouco mais de 9.000. Outros mais estão a caminho. Sim, através de vocês, é claro, mais estão a caminho, mas são bem poucos. Então, como podem alguns seres que estão a serviço da humanidade – e alguns que dizem que estão a serviço da humanidade, mas que estão mais é servindo a si mesmos –, como podem chegar a trabalhar como seus guias neste momento? Porque eles não sabem.

Vou dizer uma coisa: Muitas... [Pausa] Estou tendo um papinho interno aqui; já vamos prosseguir. [Algumas risadas] Muitas entidades canalizadas... Entidades lindas e maravilhosas estão sendo canalizadas através de humanos, ultimamente, mas elas não chegaram onde vocês estão quando se trata da própria liberdade, da própria soberania. Ainda estão buscando, assim como vocês. Só porque são de uma dimensão diferente, de uma nave-mãe ou tiveram uma vida passada ilustre, não significa que entendam mais das coisas do que vocês entendem.

Vocês estão no ponto da sua experiência de reconhecimento, por mais difícil que possa ser às vezes. Vocês estão no ponto em que há pouquíssima orientação, porque são pouquíssimos que podem, de fato, orientá-los nessa altura, são pouquíssimos que realmente entendem aquilo pelo que vocês estão passando e a razão pela qual vocês estão passando por isso. São pouquíssimos seres angélicos ou não que realmente entendem. Além do mais, aqueles que realmente entendem sabem que é hora de se afastar um pouco pra deixar que vocês façam vocês mesmos a descoberta.

Agora, parece um ajuste meio ruim esse de passar pela iluminação, tão torturante como ela é, e linda como é às vezes, e de repente ainda ouvir que se tem pouquíssima orientação. Nós nos reunimos uma vez por mês. Eu venho e falo com vocês em alguns dias, dependendo do nível de aflição de vocês, de drama e do quanto vocês usam letras maiúsculas quando se comunicam comigo. [Risadas porque ele está se referindo ao comentário de Geoff na abertura sobre não gostar de receber e-mails com as letras todas maiúsculas, pois parece que a pessoa está gritando.] Isso, é claro, não me incomoda, mas não sou virginiano... Na verdade, não vou me estender muito na sessão de hoje porque hoje é meu aniversário.

LINDA: Oh! Sério?! [Alguns dizem: “Feliz Aniversário!”; aplausos]

ADAMUS: Na minha existência como Saint Germain, este era o dia do meu aniversário. Então...

LINDA: Leonino!

ADAMUS: ... estou celebrando... Leonino, é claro. [Linda ri.] Estou celebrando meu aniversário. Vamos nos divertir um pouco, fazer uma festinha no Clube dos Mestres Ascensos hoje à noite. Não que eu queira deixá-los, mas é meu aniversário... [Vários comentários; Adamus ri.]

LINDA: [cantando como se fosse “parabéns pra você”] Quantos anos você tem? Quantos anos você tem? Quantos...

ADAMUS: Não é uma pergunta simpática. [Risadas] Quantos anos você tem? Eu digo, se você disser.

LINDA: Cinquenta e oito. La, la, la.

ADAMUS: Bem, eu tenho 308.

LINDA: Ooooh. [Alguém diz: “Você está bem!”; risadas]

ADAMUS: Na verdade, estou melhor. Este aqui é o Cauldre! [A plateia faz “Oooww” e ri mais.]

LINDA: Owww! Oooooh!

ADAMUS: Então, onde estávamos? Falando de pouca – ah, eu estava fazendo uma observação importante –, pouquíssima orientação nesta altura. E isso é uma coisa boa.

Por mais difícil que seja às vezes e por mais que vocês costumem chamar seres pra virem ajudá-los, notem que são poucos os que realmente virão. É como chamar no escuro. Não é que vocês não sejam ouvidos, mas eles entendem que vocês precisam seguir por conta própria. Difícil, não é? Difícil.

Anos atrás, com Tobias, vocês abriram mão de seus guias costumeiros. Vocês abriram mão de muitos seres com os quais se conectavam, e a beleza disso é que vocês passaram a fazer suas próprias escolhas, no escuro às vezes. Vocês passaram a fazer suas próprias escolhas. E, quando é realmente uma escolha sua – não influenciada por seres angélicos, não influenciada por algum tipo de mestre grandioso, não influenciada por nada, nem mesmo outras pessoas –, quando vocês passam a fazer suas próprias escolhas, vocês sentem a profundidade e a veracidade dessas escolhas.

Isso leva vocês a uma maior profundidade. Leva vocês além de sua típica análise dramática, que ocorre normalmente quando vocês enfrentam uma situação, tentando fazer uma escolha, e sentem, a partir de uma posição de drama, os resultados projetados dos determinados potenciais ou circunstâncias. É uma emoção intelectual que vocês colocam nessas escolhas, e vocês sentem, então, os resultados.

Quando vocês estão sem orientação, como estão agora, vocês precisam ir mais fundo. Vocês precisam ir além do drama ou do medo. Muitas vezes, as escolhas são feitas simplesmente com base no medo, vendo qual é o cenário menos temeroso à sua frente.

Uma coisa interessante também acontece nesta altura de sua experiência. O medo da morte costumava ser a coisa da qual vocês mais fugiam. Vocês o evitavam. Ao tomarem essas decisões com base no drama e na emoção, vocês olhavam e diziam: “Isso me levará potencialmente à morte, especialmente a uma morte dolorosa?” Em caso afirmativo, vocês evitavam esse potencial. É interessante observar que, para muitos de vocês agora, a morte nem mesmo é um fator. Nem mesmo é um fator. Isso é porque, de certa forma, vocês passaram pela noite mais escura da alma. E alguns de vocês nem têm mais certeza se querem ficar aqui. Alguns chegam a pensar que a morte vai trazer resolução, o que não vai. Não vai. Ela não dá a vocês de repente uma tremenda perspicácia e todos os seus problemas desaparecem. Só quer dizer que vocês estão mortos. [Algumas risadas] Mortos. Todo o resto ainda está lá. Então, vocês devem resolver as coisas ou permiti-las bem aqui.

Mas vocês faziam escolhas com base nesses fatores emocionais – fatores de medo. Vocês optavam pelo menos temeroso, mas agora estão indo além disso. Estão mergulhando mais fundo em sua própria verdade. Vocês estão fazendo isso da perspectiva dessa coisa que vocês chamam de iluminação ou liberdade. O que vai libertar vocês? O que vai permitir o nível mais elevado de consciência? O que vai permitir a integração do Eu Sou em sua vida?

Se tivessem muita orientação, e alguns de vocês ainda a solicitam de vez em quando, mas se tivessem muita orientação para as questões da vida, vocês ainda estariam ouvindo os outros. E são pouquíssimos – pode se esconder, mas não pode fugir [falando com Linda] –, pouquíssimos que realmente entendem.

Desse modo, isso é uma coisa boa, e eu sei que às vezes dá uma sensação de solidão. Às vezes, vocês acham que ninguém está escutando. Antes de tudo, eu estou, mas não vou necessariamente responder, além de talvez, de vez em quando, com uma provocação; de vez em quando, com um sussurro: “Eu Sou. Lembre-se disso, Eu Sou” – só com esse sussurro.

Repararam o quanto vocês são resilientes? Resilientes. Vocês podem passar o pior, mas o incrível sobre qualquer um que já esteve na forma humana – algo que outros seres realmente não compreendem – é a resiliência de um humano. Também chamada por alguns de obstinação. [Adamus ri um pouco.]

LINDA: [aplaudindo] Viva nós!

ADAMUS: Ou determinação.

LINDA: Viva nós!

ADAMUS: Viva nós. Mas a resiliência, a capacidade de passar por situações difíceis... talvez situações de risco, situações com outras pessoas que vocês sentem que trazem enormes implicações, coisas que ameaçam a vida... mas vocês são capazes de superá-las. De permitir isso com o apoio do Eu Sou dentro de si, e se levantar, e ainda por cima sorrir.

Sim, tem sido difícil. Sim, eu sei. Eu entendo que às vezes vocês queiram desistir. Mas, de algum modo, mesmo nesses momentos mais escuros, vocês são capazes de se lembrar de respirar fundo. Vocês são capazes de se lembrar: “Eu Sou. Eu existo! Sim! Eu existo, portanto, todas as coisas são possíveis.”

À medida que vocês, que nós seguirmos em frente, vocês descobrirão que haverá menos orientação externa. Vocês vão realmente apreciar isso. Vocês vão realmente apreciar a si mesmos.

Claro que continuaremos a nos encontrar assim, mas outros seres com os quais vocês contavam, alguns reais, outros vindos de suas próprias criações... se entendem o que quero dizer... Ahãm, você sabe o que quero dizer. [Ele fala com Norma e ri.] Aspectos que vocês criam como seres externos que realmente não são seres externos; são seres internos. Tudo bem. Mas haverá menos deles e mais descoberta da sua verdade. Isso é uma coisa boa, ótima.

A Pergunta

Iluminação. Liberdade. Há muitas expectativas acerca dessa coisa chamada iluminação. Vocês entraram nesse barco da iluminação há uns dois mil anos... Achei que fosse engraçado. [Só alguns poucos riram.] E não paramos de remar. [Adamus ri.]

Vocês estão nesse caminho da iluminação há um tempo, por várias razões. Se puderem sentir, voltar dois mil anos, alguns mais tempo que isso... Por quê? Por quê? Vocês tiveram muitas encarnações humanas. Passaram por algumas eras grandiosas da humanidade. Tiveram existências em que foram, digamos, famosos ou ricos; outras em que varriam esterco num estábulo; existências em que morreram quando eram muito, muito, muito jovens; existências em que foram assassinados ou assassinaram outros – tudo isso. Mas por quê? O que desencadeou essa coisa toda? Não veio lá de cima. Não existe um painel de controle no céu que diz: “Certo, chegou a hora da sua iluminação.” Foram vocês. Foi o Eu Sou, através dos aspectos dele, das encarnações dele, que em dado momento disse: “Está na hora.”

Sintam isso um instante, não com detalhes, mas a essência disso, dessa coisa que os colocou num caminho de milhares de anos e muitas, muitas existências.

Será que foi o tédio com a existência humana comum? Porque depois de um tempo, eu diria depois de umas centenas de existências, elas são mais ou menos a mesma coisa. Realmente são.

Foi o tédio? Foi a dificuldade, uma dificuldade muito grande em passar pela experiência humana? Medo? Sofrimento? Vocês simplesmente não aguentavam mais? Não é uma razão ruim. O que foi que os trouxe até aqui? Que os levou a passarem algumas existências nas igrejas ou ordens religiosas? Existências, não muito tempo atrás, em que vocês jogaram tudo pro alto e disseram: “Chega de grupos, chega de organizações, chega de retórica, chega de livros, textos sagrados e tudo mais.” Vocês se afastaram de tudo isso. E, então, nesta existência, voltaram pra este grupo sem muita estrutura, mas encantador, chamado Shaumbra.

O que fez vocês entrarem nessa?

Vocês sabem que é algo dado como certo, mas a maioria dos humanos ainda não chegou nesse ponto. A maioria dos outros humanos nunca contemplou o motivo; não faz ideia do que realmente significa “Eu Sou”. A maioria dos humanos digere um pouco da retórica da igreja: “Há um Deus no céu; vocês vivem, vocês morrem, vocês esperam se formar.” Mas poucos realmente mergulham fundo em si mesmos, como vocês fizeram.

Alguns chamariam vocês de egoístas. Diriam: “Olha toda a atenção que você se dá! Olha toda essa ausência de rigor!” Eu diria que todo humano vai fazer isso mais cedo ou mais tarde, ouvir a consciência interior. Não dá pra escapar. É natural. Mais cedo ou mais tarde esse Eu interior, esse Eu Sou irá propor isso. Dirá: “Vamos lá. Vamos fazer isso.”

O que foi, voltando alguns milhares de anos, que acarretou isso no caso de vocês?

Sintam por um instante, e não estou pedindo que sejam videntes nem que relatem detalhes. Mas tem algo muito importante nos seus Registros Akashicos pessoais. Não existe um Registro Akashico global, universal; é tudo pessoal. Tem algo lá. O que é?

[Pausa]

Se não conseguirem sentir agora, façam mais tarde, quando se deitarem à noite, ou em algum momento da semana que vem, quando saírem pra caminhar. O que foi essa coisa?

Agora, de fato, foram diversas coisas que levaram a um ponto bem definitivo, a uma escolha bem definitiva. E a pergunta, enquanto encerramos esta Série da Liberdade, é: Aquela coisa que motivou a sua alma, vocês, a começarem esta linda jornada para a descoberta do Eu Sou, foi resolvida? Não estou dizendo necessariamente o reconhecimento do Eu Sou, mas a razão por trás disso. Foi porque vocês estavam entediados? Foi porque havia medo? Foi porque talvez viram ou encontraram um ser como Yeshua que os inspirou, que os influenciou? É claro, lembrando que Yeshua é, era vocês. Era quase como ver uma parte do seu futuro eu.

A pergunta é, agora, que estamos aqui nesta nova era: Aquilo ficou resolvido? Essa questão inicial, a motivação – essa coisa que os colocou neste caminho –, essa coisa ficou resolvida?

Seria interessante, e eu peço àqueles de vocês que estão participando do Keahak, em particular, que já fazem anotações, e a todos que estejam mantendo registros, que escrevam isso neste próximo mês. Sim, é um dever de casa, se assim escolherem. Escrevam. Vocês vão ficar impressionados, talvez até surpresos com a resposta. E a resposta não virá de mim, nem de Aandrah nem de nenhum outro ser. Então, não procurem por eles pra obterem a resposta. Ela virá daqui [encostando a mão no peito]. Será uma revelação impressionante. Será uma descoberta.

Expectativas

Seguindo. Iluminação. Muitas expectativas... [Ele posiciona melhor o púlpito.] A gente fica sério quando trata desse assunto... Vocês fazem “Ohhhh!”; todo mundo faz “Oh-oh!”... Expectativas da iluminação.

Esse caminho começou, quer tenha sido há alguns milhares ou há algumas centenas de anos. Vocês chegaram nesta existência; foi como uma espécie de escolha interior, um alto potencial de que vocês realizariam a iluminação nesta existência. O eu humano meio que acompanha isso. Está meio que determinado no seu DNA espiritual. “Certo – Iluminação: realização nesta existência.”

Realmente tudo, desde o momento em que vocês nasceram... eu diria, desde o momento em que vocês infundiram sua energia nesse corpo físico... Porque há uma enorme diferença entre o momento do nascimento, o nascimento físico, e o momento da... integração, que pode acontecer meses depois do nascimento físico. Fico impressionado com todas as discussões sobre a vida antes de nascer e a escolha prévia que se faz, e... [cuspindo] não importa. Não importa. Mas constitui um ótimo drama e uma ótima razão pra culpa. Ah, uma das melhores justificativas pra culpa. É um grande motivo pra que as pessoas pisem nos calos umas das outras. Mas estou fugindo do assunto. Qual foi minha colocação?

Aqui estamos nós na iluminação. Tudo, desde que vocês infundiram, desde que integraram sua essência nesse corpo físico, nesta existência, tem a ver com a iluminação. Tudo. Vocês podem recapitular, podem escrever a história desta existência – ela toda tem a ver com a iluminação.

E o engraçado é... engraçado pra mim, mas não pra vocês. O engraçado é que não houve enganos. É. O engraçado é que vocês não poderiam cometer erros, se tentassem. O engraçado é que vocês fingem que podem cometer erros, que ainda podem. Vocês fingem que existem essas escolhas por aí e que a porta número um guarda uma escolha muito ruim, a porta número dois guarda uma mais ou menos, mas relativamente segura, e a porta número três guarda insights incríveis, mas também pode fazer vocês caírem no buraco do inferno pra sempre, pela eternidade infinita. [Algumas risadas] Assim, vocês fingem, vocês aceitam a programação da consciência de massa de que podem cometer um erro. Adivinhem? Vocês não podem. Realmente não podem. Não podem.

Vocês podem de fato – eu já disse isso –, vocês podem de fato virar o leme pra uma direção que vocês sabem que não é a certa, que vocês sabem que não é compatível com o seu ser, intencionalmente. E adivinhem? Ele vai se redirecionar pro seu caminho verdadeiro.

O caminho verdadeiro de vocês, a propósito, não é o caminho da garota certinha ou do garoto certinho. E vocês têm meio que essa coisa aparafusada aí, de que vocês têm que escolher a coisa boa – ser o menino bonzinho ou a menina boazinha. Não. Às vezes, na iluminação, a coisa não é bonita. Não é boa. Não é. Os outros não vão gostar às vezes, mas é a escolha certa pra vocês. Por que é assim? Por quê? Bem, eu vou dizer: Porque a consciência de massa quer determinadas conformidades, quer que vocês façam as coisas de determinado jeito. A maioria dos pais de vocês quer que vocês sejam bonzinhos e que depois cuidem deles quando eles ficarem velhos. Os professores querem que vocês sejam bonzinhos. Por quê? Bem, é mais fácil pra eles. Então, muitas escolhas foram feitas com base em ser bonzinho, fazer a coisa certa, a coisa boa.

Voltando ao ponto – muitas expectativas da iluminação.

A pergunta que faço hoje é... Vamos usar uma perspectiva. Vamos usar a perspectiva de que estamos na Nova Terra, uma das Novas Terras. Vocês estão ensinando os seres angélicos que estão prestes a vir pra Terra num corpo físico pela primeira vez, o que na verdade vocês realmente, realmente fazem. Vocês estão falando com eles agora sobre iluminação. Vocês estão na turma avançada. Vocês são professores de nível avançado. Estão falando sobre iluminação e, a partir da perspectiva de já terem passado por isso, vocês falam das expectativas que vocês, humanos, tinham da iluminação e o que aconteceu na realidade.

Assim, aqui estão vocês ensinando. Digamos que vocês tenham uma turma de, ah, digamos, 144 alunos. Vocês estão ensinando a eles. Vocês têm um púlpito personalizado bonito. [Ele está examinando o dele.] Tem um arranhão aqui... Vocês estão ensinando a turma desses novatos. Eles virão pra Terra, entrarão no corpo físico dentro dos próximos seis meses. Então, é hora do essencial. E vocês agora vão falar com eles. A palestra intitula-se “Expectativas Humanas da Iluminação”. O que vocês vão dizer pra eles com relação às expectativas humanas que vocês tinham? Linda vai levar o microfone e perguntar pra vocês.

Quais eram as suas expectativas humanas da iluminação?

GARRET: Que todo mundo iria gostar de mim.

ADAMUS: Todo mundo iria gostar de você. E?

GARRET: Não gostam. Alguns não gostam mesmo. [Risadas]

ADAMUS: Tenho que lhe dar um beijo por essa! [Adamus beija Garret.] Foi brilhante! Foi brilhante.

Vocês não têm que levantar a mão, mas podem, se quiserem. Quem pensou que, quando entrasse na iluminação e se tornasse esse ser espiritual radiante, todos iriam gostar de vocês? Ohhh.... É. Vejo alguns bem honestos lá atrás. Outros, vocês sabem... é...

É. Boa resposta. Oh, e como vamos fazer isso? Linda, prefere escrever no quadro ou levar o microfone? Microfone ou quadro?

LINDA: Prefiro ficar com o microfone.

ADAMUS: Levar o microfone. Tudo bem. Então, Vili, poderia escrever? Tudo em letras maiúsculas hoje, por favor, só pra aborrecer o Cauldre. [Risadas]

LINDA: Por que tudo em maiúsculas?

ADAMUS: Pra aborrecer o Sr. Virginiano.

Assim, vejamos, a primeira resposta é: “Achar que todo mundo...” – “Expectativas da Iluminação” é o título, tudo em letra maiúscula – “Achar que todo mundo gostaria de você.” E o fato é que vocês vão passar por um período – você [Garret] já passou, alguns de vocês ainda estão passando – em que não vão gostar de vocês de jeito nenhum. O que conversamos no mês passado? Sentir fúria, sentir irritação, não ter mais tolerância nem paciência com o que vocês sabem que, obviamente, é bobagem e drama. E eles não vão gostar de vocês. “O que está errado com você? Quando você se sentou nesse pedestal?” [Algumas risadas] Pedestais são muito legais! [Adamus ri.]

Ótimo. O que mais? Foi um excelente começo.

LINDA: Aqui vamos nós.

ADAMUS: Sim, o que mais?

LINDA: Por favor, levante-se.

DIANE: Que tudo ficaria fácil.

ADAMUS: Fácil! Realmente. Por que você achava que tudo ficaria fácil? Quem lhe disse isso? Em que livro você leu isso? [Ela ri.] Achar que tudo ficaria fácil.

DIANE: Por que não? Estou iluminada. As coisas deveriam vir pra mim, sem problema.

ADAMUS: É. Ótimo. E é assim?

DIANE: Nem de longe! [Risadas]

ADAMUS: Nem de... [Adamus ri.] Vou esperar pra dizer mais tarde, pra todos vocês, por que não. Sim. Mas ótimo. Pensou que ficaria fácil. Que parte de você? A sua parte humana pensou que ficaria fácil. De fato, o engraçado é que – vocês vão rir quando eu disser isso –, de fato, é fácil.

LINDA: Ha, ha, ha, ha, ha. [Adamus ri.]

ADAMUS: De fato...

LINDA: Foi tão engraçado que esqueci de rir.

ADAMUS: ... chegará um dia, muito em breve, quando me dirão: “Foi muito fácil. Eu queria saber isso na época.” [Algumas risadas] Só dois entenderam. É.

LINDA: Promete?

ADAMUS: Agora, é fácil pro Espírito. É realmente fácil. Não é fácil pra vocês, humanos. Por quê?

DIANE: Bem, eu acho que não estou iluminada ainda.

ADAMUS: Poderia se levantar? [Ela ri; Edith faz um comentário não captado.] Edith, você é a próxima. [Risadas]

LINDA: Você leu minha mente!

DIANE: Tudo bem, é por causa da dúvida e...

ADAMUS: Por causa da dúvida, certo, certo.

DIANE: É, e os poréns.

ADAMUS: É, e os poréns. E é o humano querendo proteger o humano, porque realmente, de um jeito engraçado, há um paralelo com o que vocês chamam de Espírito ou de Eu Sou e o humano. Eles começaram nesse caminho da iluminação meio que juntos, caminhando lado a lado, mas de repente seguiram em direções diferentes, porque o humano quer popularidade e, vamos descobrir daqui a pouco, um monte de dinheiro. Ele quer construir santuários pra si mesmo. Ele não quer morrer. Quer seguir pra todo o sempre. Ele quer ser o humano mais glorioso de todos os seres.

Então, o humano chega num patamar no reconhecimento da iluminação. Em outras palavras, quando vocês entraram nisso pela primeira vez, quando leram aquele livro ou tiveram uma aula, ou melhor, quando começaram esse reconhecimento, foi como alcançar o esplendor humano: “Ohh! Enfim, a salvação, eu descobri alguma coisa! E, cara, essa coisa vai tornar tudo mais fácil! Vou usar meus poderes mágicos pra garantir que ninguém mexa mais comigo.” Mas o humano alcança seu nível, seu limite na iluminação. O Espírito continua seguindo. Aquele Eu Sou interior continua seguindo. E, então, surge essa luta, essa guerra, entre os dois. Bem, na verdade, não é entre os dois. É só o humano que guerreia. O Espírito não quer saber.

O Eu Alma realmente não quer saber, mas o humano vai tentar puxar pra baixo o Eu Sou, a verdade e a essência de volta pro nível dele, e isso não vai acontecer. O humano se vê numa miséria terrível, num drama, numa perturbação, sem dinheiro, com a saúde ruim, até que acaba dizendo: “Sabe de uma coisa? Não sou muito bom nesse negócio de iluminação, e acho que minha agenda estava errada desde o início. Acho que, quando comecei – eu, enquanto humano –, quando entrei nessa, eu estava, de fato, meio que usando toda essa coisa espiritual apenas para a glorificação do eu, apenas pra me tornar um pouco mais esperto, um pouco mais jovem, um pouco mais rico.” E, daí, o humano acaba dizendo: “Sabe, vou simplesmente permitir. Essa é a coisa mais grandiosa de todas.”

Heh, aqui estou eu dando minha aula... [Ele anda pra trás e esbarra no púlpito, que encosta na mesa e derruba a caneca com seu conteúdo.]

LINDA: Ohh! Boom, ba-boom‼

ADAMUS: Oh, fiquei tão empolgado com a coisa!

LINDA: Edith, você é a próxima.

ADAMUS: Sim! Sim!

LINDA: Eu vou buscar um pano pra limpar isso.

ADAMUS: Sim. Oh...

EDITH: Acabei de levar um banho de café.

ADAMUS: Não sei se era café, mas você levou um banho. Você foi batizada. Sim. [Adamus ri.]

EDITH: Um batizado de iluminação. [Alguém diz: “Salve o Senhor!”] Salve o Senhor!

ADAMUS: Então, ótimo.

EDITH: Manda bala! [Algumas risadas]

ADAMUS: Continuando. Quais eram suas expectativas da iluminação?

EDITH: Eu não sei se eu realmente tinha alguma. Eu só queria descobrir quem eu era realmente, quem eu sou e...

ADAMUS: Ótimo. Vamos parar aí.

EDITH: ... por que diabos não sou rica e...

ADAMUS: Não, não! Vamos parar na primeira coisa... Eu gostei daquilo! Vamos escrever no quadro – “Descobrir quem eu sou” – com certeza. Com certeza, porque essa pergunta, por sinal, Edith, você vem fazendo há muitas existências, de um jeito lindo: “Quem sou eu?” Não aquele “quem sou eu” [contraído], mas “Quem sou eu? O que eu posso ser?” [bem disposto] Daí, é uma pergunta linda. E, sim, agora, será que você tem a resposta pra ela?

[Ela pensa; alguém sussurra: “Eu Sou o que Sou.”]

EDITH: Eu Sou o que Sou.

ADAMUS: Quem soprou pra ela?

EDITH: Eu sei quem eu sou! Eu sou um ser e, porque Eu Sou o que Sou, eu recebo.

ADAMUS: Isso. Nossa, soou como algo saído direto do meu livro texto.

EDITH: É, você está certo. Sim.

ADAMUS: Eu não senti seu coração aí, minha querida.

EDITH: Eu Sou o que Sou.

ADAMUS: Está chegando lá. Eu Sou o que Sou.

EDITH: E eu ainda amo você na maior parte das vezes. [Risadas]

ADAMUS: E no restante?

EDITH: Eu me aborreço com você.

ADAMUS: Comigo?!

EDITH: Com você.

ADAMUS: Então, estou fazendo o meu trabalho. Obrigado.

EDITH: Sim, você está. [Ambos riem.]

ADAMUS: Ótimo. Então, a descoberta de quem Eu Sou. E, Edith, apesar dos desafios e da dificuldade, não tem sido uma experiência maravilhosa?

EDITH: Sim. Tem.

ADAMUS: Sim. Sim. Você voltaria atrás?

EDITH: Não.

ADAMUS: Não. E como você vai seguir em frente?

EDITH: Bem, sabe, meu aniversário – também sou leonina –, meu aniversário é daqui a alguns dias, e estou chegando numa idade adorável e, sabe, posso simplesmente passar pro outro lado e visitar você.

ADAMUS: Isso, e voltar pra você.

EDITH: Hã-ham.

ADAMUS: É, ou podemos nos encontrar no meio.

EDITH: Ou verei você na Nova Terra ou na lua, sabe, onde estivermos ensinando.

ADAMUS: Sim, ótimo. É óbvio que você tem outros 30, 40, 60 anos pela frente.

EDITH: Oh, Deus! [Risadas, inclusive de Adamus.]

ADAMUS: Aqui está você, ensinando na Nova Terra, ensinando a esses novatos, e você descobre que você... [Linda está passando um pano no chão bem na frente dele; alguém ri.] Temos que fazer isso agora?

EDITH: Ela não quer que o tapete estrague.

ADAMUS: Não. Não.

LINDA: Isso faz parte da iluminação. [Risadas]

ADAMUS: Mas você passou nos pés do Cauldre!

LINDA: Ah, e você acha que foi por acaso?! [Mais risadas, enquanto ela vai saindo pra levar o pano.]

ADAMUS: E já que vai lá atrás... [Ele pega a caneca e dá pra ela.]

LINDA: O que você quer?

ADAMUS: Com creme – café.

LINDA: Com?

ADAMUS: Com creme. Ou chai. [Alguém diz: “Chai?”]

LINDA: Ah, tá bom! [Ela ri.]

ADAMUS: Pensei que fosse um grupo nova era. [Risadas] Café está bom! Chai orgânico, sim?

LINDA: Sei, tá bom!

ADAMUS: Então, onde estávamos? Ah, sim. Então, você não gostaria de ganhar de presente outros 60 anos neste planeta?

EDITH: Bem, se eu pudesse...

ADAMUS: Cuidado com o que vai escolher.

EDITH: Talvez eu precisasse concluir meu rejuvenescimento e trazer toda a minha abundância e o meu carro novo.

ADAMUS: Sua questão é com a abundância, hein?

EDITH: É, estou meio presa na abundância...

ADAMUS: Tsk, tsk, tsk, tsk, tsk, tsk, tsk.

EDITH: Evidentemente.

ADAMUS: Isso é lamentável, porque...

EDITH: Sim.

ADAMUS: ... isso é tão pequeno se comparado com as questões reais.

EDITH: Oh.

ADAMUS: As questões reais, sim. Isso. Então, vamos falar delas daqui a pouco.

Próximo. Obrigado. Obrigado, querida.

EDITH: Por nada. O prazer é todo meu.

ADAMUS: É sempre uma delícia estar com você. Sempre.

EDITH: Idem.

LINDA: Edith, pode passar pra Joann.

ADAMUS: Você vem na minha festa de aniversário hoje à noite?

EDITH: Vou.

ADAMUS: Ótimo. Ótimo. Você sabe onde é?

EDITH: Vamos celebrar?

ADAMUS: Sim.

EDITH: Isso é no Conselho Carmesim, uh... Não sei direito... [Linda e outros riem.]

ADAMUS: Recebeu o convite?

EDITH: Acho que não. Provavelmente estava todo em maiúsculas... [Risadas e alguns aplausos]

ADAMUS: Vamos tirar isto do caminho pra não derramarmos mais nada. [Ele leva o púlpito pro lado.] Ótimo. Obrigado, Edith. Obrigado.

Vocês todos receberam convites, é claro que sim. E é no Clube dos Mestres Ascensos, Estrada da Soberania, número 1, Paraíso. É. Começa à meia-noite. Isso.

EDITH: À meia-noite!

ADAMUS: À meia-noite. Bem, é claro. Claro. Sim.

Ótimo. Próximo. Expectativas da iluminação. Sim? Ah, o microfone.

JOANN: Oi. Eu pensava que seria um humano maior, veja bem.

ADAMUS: Fique mais alta, então.

JOANN: Mais profissional, sabe como é.

ADAMUS: Oh, sério?!

JOANN: Sabe, é, bem, só um humano maior.

ADAMUS: Sério? Do tipo que é líder numa grande corporação e...

JOANN: Bem, eu já faço isso... meu trabalho é muito bom.

ADAMUS: Sei, sei. Sim.

JOANN: É perfeito.

ADAMUS: Mas...

JOANN: Eu adoro.

ADAMUS: Qual é o seu cargo?

JOANN: Coordenadora, gerente de bem-estar, assistente da doutora. Eu recebo vários títulos.

ADAMUS: Você tem um cargo de assistente?

JOANN: É, bem, eu dou assistência a ela. Mas quando ela não está eu a represento.

ADAMUS: Você dá assistência?

JOANN: Mais ou menos. É.

ADAMUS: Você não está realmente fazendo isso?

JOANN: Sim! Tudo bem, eu estou! [Ela ri.]

ADAMUS: Exatamente. Então, pra todos vocês que têm cargos, cartões de visita que dizem “assistente”, “coordenador” ou “gerente de nível intermediário”, não, não é aceitável. [Linda lhe entrega o café.] Obrigado.

LINDA: Não precisamos que mais funcionários peçam demissão. Quer calar a boca?

ADAMUS: Que arrumem pra eles um cargo melhor!

LINDA: Certo! [Algumas risadas]

JOANN: Eu só uso esse título quando me pedem.

ADAMUS: Todos vice-presidentes – vice-presidentes executivos. Com certeza.

LINDA: Só dá pra ter um.

ADAMUS: Então, você achava que seria maior.

JOANN: Isso!

ADAMUS: Você pensava que seria mais grandiosa.

JOANN: Grandiosa, sim. E ainda estou penando.

ADAMUS: Que viveria na Riviera.

JOANN: Sim! Coisas desse tipo.

ADAMUS: Sei. Teria seu próprio iate. [No quadro, fica assim: “Ser um humano mais grandioso, brilhante”.]

JOANN: É!

ADAMUS: Sério? Por que você não manifestou essas coisas?

JOANN: Não sei, porque eu meio que estou me esforçando no que faço. Então...

ADAMUS: Ehh, vá para o banheiro. [Ela ri porque falou “não sei”.]

LINDA: Ohhhh!

ADAMUS: Passe pra cá o microfone.

LINDA: Ohhhh!

ADAMUS: Eu ouvi a palavra suja, então, você vai pro lugar sujo. Lá atrás.

LINDA: Ohhhh! Diga que não!

ADAMUS: Ela disse “Não sei.”

LINDA: Ohhhh!

ADAMUS: É conversa de banheiro. [Risadas]

LINDA: Ohhhh!

ADAMUS: Porcaria metafísica.

JOANN: Já mandei meu Espírito pra lá, então...

ADAMUS: Oh, tudo bem. Gostei. Ótimo. Esperta. Esperta. [Ambos riem.] Então, por que você não manifestou isso tudo?

JOANN: Porque acho que mudei de ideia.

ADAMUS: Pfff. É uma boa resposta, mas é sair pela tangente.

JOANN: Sério?

ADAMUS: Uma distração. Uma distração.

JOANN: Pode ser uma distração...

ADAMUS: Certamente que é.

JOANN: Tudo bem.

ADAMUS: Agora, não precisa ser, mas pra muitos será. Arranjar muito trabalho pra comandar um grande império... Mas você queria tempo pra focar na maior parte em você. E havia algumas distrações aí, sobre as quais falarei daqui a pouco.

JOANN: Tudo bem.

ADAMUS: Mas você fez isso no passado. Você fez isso. Você tinha exércitos, droga. Digo que você teve impérios, de verdade. Estou dizendo pra você.

JOANN: Oh, eu... sim.

ADAMUS: É. Então, será que você quer realmente fazer isso de novo?

JOANN: Não mais.

ADAMUS: É. Com o Larry, que está lá atrás comendo, sabe, é a mesma coisa. Meu caro Larry teve existências em que era um alto comandante do exército, comandante militar, existências em que comandava enormes quantidades de terra, tudo isso. Então, ele vem nesta existência... é, como um figurão, vocês mesmos podem ver. [A câmera mostrou o Larry andando lá atrás na sala.] E ele disse: “Não, eu tenho habilidade e talento pra fazer isso, mas não quero fazer novamente. Vou deixar que outro jogue esse jogo.”

Cada um de vocês se permitiu esse espaço – um espaço seguro e agradável – pra estar consigo mesmo. É. Agora, de vez em quando, vocês ainda tentam ir lá fora fazer um monte de coisas e, às vezes, vocês fazem muito poucas, mas estão se permitindo esse espaço. Sim. Ótimo. Obrigado.

LINDA: Próximo?

ADAMUS: Mais alguns antes de chegarmos ao ponto central.

EDITH: O banheiro está fora de questão. [Algumas risadas]

ADAMUS: Por quê? O banheiro é um ótimo lugar pra se ir e refletir.

ANDY: Qual era a pergunta?

LINDA: Qual a pergunta?

ADAMUS: Expectativas da iluminação. Você está ensinando na Nova Terra. Você está ensinando a todos os seres angélicos que estão se equipando, que estão se preparando pra vir pra Terra, e você meio que está rindo pra si mesmo, porque sabe como é realmente. E é claro que eles estão todos empolgados e você está transmitindo os preparativos finais sobre as expectativas da iluminação. Eles estão num curso avançado. Você falou sobre os caminhos dos humanos – os estranhos e interessantes caminhos dos humanos –, mas agora você está dizendo: “Quando chegar a sua hora, depois de algumas existências, depois de passarem por diferentes encarnações, então, vocês vão começar, como costumam dizer, a despertar e a se tornar iluminados.” E agora você vai contar pra eles algumas de suas experiências – experiências humanas – com as suas expectativas do que seria a iluminação. Então, diga pra eles...

ANDY: Que eu não fazia ideia de como seria. [Risadas]

ADAMUS: Isso foi muito bom!

ANDY: Honestamente, eu não sabia o que esperar, mas eu sabia que ser humano era meio estranho.

ADAMUS: Sim.

ANDY: Aquela sensação de criança: “Por que não posso voar? Eu sei que posso, mas não consigo agora. O que está errado comigo?”

ADAMUS: Sim.

ANDY: E acho que a iluminação meio que me mostrou que eu posso ser normal novamente, o que significa ser um humano anormal. Faz sentido?

ADAMUS: Totalmente. Totalmente. De volta a um estado natural.

ANDY: É.

ADAMUS: Isto [condição humana] não é natural. Não é nada natural.

ANDY: Concordo.

ADAMUS: Porque há limitação.

ANDY: Isso.

ADAMUS: Então, de volta pro estado natural. Então, você sabia disso quando começou essa coisa de despertar?

ANDY: Eu... humm... era mais um sentimento do que um saber.

ADAMUS: Certo.

ANDY: Porque parecia certo não ser tão humano.

ADAMUS: OK. Ótimo. É. Ótimo. Então, como definimos isso? “Retornar para o estado natural.”

ANDY: É muito bom! Sim, gostei.

ADAMUS: Claro. Eu que falei.

ANDY: É. [Risadas] É.

ADAMUS: É meu aniversário. Minta pra mim. [Mais risadas, inclusive de Adamus.] Então, a pergunta é: Você voltou pra esse estado natural?

ANDY: Parece que tem uma programação atrapalhando isso... Parece que preciso de um tempo pra lidar com isso.

ADAMUS: Sei. Por quê?

ANDY: A sociedade, os compromissos.

ADAMUS: Certo.

ANDY: Coisas materiais.

ADAMUS: Sei, sei.

ANDY: Parece que essas coisas ficam no caminho às vezes.

ADAMUS: E eu poderia fazer outra colocação também?

ANDY: Ah, por favor.

ADAMUS: Será que talvez você não esteja se divertindo um bocado com a coisa?

ANDY: Bem, tem isso também.

ADAMUS: Tem isso.

ANDY: Tem.

ADAMUS: Sabe, porque...

ANDY: É muito divertido estar aqui, sabe, aqui e tudo mais.

ADAMUS: Porque, quando você se ilumina, é obvio, o ser vai embora. [Risadas]

ANDY: Não sei bem se concordo com isso.

ADAMUS: Ótimo. Ótimo. Também não sei se eu quis dizer isso como uma verdade. [Mais risadas]

ANDY: Tudo bem. É, é, porque realmente é meio divertido tropeçar, cair de cara no chão e ser humano.

ADAMUS: É isso aí. É, sim.

ANDY: Mas cansa depois de um tempo também.

ADAMUS: Cansa.

ANDY: É.

ADAMUS: Então, só por curiosidade... Pouquíssimos se tornaram Mestres Encarnados. A maioria parte rapidinho. Então, digamos que você se ilumine e tudo mais.

ANDY: Eu vou.

ADAMUS: É. Ah, é. E você não vai mais tropeçar?

ANDY: Ehh, veja bem...

ADAMUS: Você não acha que Jesus nunca tropeçou numa pedra e quebrou a cara?

ANDY: Bem, eu seria o primeiro.

ADAMUS: É, sei.

ANDY: Eu, veja bem, sempre tive a tendência de ser meio desastrado.

ADAMUS: Não pense que Jesus não deixava migalhas na barba, caminhando o dia inteiro, e que não tinha meleca e...

ANDY: Ahh, sim...

ADAMUS: ... nariz escorrendo e... [Risadas] É.

ANDY: Sim, eu... você sabe que você deve estar certo. Provavelmente ele tinha, sim. É.

ADAMUS: Veja bem, eu acho que um Mestre Encarnado realmente não se importa. Ele deixa migalhas na barba – não importa. Na verdade, eu posso apostar que muitos de vocês vão realmente fazer as coisas de propósito, tipo sair com uma sujeirinha, entendem, bem ali [no rosto] e, daí, as pessoas vão ficar o dia inteiro meio que... [gesticulando como se apontassem pra tirar a sujeira] e vocês vão ficar assim... [Ele dá um sorriso idiota; risadas] E tipo vestir meias de cores diferentes. Grande coisa! Ou fazer coisas que normalmente os deixariam constrangidos.

Na verdade, acho que vocês vão passar a fazer coisas grosseiras e nojentas só porque, enfim, vocês podem, e realmente não se importam mais. Porque se vocês são Mestres Encarnados, e daí?! E daí?... Ficou com espinafre no dente? Em vez de tentar tirar, você coloca outro pedacinho noutro dente. [Risadas] E sai andando por aí o dia inteiro sorrindo pras pessoas. E depois rindo pra si mesmo, porque elas ficam... [Ele faz caras e bocas; mais risadas] E algumas vão tentar mostrar pra vocês e... [Ele dá o sorriso idiota de novo; as risadas continuam.]

Verdade, nós rimos, mas vai chegar um momento em que vocês vão tentar... porque vocês viveram por tanto tempo reprimidos e seguindo as regras, sem espinafre nos dentes, que vocês, enfim, vão poder fazer isso e não se importar. Realmente. Vão deixar acontecer. É. Ótimo. Na verdade, vocês vão usar isso meio como uma lição pras pessoas pararem de entrar nessas rotinas. E daí se você esqueceu de pôr a camisa de manhã? [Risadas]

Próximo. Expectativas da iluminação. Sim, mais alguns, e vamos entrar no assunto de hoje.

LINDA: Isso significa que eu posso usar meu enchimento de bumbum se eu quiser? [Algumas risadas porque ela está se referindo à brincadeira que fez mais cedo, aparecendo com um bumbum grande.]

ADAMUS: Você tirou?

LINDA: Sim! Não, fiquei com ele! [Mais risadas]

ADAMUS: Sim, Kathleen? Expectativas. O que... Você tinha muitas expectativas da iluminação; já falamos muito sobre isso. Quais eram elas? [Ela se levanta.] Sim, por favor.

KATHLEEN: Bem, tem mais a ver com ter uma alma gêmea.

ADAMUS: Sei, sei.

KATHLEEN: Que era uma expectativa que eu consegui liberar.

ADAMUS: Sei.

KATHLEEN: É.

ADAMUS: Por que você tinha a expectativa de uma alma gêmea?

KATHLEEN: [suspirando] Eu não sei. [A plateia faz “Ohhh.”]

ADAMUS: Egh, egh, ohhhhh! Oh, oh, ohhhhh!

KATHLEEN: Essa não era eu. [Muitas risadas e aplausos]

ADAMUS: Oh, isso – eu gostei disso! Vejam, Shaumbra, vocês estão ficando melhores! Estão ficando rápidos, muito rápidos. Tudo bem. Oh! Estou tão orgulhoso de vocês. Sim. Ótimo. Você ia despencando, quase colidindo e explodindo, mas...

KATHLEEN: Minha alma gêmea sou eu.

ADAMUS: Sim, mas... Sim, certamente.

KATHLEEN: Sim.

ADAMUS: É.

KATHLEEN: Sou eu.

ADAMUS: Mas, de início, você não percebia isso, e fez uma busca desesperada, o Steve, procurando essa alma gêmea e, depois, muito desapontamento, minha querida, muito desgosto e muita agonia.

KATHLEEN: Eu pensava que tinha encontrado.

ADAMUS: Sim.

KATHLEEN: Era uma expectativa de que fosse perfeito. Não foi perfeito, porque eu estava sempre procurando era por mim.

ADAMUS: Isso. Um grande desgosto – e vamos, de fato, falar sobre isso daqui a pouco –, mas é algo muito profundo buscar sua alma gêmea. E vocês acham – vocês, enquanto humanos – acham que estão certíssimos, que são donos da verdade, que isso é tudo que importa, que isso é tudo – como se o Espírito fosse apenas lhes conceder isso. E depois vocês, de fato, vão, projetam isso, saem em busca disso. Vocês podem até encontrar alguém que é na verdade “carne de pescoço” [Risadas], mas na sua imaginação vocês tentam fazer com que seja a sua alma gêmea. Vocês tentam encontrar desculpas. Vocês até começam a compartilhar histórias de vidas passadas que tiveram juntos – que realmente não tiveram – e tentam fabricar essa coisa toda. É algo profundíssimo, realmente uma das coisas mais profundas, mas depois vem o desapontamento. O desapontamento porque a pessoa não é o que vocês pensavam que fosse. E ela só estava tentando obter um pouco de energia, um pouco de intimidade ou um pouco... um pouco de... hum, eh...

EDITH: Sexo.

ADAMUS: ... sexo?

LINDA: Oh!

ADAMUS: Sim. Não, você está certa, um pouco de sexo. Eu ia dizer “um pouco do clima de meia-noite no oásis”. Estou tentando ser um pouco mais... [Risadas]. Mas é sexo. Sexo.

O que quer que fosse. Ou podia ser verdadeiro no momento. Talvez vocês tenham estado juntos no passado. Talvez vocês tenham estado juntos desde muito, muito tempo atrás, antes até de virem pra Terra, mas esse intervalo foi só uma parte da iluminação, presumindo que fosse uma parte do que vem pra vocês. Mas isso leva a desapontamentos profundos e sombrios: “Por que eu tive esses pensamentos? O que eu estava achando? Eu me equivoquei.” Vejam bem, vocês começam a julgar isso, e não é pra ser assim. Não é.

Então, certamente, sim. Encontrar a alma gêmea. E, no final das contas, descobrir: [a] que você não precisa de uma; [b] que você é a alma gêmea. [Ele volta a falar com Kathleen.]

Agora, vou lhe dizer uma coisa. O que acontece é que, quando você alcançar aquele amor por si mesma, então, você realmente vai encontrar alguém. Não será mais uma alma gêmea, mas um ser com quem você pode curtir a vida de maneira livre e aberta, sem todas as obrigações, apenas com pura diversão. Sim. Essa pessoa virá. Virá.

LINDA: Mais alguém?

ADAMUS: Claro. Expectativas da iluminação. Joshua, quais eram as suas?

JOSHUA: Eu esperava ser um pouco mais sábio e mais perceptivo.

ADAMUS: É. Defina sábio. O que você quer dizer com isso?

JOSHUA: Saber o porquê... os motivos e os meandros que fazem as coisas acontecerem ou não na minha vida.

ADAMUS: Sei. Então... Ser sábio e perceptivo. Interessante. Interessante. Você é um daqueles que estudou muito, muito, muito mais do que a maioria aqui ou que está assistindo online. Você tem uma inteligência incrível, um cérebro muito afinado. Você se encaminhou para o estudo da física, do cosmos, das religiões, da metafísica, de tudo mais. O que aconteceu?

JOSHUA: Bem, eu compreendi determinadas coisas específicas, mas não muito mais que isso e, na maior parte, a coisa foi ficando cada vez menos interessante.

ADAMUS: Sei. E outras coisas aconteceram que, veja bem, levaram você a dizer: “Não se trata de estudar.” Vocês nunca – vocês nunca – vão entender Deus ou a si mesmos com a mente. Não dá pra ser feito. Simplesmente não dá. Vocês podem estudar. Podem aprender com os Mestres. Podem aprender com vocês mesmos, com as vidas passadas. Até certo ponto. Mas, depois, tem a ver com o que chamam de coração. Tem a ver com permitir. Tem a ver com entrar num nível inteiramente diferente, sem limitações ou explanações. Chega um momento, nisso tudo, que a coisa não dá pra ser e não deve ser explicada. Ela é sentida e vivenciada.

Então... Bum! Você tinha essa mente incrível, mente poderosa, e tentou de fato usá-la para manipular a energia. Chega um ponto em que você colide com essa barreira e, basicamente, ela não funciona mais. É devastador pra mente – não pro Espírito –, é devastador pra mente descobrir que não sabe merda nenhuma. [Algumas risadas] Não sabe.

SART: Porcaria! [Risadas]

ADAMUS: Entra-se em desespero. Leva à depressão – depressão mental –, porque a mente pensava que era Deus, achava que estava na ordem mais elevada das coisas e, daí, descobre que não. Não mesmo. Ela é altamente limitada.

A verdadeira sabedoria, meu amigo, a verdadeira sabedoria e percepção é a simplicidade. Destilar tudo e chegar à essência. Ela não pode ser enquadrada na matemática; de fato, não pode sequer ser colocada em palavras, fórmulas nem nada disso. Destilar tudo na simplicidade. A simplicidade, se você não fica muito mental com relação a ela, é apenas “Eu existo; Eu Sou o que Sou”. Daí, ela é qualquer coisa que você queira.

Você começa pensando nela, você começa dissecando-a: “O que é ‘Eu Sou o que Sou’? Quantos monossílabos tem aí?” Veja bem: “Qual hora é a melhor numa noite de lua cheia pra dizer essas palavras?” Já perdeu. Só se consegue estando na experiência. “Eu Sou o que Sou.”

Então, você se deu a bela experiência de sair da mente. É devastador no início; lindo agora. Lembre-se, simplicidade. Ah. Ótimo. Obrigado.

Certo. Mais alguém. Vocês estão na Nova Terra; vocês estão ensinando. Eu estou me divertindo. Ótimo. Sim?

SUSAN: Eu achava que eu seria mais parecida com todos aqueles Mestres Ascensos sobre os quais eu li.

ADAMUS: Ah, sei. [Adamus estava bebendo café e tosse como se tivesse se engasgado de repulsa; algumas risadas]

SUSAN: E... onde estavam todas as mulheres?

ADAMUS: Melhor pergunta que ouvi hoje. As mulheres! Agora, duas partes aqui. Você disse que achava que seria igual aos Mestres do passado, a expectativa. Ser como os Mestres do passado.

SUSAN: Sim.

ADAMUS: Sim.

SUSAN: Não é verdade.

ADAMUS: Não é verdade!

SUSAN: Hum-humm.

ADAMUS: Eles são velhos e rabugentos. [Risadas] Escreveram muita bobagem sobre eles.

SUSAN: Eu descobri isso.

ADAMUS: Não é verdade mesmo.

SUSAN: Hum-humm.

ADAMUS: E vocês foram levados a se sentirem culpados se dissessem que Jesus fez sexo ou... Ele não era nem um Mestre Ascenso. Ele era só um coletivo. Ele não era tão bom quanto um Mestre Ascenso; era só um coletivo. Ele era apenas o potencial de vocês. Ele não era um ser real.

Seria considerado um sacrilégio dizer que... E, a propósito, eu faço esta colocação aqui. Ele não é um Mestre Ascenso; alguns acham que ele é.

Mas Maomé... ele ficava coçando o saco e o sovaco! [Linda se sobressalta.] E é como, hah, sabem como é... E tinha dia que o cabelo dele ficava realmente ruim... Eu não quero saber; alguns dos meus melhores amigos são muçulmanos. [Algumas risadas] É engraçado. Eles vão à minha festa hoje. Não vão beber, é claro, nem fazer sexo, mas vão à minha festa. [Mais risadas] Eu gosto de tê-los nas festas, porque não é preciso dar muito vinho pra eles... Tudo bem rir! Que droga!

LINDA: Ha, ha, ha!

ADAMUS: Tudo bem rir. [Adamus ri.]

Então, os velhos Mestres. Ohh, eles tornaram tudo tão difícil. E um dos meus desejos verdadeiros é fazer vocês jogarem fora esse lixo da mente de vocês sobre Buda ou qualquer outro. Vocês têm altares... Oh! Altares! Altares. Eu queria que alguém alterasse os altares. [Risadas com o jogo de palavras] Queimassem eles! Vocês estão glorificando algo: [a] que não é verdadeiro e [b] que é realmente, realmente velho.

SUSAN: Sim.

ADAMUS: Explodam todos eles. Se é pra ter um altar, coloquem a foto de vocês lá.

SUSAN: Um espelho.

LINDA: Ohhh!

ADAMUS: Pode parecer meio estranho, de início, ver as outras pessoas entrando na sua casa e dizendo: “Não costumava ter uma imagem de Maria lá em cima? [Risadas] E agora você colocou a sua foto?” Mas isso é ótimo. Vejam, vocês não ligam, e não se importam se tem espinafre no seu dente. “Viva! Sou um Mestre Ascenso. Aquele sou eu!” [Mais risadas quando ele manda um beijo pra ele “no altar”.]

E nenhuma mulher. Por que isso?

SUSAN: Por quê?

ADAMUS: As mulheres não ascendem? [Uma mulher grita: “Sim!”] Bom, por que não tem... Mulheres, vocês estão acompanhando histórias de Mestres que são homens. O que está errado nisso? [Alguém diz: “History.”] His story. (N. da T.: History, história em inglês, vem de “his story”, história dele.) É, his story. Quan Yin, ela ascendeu? [Alguém diz que sim.] Ela era mulher? [Alguém diz que sim.] Ela se importava? Não. [Adamus ri.]

Existem mais... Em primeiro lugar, havia mais mulheres nas velhas Escolas de Mistério do que homens. Bastante estranho. Mais Mestres Ascensos vieram de sua última existência no corpo feminino. Por que isso? Elas podiam chegar lá com tranquilidade, porque todos os homens estavam fora nas guerras ou batendo no peito em nome de Jesus. [Algumas risadas] E as mulheres podiam ficar em casa, vejam bem. Ficavam cuidando da casa, mas na verdade cuidavam era delas mesmas.

Existem mais, vocês diriam, mulheres – mas não são mulheres – no Clube dos Mestres Ascensos.

SUSAN: Certo, certo.

ADAMUS: Embora eu goste disso. Eu era homem, então... Mas há mais [“mulheres” Mestres] que vieram de encarnações femininas, porque elas podiam. Não tinham as demandas e a pressão em cima delas.

SUSAN: Humm.

ADAMUS: É.

SUSAN: Certo.

ADAMUS: E também é, de fato, um pouco mais fácil para as mulheres. É mais fácil para a energia feminina. Sim, um pouco mais intuitiva e menos rígida. Sim. Mas elas passam pela iluminação ficando muito mais furiosas! [Pausa breve] Isso foi engraçado. [Risadas] É ou não é verdade? [Alguém concorda.] Sim. Obrigado. Ótimo.

Certo. Agora, acabamos com as expectativas.

Larguem as Expectativas

Vocês tinham muitas expectativas da iluminação e, se resumíssemos todas... a maioria está no quadro aqui... Vocês vão ser perfeitos, tudo vai ser ótimo, vocês vão ter muito dinheiro, todos vão gostar de vocês... Mas, afinal, vocês não têm dinheiro, ninguém realmente gosta de vocês, [algumas risadas] vocês não são perfeitos e não vão ser como os Mestres do passado – ainda bem. Ainda bem!

Cada um deles dirá pra vocês – perguntem a qualquer Mestre que conheçam –, eles vão dizer: “Não façam como eu fiz.” É o que vão dizer. Eles não querem que vocês passem pelas provações. E foi numa época totalmente diferente. O tempo era diferente lá atrás, literalmente. Digo, o tempo era diferente lá atrás. A energia era diferente. A consciência era diferente. Tudo. Eles vão encorajar vocês a fazerem isso de maneira diferente, se possível sem o grau de sofrimento e angústia que eles vivenciaram.

Então, por favor, desde já, larguem as expectativas da iluminação. Larguem. Livrem-se delas. Livrem-se delas. Quando fizerem isso, então, vocês vão deixar que as dinâmicas verdadeiras da iluminação comecem a chegar, bem como algumas alegrias da iluminação.

Duas Dinâmicas

Existem duas... Vocês dizem: “Então, por que eu não reconheço ainda a minha iluminação?” Eh, por muitas razões. Mas duas dinâmicas eu vou pedir que sintam entre agora e nosso próximo encontro no mês que vem, com a nossa nova série. A propósito, vou chamá-la de Série da Descoberta. Vocês vão começar a descobrir o quanto vocês realmente são iluminados.

LINDA: Humm. [Aplausos]

ADAMUS: É. Obrigado. Sim. Em outras palavras, repito, menos conversa, mais diversão. Sim, definitivamente.

Existem duas dinâmicas importantes em jogo no momento. E vocês estão jogando com as duas e isso está provocando parte dessa ansiedade, dessa agitação e da sensação de estarem empacados. Duas dinâmicas importantes. Falamos de expectativas. Pode escrever isso? “Expectativas”, na próxima folha de papel, no alto. [Ele fala com Linda, agora no quadro] Expectativas.

~ “Aspectativas” da Iluminação

A próxima coisa que vou pedir é que prestem atenção, entre agora e nosso próximo encontro, nos aspectos que vocês criaram, que vocês enviaram por aí na busca pela iluminação. Vocês os criaram há muito tempo, em vidas passadas, mas muitos deles foram trazidos pra esta existência. Vocês criaram não apenas um, nem dois, mas dúzias de aspectos da iluminação. Assim, vou chamar esses aspectos da sua expectativa de serem espirituais, de serem iluminados, de serem Mestres, vou chamá-los de “aspectativas”. [Alguém diz meio sarcasticamente: “Ha ha ha!” e outros riem.] Vai ajudá-los a se lembrarem. É o meu aniversário, por favor, aplaudam. [A plateia responde com “Woo-hoo!” e aplaude.] Eu recebo gemidos e suspiros...

Vocês têm expectativas, e vocês têm aspectativas da iluminação. São literalmente aspectos, muitos deles, e o interessante é que eles não estão de acordo entre si. Nem todos estão em harmonia uns com os outros.

Vocês têm muitos aspectos diferentes, e eu gostaria que realmente os explorassem, porque vocês têm um aspecto que ainda... Ah! Esse me deixa louco com vocês. Ele ainda vê vocês como um ser simplório, o Mestre como um ser simplório, com roupas rústicas, sem sapatos e com um copinho, pedindo esmola de porta em porta e pensando: “Bem, o Mestre, o verdadeiro ser iluminado é pobre.” É aquele lance do buraco da agulha. Vocês aceitaram... Em algum ponto do percurso, quando entrou essa programação, vocês a aceitaram como sendo de vocês e passaram a carregá-la.

Vocês têm outro aspecto da iluminação que ouvia as palavras de Tobias, e as minhas, e que diz: “Bem, não, vocês precisam ser prósperos, abundantes.” E o que acontece com esses dois aspectos? Pow! Pow! [Eles brigam.] Assim. E um diz: “Tá, mas devemos ser abundantes.” E vocês meio que o defendem, mas vem o outro, que é velho e está profundamente arraigado, e diz: “Não, temos que ser pobres. Temos que estar aí pra servir todo mundo. Temos que cuidar do mundo.” E eles estão em conflito.

Vocês têm os aspectos da iluminação que dizem: “Tenho que estudar. Tenho que saber tudo. Tenho que conhecer todos os filósofos. Tenho que entender tudo que Jesus disse. Tenho que conhecer todas as religiões do mundo. Tenho que...” E vocês têm outro aspecto que diz: “Nada disso importa. Nada disso realmente importa.” E eles estão assim [brigando]. Às vezes, é uma batalha e, às vezes, o aspecto intelectual da iluminação começa a cuspir todo aquele negócio mental – fatos, números e datas –, tentando ser condescendente com o aspecto que está buscando a simplificação. E ele vai sobrecarregar o aspecto simples com todo o seu intelecto, em como ele é esperto, e vai fazer com que esse outro se sinta ignorante, assim: “Oh, acho que não sei tudo sobre a vida. Não mereço a iluminação.” Entendam, eles ficam brigando pra lá e pra cá.

Vocês têm o aspecto que diz: “Iluminação – Eu tenho o corpo perfeito com um brilho ao redor dele, é claro, que nunca envelhece e cheira a cookie de gotas de chocolate.” [Algumas risadas] E depois vocês têm o aspecto da iluminação que diz: “Esta coisa de corpo físico é temporária e realmente tem sido a limitação para a minha iluminação. É o meu físico que está me impedindo de alcançá-la.” E outro aspecto diz: “Mas, na iluminação, vou levar meu corpo físico para o meu Terceiro Círculo e para o Clube dos Mestres Ascensos, pra festa do Adamus.” E esses três estão brigando entre si, batalhando.

Vocês têm essas aspectativas da iluminação. Eu gostaria que vocês se tornassem conscientes delas. Agora, o perigo nisso, ou a dificuldade disso, é que vocês vão se aprofundar na coisa, nesses aspectos, e vão senti-los, e Aandrah sabe exatamente o que vai acontecer. Eles chegam e tentam atrair vocês pra eles, fazendo vocês pensarem que vocês são eles. Então, observem de longe. Observem de um lugar neutro. Não se envolvam nas questões deles. Não se envolvam de jeito nenhum. Apenas observem como eles funcionam.

Sim, eles são partes de vocês, certamente. Mas vocês podem observá-los e ver como todas essas aspectativas – as expectativas de vocês da iluminação – permanecem aí em volta.

Agora, o que vamos fazer, o que vocês vão fazer é integrar todos eles. Vocês vão integrá-los, não à força, não com o intelecto. Vocês vão integrá-los, respirando fundo no Eu Sou. Vocês respiram bem fundo pra vocês, em sua verdade, no amor a si mesmos.

O modo de integrar os aspectos é amando a si mesmos. Vocês não cometeram erros ao longo do caminho, nenhum. Vocês vão rir disso um dia. Vocês não cometeram erros. Vocês não fizeram nada de errado. Vocês não têm nenhum carma ruim, nada disso. Então, vocês são livres pra se amarem. Não deve haver culpa, nem remorso. Vocês são livres pra se amarem.

Assim, essas são as aspectativas – ou expectativas – da iluminação. Eu falei delas agora porque, especialmente quando seguirmos com a nossa Série da Descoberta, não queremos que todos esses aspectos fiquem em volta. Queremos que vocês sejam capazes de: [a] identificá-los, ver como eles trabalham com vocês; [b] integrá-los, ao se amarem; e [c] usar as dinâmicas de todos esses aspectos, porque eles têm servido a vocês. Eles têm buscado as variações da verdade. Têm procurado diferentes potenciais pra vocês. E toda essa energia vem e está aí pra servir vocês.

~ “Projectativas”

Então, a próxima coisa, e a mais difícil de se falar a respeito, são as outras pessoas.

LINDA: Humm.

ADAMUS: Hummm. Hummm. Oh, temos que falar delas? [Kerri se levanta pra pegar uma bebida.] Você não pode sair agora, Kerri! [Risadas]

KERRI: Não estou com medo...

ADAMUS: Outras pessoas. E não vou ser popular dizendo isto, mas eu não me importo. Talvez a maior barreira pra sua iluminação sejam as outras pessoas. E, embora outros considerem isto uma declaração grosseira, egoísta, que visa separar famílias e todo o resto... As famílias se dissolvem sozinhas, independentemente da iluminação... Isso foi engraçado. [Algumas risadas] Não tem nada a ver com iluminação. São as outras pessoas. E, mais especificamente, são as pessoas mais próximas de vocês – seus companheiros e cônjuges, seus filhos, seus pais, seus filhos, seus pais, seus filhos, seus pais [rindo], seus entes queridos, seus amantes, seus parceiros de cama, Edith. Toda essa gente...

EDITH: Queria eu ter parceiros de cama... [Risadas]

ADAMUS: Toda essa gente proporciona as coisas mais alegres da sua vida e também as que realmente os impedem de reconhecer sua iluminação. Então, o que fazer? Preparar as malas? Cair fora? Viver nas montanhas em isolamento? Não necessariamente. Não necessariamente.

Mas comecem a perceber, de agora em diante, que essas pessoas mais próximas de vocês, essas pessoas que são muito, muito próximas, são aquelas pra quem vocês lançam seus desequilíbrios, vocês lançam seus medos, vocês lançam seus vazios, vocês lançam seus calos. Vocês projetam a si mesmos, projetam seus desequilíbrios, direto nelas. E, por elas amarem vocês, elas aceitam isso. E, por sinal, vocês fazem isso pra elas também. É como se elas fossem seu espelho e vocês, o delas.

Elas permitem que vocês joguem suas tralhas em cima delas e depois as devolvem pra vocês. São os melhores professores de todos, mas chega um ponto em que vocês não devem se lançar pra cima dos outros. Então, quando eu digo que são as outras pessoas – os entes queridos, os mais próximos –, na verdade, são vocês fazendo isso com elas, colocando sua carga em cima delas pra que elas possam devolvê-la pra vocês.

Elas pisam nos seus calos, porque vocês entregaram os calos pra serem pisados. Elas causam em vocês as maiores mágoas, porque vocês entregaram o coração pra que elas revidassem. Não é que sejam pessoas ruins. De fato, são pessoas maravilhosas e que amam vocês, e estão sobrecarregadas, assim como vocês estão sobrecarregados com as coisas delas. Mas toda essa prática de usar outras pessoas pra descobrir a si mesmos precisa chegar ao fim. [Alguém grita: “Amém!”] Amém. É um encontro de avivamento! Oh, amém! Amém! [Alguns assovios e aplausos.]

Todo mundo faz isso com todo mundo. E, a propósito, essa é a razão pela qual tantos relacionamentos não dão certo ou não duram muito, porque em determinado momento vocês não conseguem mais suportar ficarem se vendo através da outra pessoa. Vocês a culpam, é claro, mas vocês só não conseguem se ver através dela. Ou em determinado momento vocês percebem que não precisam mais fazer isso um com o outro.

Então, surge a pergunta: Existe esperança de relacionamentos verdadeiros, genuínos e puros? Só depende de vocês. Depende de vocês. Mas a maioria dos relacionamentos com qualquer humano é esse jogo de projeção – lançar-se para os outros; não como um pescador que lança iscas, mas lançando-se para os outros.

Assim, já que estamos nesta conversa de expectativas, vou chamá-las de “projectativas”. [A plateia reage com gemidos e risadas.] Pode escrever isso? [Ele fala com Linda.] Vocês se projetam nas pessoas. E elas são como personagens de uma peça ou um filme. Elas são o seu elenco, os seus personagens. Mas chega um momento em que isso se torna o show de uma mulher só ou de um homem só. Vocês ficam por conta própria. O palco é de vocês. Vocês deixam de usar os outros. São vocês de pé, por conta própria, na Presença Eu Sou de si mesmos.

Quando vocês chegam nesse ponto, quando podem ser sinceros com relação a isso, quando é só o Eu Sou que fica no palco, não esses outros humanos com os quais vocês se cercaram, então vocês vão perceber uma coisa linda: que existe a projeção de si mesmos e todos os aspectos magníficos que vocês já tiveram, todos os aspectos bem integrados, e que vocês, de fato, não precisam das outras pessoas; vocês não precisam delas no sentido de como as usavam no passado.

Assim, eis o dilema: vocês estão com alguém, vocês têm filhos, vocês têm um companheiro, até mesmo seus pais, e há esse jogo todo sendo jogado – vocês se descobrindo através deles – e isso precisa ter fim, em determinado nível da iluminação ou da tomada de consciência.

Agora, existem pessoas que tiram isso do contexto e dizem: “Adamus está dizendo pra vocês deixarem suas famílias, largarem seus bebês, se afastarem dos seus pais, não cuidarem deles.” Eu não estou dizendo isso. Eu quero que isso fique bem claro. Não estou dizendo isso. Estou dizendo pra acabarem com o jogo, acabarem com esse negócio de usar as pessoas pra verem a si próprios. Deixem de usar as pessoas, quer sejam guias, anjos, outros humanos ou qualquer um, pra ajudarem vocês a se descobrirem. Daqui pra frente, são vocês descobrindo vocês. Vocês não podem fazer isso através do marido ou da esposa, através dos filhos nem de mais ninguém.

Quando vocês fazem essa escolha dentro de vocês, de que vão liberar esse tipo de relacionamento, será que ele vai mudar? Será que isso mudará o relacionamento físico que vocês têm com eles? A energética? O carma? Será que eles vão se afastar? Quem sabe? Não importa.

Vou dizer uma coisa. Vocês não têm que fazer nada. Vocês não têm que ir pra casa e dizer: “Ah, o Adamus nos pressionou hoje. Agora eu tenho que tomar uma decisão. Será que largo o malando do meu marido?” Não estou dizendo isso de jeito nenhum.

É só uma questão de vocês fazerem a escolha de mudar as dinâmicas, as projectativas da iluminação. Isso, em si, mudará as dinâmicas dos outros relacionamentos. Vocês não têm que fazer nada. Vocês não têm que chamar o advogado do divórcio amanhã. A relação vai se equilibrar naturalmente.

Agora, não significa que não haverá drama nem conflito, porque humanos são humanos, e no instante em que as pessoas sentirem que os ganchos que colocaram em vocês foram tirados, e os ganchos que vocês colocaram nelas foram tirados, elas vão ficar chateadas. Vão ficar chateadas: “O que está errado com você? O que você está fazendo nessa reunião de culto? O que estão dizendo pra você?” Vejam bem, tudo isso. É quando vocês respiram fundo. Talvez estejam acontecendo mudanças na dinâmica energética.

Por outro lado, essa pode ser a coisa mais linda, o presente mais lindo que vocês venham a dar pra outra pessoa ou pra si mesmos. É uma liberação. É uma liberação de algumas ligações energéticas muito velhas.

Então, provavelmente, eu diria que as dez maiores questões, barreiras e preocupações com relação à iluminação estão representadas pelas outras pessoas. São as outras pessoas. Vocês não querem fazer isso porque têm medo de que possam magoá-las. Vocês não querem fazer isso porque há uma dinâmica estabelecida entre vocês há muitos anos. Vocês podem achar que não estão prontos pra sair disso.

Mas, meus caros amigos, como eu disse no começo, chega um ponto em seu reconhecimento da iluminação em que não há mais muitos guias em volta. Chega um ponto em que não há muitos “amigos” como vocês tinham antes. Chega um ponto em que não há muitos outros humanos, relacionamentos como vocês tinham. Não significa que eles se foram, apenas significa que mudaram.

Não posso dizer se eles vão embora ou não. Não posso dizer o que vai acontecer, mas é nessa hora que vocês respiram fundo e assumem que isso se trata da iluminação. E vocês assumem que vão fazer isso com o maior amor, primeiro por si mesmos e depois pelos outros com quem compartilham amor. Esse é o ponto em que vocês assumem e confiam que essa é a alegria do Eu Sou. Vamos respirar fundo com isso.

Merabh para a Liberdade

Como estamos chegando ao fim da Série da Liberdade, vamos fazer um pequeno merabh para a liberdade. Vamos reduzir as luzes, pôr uma música de fundo adequada, se possível, John.

[A música começa.]


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Merabh, que momento maravilhoso. Nós meio que estabelecemos as energias hoje; há um sentimento na sala. Agora podemos simplesmente respirar fundo. Agora vocês não precisam lutar com nada. Vocês nem mesmo precisam pensar no que conversamos hoje. Vocês não precisam trabalhar nisso. Vocês não têm que estudar isso.

Não é preciso suplicar. Um merabh é um momento maravilhoso em que apenas permitimos. Não há manipulação de energias. É só respirar fundo.

Nesses últimos dez Shouds, nós falamos de liberdade. De fato, nós falamos mesmo é de limitações. Ao longo dos dez Shouds, nós liberamos com amor uma a uma as limitações. Ah, pode ser completamente aterrorizante às vezes. Mas também é muito libertador, muito libertador.

Falamos de nos liberar das limitações da mente humana, do aspecto humano. Que ser adorável é esse aspecto humano, tão resiliente. Ah! Tão disposto a fazer a coisa certa, mas tateando no escuro sobre o que é a coisa certa.

O que nós fazemos? Nós nos liberamos desse aspecto humano ou de suas limitações, permitindo que o amor genuíno do humano se integre novamente ao Eu Sou.

Não consigo pensar em nenhum ser, de nenhum lugar da criação, que tenha mais amor do que aquele que os humanos têm, apesar de também terem mais conflitos com o amor, mais desafios. Provavelmente, porque o ser humano, tão adorável, tão verdadeiramente disposto a fazer a coisa certa, acabe se julgando muito severamente, estabelecendo padrões muito altos, se deixando afetar pelos fracassos – aquilo que chamam de fracassos – no amor, mesmo que o tempo inteiro ele aprenda mais e mais sobre o amor, cada vez mais sobre o amor, mais do que os seres de qualquer outro lugar.

Aqui estamos nós, concluindo a Série da Liberdade. Ela deu a vocês a oportunidade de olharem as coisas em sua vida que os mantinham limitados. Algumas têm sido divertidas. Outras têm imposto tantos limites que têm impedido vocês de sentirem e vivenciarem o verdadeiro Eu Sou aqui, nesta encarnação. É tão frustrante ter essas limitações... Algumas dessas limitações parecem estar permanentemente presas a vocês.

Assim, respirem fundo em direção à verdadeira liberdade.

Liberdade, iluminação – podem ser usadas como sinônimos.

[Pausa]

Apenas sintam por um instante. Eu perguntei antes: Quando tudo isso começou, esse caminho espiritual, esse despertar? Talvez há 2.000 anos, há 800 anos? Não importa. Como foi? O que aconteceu?

O que fez vocês perguntarem como e por quê? Coisa que poucos humanos se perguntam, mas algo fez vocês perguntarem. Por quê? Como? Algo fez vocês perguntarem: “Quem sou eu?”

[Pausa]

Isso, meus queridos amigos, tornou-se um aspecto. Ah, era de verdade. Era uma pergunta bem válida, ou perguntas, mas isso criou um aspecto.

Onde está esse aspecto agora? Onde está essa parte de vocês que saiu em busca de algo mais? [Pausa] Será que ela pode voltar pra casa agora? Será que ela pode voltar pra vocês agora? Será que ela pode passar para a fase da descoberta? Sem precisar mais ficar aí fora, vagando pelos corredores celestiais. Será que ela pode voltar pra casa agora, pra vocês neste momento, neste corpo, e começar a descoberta?

[Pausa]

Ela meio que já está caminhando direto pra dentro de vocês. [Pausa] Simplesmente dizendo: “Vamos vivenciar as coisas juntos. Vamos estar juntos. Vamos descobrir tudo juntos. [Pausa] Chega de buscas e peregrinações sem fim. Vamos simplesmente estar na experiência do Eu Sou. [Pausa] Seres livres. [Pausa] Seres iluminados.”

A propósito, a iluminação não significa o fim de uma jornada.
A iluminação é apenas a tomada de consciência da jornada, da experiência.

A iluminação não significa o fim; na verdade, significa que a diversão começa.
E nós faremos isso, enquanto seguimos em nossa Série da Descoberta.

Vamos respirar bem fundo. Ahh! Respirar bem fundo.

Todas essas expectativas da iluminação, todas essas pessoas na sua vida, que parecem impedir a sua iluminação, são ao menos uma boa desculpa. É hora de seguirmos além disso, de nos liberarmos disso.

Respirem bem fundo.

Meus caros amigos, Aandrah fará uma respiração com vocês daqui a pouco. Eu? Eu tenho uma festa de aniversário pra ir. Vocês todos estão convidados. Encontrem seu próprio caminho até lá. É no Clube dos Mestres Ascensos. O seu nome está na lista.

E, lembrem-se, quando fizerem seu próprio caminho pelos atalhos cósmicos, lembrem-se de que tudo está bem em toda a criação.

E assim é.

Obrigado.

 [Algumas pessoas dizem: “Feliz Aniversário!”]

E feliz aniversário pra mim!


AANDRAH: Sintam este momento, este caso de amor extraordinário.

Será que vocês vão mergulhar nessa piscina de amor incrível? Nesse caso de amor, com a contribuição de Adamus, com a contribuição da sua alma. Experimentem aqui.

Será que vocês vão respirar profundamente consigo mesmos, se apaixonar por si mesmos, com esse amor compassivo que está tão além da mente? Sintam isso, pois o amor compassivo enxerga vocês com os olhos da adoração, esse grandioso, grandioso presente que são vocês. Não quando vocês mudam, mas por serem quem são. Respirem. Respirem profundamente esse lindo, lindo caso de amor. Uma respiração de cada vez, uma respiração de cada vez. Celebrando. Celebrando a alegria, o seu nascimento. Celebrando o ser grandioso que vocês são. Uma respiração de cada vez, uma respiração de cada vez. Na alegria, na alegria, na alegria borbulhante de viver. Sim. Sim. Sim. Obrigada.


http://stelalecocq.blogspot.com/2013/08/adamus-expectativas-da-iluminacao-shoud.html
Tradução de Inês Fernandes – mariainesfernandes@globo.com
Os materiais do Círculo Carmesim com Tobias, Adamus Saint-Germain e Kuthumi lal Singh têm sido oferecidos gratuitamente desde agosto de 1999.
O Círculo Carmesim representa uma rede mundial de anjos humanos, chamados de Shaumbra, que estão entre os primeiros a fazer a transição para a Nova Energia. Enquanto eles vivenciam as alegrias e desafios da ascensão, tornam-se os Standards para os outros seres humanos em sua jornada de descobrir o Deus interior. Os encontros do Círculo Carmesim acontecem mensalmente em Denver, Colorado, onde Adamus apresenta as informações mais recentes através de Geoffrey Hoppe. Essas reuniões do Círculo Carmesim estão abertas ao público e todos são bem-vindos. Se você estiver lendo isto e sentir um sentido da verdade e conexão, você é realmente um Shaumbra. Você é um professor e um guia para os humanos e os anjos também. Permita que a semente da divindade cresça dentro de você neste momento e por todos os tempos que virão. Você nunca está sozinho, pois existe a família que está por todo o mundo e os anjos que estão ao seu redor. Você pode distribuir livremente este texto em uma base não-comercial, sem nenhum custo. Por favor, inclua as informações na sua totalidade, incluindo as notas de rodapé. Todos os outros usos devem ser aprovados por escrito por Geoffrey Hoppe, Golden, Colorado. Ver contatos página no site: www.crimsoncircle.com
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LUZ!
STELA

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

ADAMUS - ALÉM DO SEU SONHO - EM DIREÇÃO À LIBERDADE



OS MATERIAIS DO CÍRCULO CARMESIM
Série da Liberdade - SHOUD 4

ALÉM DO SEU SONHO 
EM DIREÇÃO À LIBERDADE
Apresentando ADAMUS
canalizado por Geoffrey Hoppe

Apresentado ao Círculo Carmesim
em 5 de janeiro de 2013
www.crimsoncircle.com


Eu Sou o que Sou, um Adamus Saint-Germain mais gentil, mais delicado, mais compassivo.
[A plateia aplaude e vibra; Adamus ri.]

E o cheque está no correio. [Risadas] E vocês estão rindo hoje, e têm todo o direito de estarem. Estamos na nova era. É diferente. Definitivamente diferente. Numa nova era que foi prevista há éons, há muito tempo, e aqui estamos nós. Hum. Aqui estamos nós.

Notaram o que estava acontecendo? Sentiram o que estava acontecendo quando a música – aquela música caipira – estava tocando? [Risadas; Ele está se referindo a The Stable Song (Canção da Estrebaria), de Gregory Alan Isakov, do álbum Putumayo Presents.]

Notaram o que estava acontecendo enquanto a música estava tocando? O que estava acontecendo na sala, onde quer que estejam no momento, onde quer que estejam sentados ou deitados? E não foi uma alteração de energia irregular nem muito forte. Foi tranquila, calma, mas muito real. Não foi nada que fizesse vocês pularem da cadeira. Não foi nada que abalasse o corpo. Foi uma permissão suave, tranquila de energia.

Acostumem-se a isso. Acostumem-se. [A plateia faz “Ooooh” e “Yeah!” e alguns aplaudem.]

Ah. Ah, mas há alguns pormenores, sobre os quais falaremos hoje.

A Nova Era

Bem-vindos à nova era. Ah! Preciso dizer isto: Mesmo que não fosse verdade essa coisa de profecias maias, de fim da era mental atlante, de segunda vinda de Jesus, e seja lá o que for, há sentimento e consciência suficientes para tornar isso tudo real. Há suficiente e verdadeira... não quero usar a palavra “crença”, Cauldre. Não, não é crença. Há uma verdadeira paixão e desejo de que vocês tenham cruzado para uma nova era e, portanto, vocês cruzaram. É simples assim.

E o fato é que, sim, as profecias maias, todas essas outras coisas, a mudança de cinco eras de uma vez, é tudo verdade, mas o que realmente afetou isso foram vocês, a sua paixão e seu desejo. A paixão talvez de sair do velho. Era hora. Paixão por indicar rastros para os novos que estão vindo, e que são muitos. Muitos estão vindo atrás de vocês, seguindo vocês. Humanos que tiveram muitas existências na Terra, e também aqueles que chamamos de crianças da Nova Energia, Crianças Cristal, seja lá qual for o nome, mas aqueles que estão vindo pela primeira vez. Então, ultrapassamos o marco, e aqui estamos nós.

Para a maioria das pessoas – não para vocês, mas para a maioria das pessoas – 2013 será exatamente igual a 2012. Vocês já viram isso. Elas não acordaram no dia primeiro de janeiro com nada além de ressacas e remorsos. Nada realmente mudou. Mas com vocês há uma centelha, esse desejo. Falamos sobre isso recentemente em nosso encontro, nosso encontro, End of Whatever (Fim de Seja Lá o que For) – chega. É simples assim. Chega. Nada de acordos.

Ah, os acordos são como água virando vinho. Por que haveriam de querer isso? [Algumas risadas] Acordos fizeram vocês cederem, enfraquecerem, se enrolarem nas agendas e nos desejos de outras pessoas. Sei que alguns dizem: “Bem, não, é preciso cumprir direito os acordos.” Não com vocês, vocês não. Não, de jeito nenhum. Isso não quer dizer deixar de respeitar os valores e as opiniões dos outros. Não significa que vocês não entendem que existem outros seres neste planeta além de vocês. Significa apenas que vocês não vão comprometer seus valores, sua paixão, seu desejo. De jeito nenhum. É engraçado. [Ele está olhando intencionalmente para a câmera, que o segue; a mulher que está filmando diz: “Isso, é!”] Ótimo.

Assim, aqui estamos nós na nova era. Vamos respirar fundo. Vocês conseguiram. Nós conseguimos. A vida é boa. Então, vamos começar. Serão três partes hoje; seremos breves.

LINDA: Sério?! [Risadas, inclusive de Adamus]

ADAMUS: É. Na verdade, é um pedido pessoal do Cauldre.

LINDA: Porque ele é fã do Green Bay Packer? (N. da T.: Green Bay Packer é um time de futebol americano da cidade de Green Bay, no Wisconsin, EUA.)

ADAMUS: É, ele tem algo mais importante do que a alma dele pra tratar. [Risadas] Ele tem um jogo de futebol americano pra assistir. Então, hum, vamos continuar agora...

LINDA: Qual é o time dele?

ADAMUS: Eu lá quero saber? [Risadas]

LINDA: Ohh! Você não vai fazer isso com ele?

ADAMUS: O time dele deveria ser ele mesmo. [Linda suspira.] Mas, não, ele se entrega às pessoas em uniformes e capacetes engraçados. [Risadas]

LINDA: Está falando do Green Bay Packer?

ADAMUS: É assim que vocês chamam?

LINDA: Green Bay Packer.

ADAMUS: Isso.

LINDA: Cabeças de queijo.

ADAMUS: Isso. Vamos passar para as coisas importantes. [Algumas risadas] Vamos deixar as distrações pra depois.

Assim, vamos começar. Vamos continuar nossa conversa do último encontro da Velha Energia.

A propósito, é nosso primeiro encontro aqui na Nova Energia. Que legal! [A plateia aplaude.] Os pelos dos braços ficam arrepiados. Vamos continuar nossa conversa. Precisaremos de alguém pra escrever no quadro. Um voluntário.

LINDA: Eu escrevo.

ADAMUS: Você escreve e corre?

LINDA: Vejamos. [Adamus ri.]

Atributos de 2013

ADAMUS: Vamos falar dos atributos de um Mestre. Antes disso, na verdade, vamos falar dos atributos de 2013, primeiro. Quais são os atributos realmente importantes, para vocês, em 2013? Atributos importantes. Quais serão as palavras-chave pra este ano pra vocês? Agora, lembrem-se de que, seja lá o que for que vamos escrever aqui, assim poderá vir a ser.

LINDA: Ooh.

ADAMUS: Poderá vir a ser. Então, quais são as palavras-chave para 2013? Linda levará o microfone. Peço que se levantem, por favor, quando forem voluntários. Palavras-chave para este ano.

TIFFANY: Só uma?

ADAMUS: Palavras, no plural.

TIFFANY: Certo. Dinheiro!

ADAMUS: Excelente. Adorei. Ótimo.

TIFFANY: Isso. [Alguns aplausos e algumas pessoas fazem “Woo!”]

ADAMUS: Obrigado. E Linda esqueceu de verificar meus bolsos.

LINDA: [suspirando] Que droga!

ADAMUS: Então, temos dinheiro pra você. Cem dólares americanos.

TIFFANY: Obrigada! Woo! Obrigada!

ADAMUS: Logo de cara. [Aplausos da plateia]

TIFFANY: Vai ajudar.

LINDA: Todo mundo pode dizer “dinheiro”? [A plateia diz “Dinheiro!” e Adamus ri.]

ADAMUS: Já imaginaram aqueles que estão sintonizando pela primeira vez? [Algumas risadas] Vão pensar que é um encontro evangélico, isto aqui. Dinheiro, Excelente. Ótimo. Para você, e para aqueles que assim escolherem. Por que ele é importante pra você este ano?

TIFFANY: Estou cansada de achar que não posso fazer o que eu quero.

ADAMUS: Ótimo. Ótimo. O quanto você está cansada?

TIFFANY: Muito cansada.

ADAMUS: Realmente, realmente cansada?

TIFFANY: “Passada”. [Risadas]

ADAMUS: “Passada”? [Adamus ri.] Mas viu como ele veio fácil pra você?

TIFFANY: É, foi ótimo.

ADAMUS: Você precisou se vender por ele?

TIFFANY: Não.

ADAMUS: Implorar ou rastejar?

TIFFANY: Não.

ADAMUS: Dividir com outros?

TIFFANY: Eu poderia.

ADAMUS: Ou não.

TIFFANY: Ou não.

ADAMUS: É. Isso. Porque, veja bem, assim como você criou facilmente esses 100 dólares pra você – e tem mais pra vir –, os outros também podem criar pra eles. Chega de ficar se comprometendo. Não reparta em pedacinhos. Pete pode criar. Duke pode criar. Vocês todos podem criar, fácil assim. Fácil assim. Sem ficar penando.

Agora, vou contar que Linda tentou fazer uma vistoria no bolso de Cauldre antes de começarmos. [Risadas] Mas forças impediram que isso acontecesse pra que os 100 dólares fossem entregues a você, veja bem. [Aplausos da plateia] Moral da história: Nos bastidores, existem muitas coisas trabalhando. Vocês não precisam se preocupar com isso. Não precisam pensar nisso. Você não precisa se preocupar se Cauldre e Linda tiveram esse desentendimento aqui na frente, ela querendo tirar o dinheiro do bolso dele e ele resistindo. Não importa. O dinheiro, a abundância veio pra você. Que este seja um sinal pra todos vocês este ano. Ficou tudo azul. Você não veio aqui esperando ou pedindo dinheiro...

LINDA: Como você sabe?

ADAMUS: ... rezando por dinheiro. [Risadas]

TIFFANY: Eu vou daqui pra frente! [Mais risadas]

ADAMUS: Ele veio pra você. E a primeiríssima coisa que surgiu como atributo para 2013, para a Nova Energia, dinheiro – vapt! – assim. Por favor, por favor, não me deixem mal com o Clube dos Mestres Ascensos este ano. [Adamus ri.] Deixem que ele venha pra vocês fácil assim o ano inteiro. O ano inteiro. Então, obrigado. Obrigado. O que você vai fazer com o dinheiro? [Alguém diz “Havaí”.] Havaí.

TIFFANY: Na verdade, Vegas.

ADAMUS: Vegas. [Adamus ri.]

TIFFANY: Nós já estamos indo mesmo.

ADAMUS: Ótimo. Deixe que venha fácil assim pra você. O próximo.

MULHER SHAUMBRA 1: Oi, Linda.

LINDA: Oi.

MULHER SHAUMBRA 1: Permitir.

ADAMUS: Permitir. Permitir o quê?

MULHER SHAUMBRA 1: Permitir se abrir e receber...

ADAMUS: Permitir me abrir? Não acha que estou aberto o suficiente? Quer mesmo que eu me abra?

MULHER SHAUMBRA 1: Você também. Todos. Quem quiser se abrir. [Ela ri.]

ADAMUS: Permitir. O que você vai permitir? [Ela suspira.] Vou dizer daqui a pouquinho.

MULHER SHAUMBRA 1: Vou permitir a abundância.

ADAMUS: Ele está vagando. [Adamus está andando pela sala.]

MULHER SHAUMBRA 1: Vou permitir a cura. Vou permitir...

ADAMUS: Eh, vamos entrar no makyo aqui.

MULHER SHAUMBRA 1: Bem, é verdade.

ADAMUS: Parcialmente verdade.

MULHER SHAUMBRA 1: Me diz você.

ADAMUS: Sabe o que você vai realmente permitir?

MULHER SHAUMBRA 1: Me diga.

ADAMUS: E você vai ser um exemplo e tanto pra todos. Primeiro, você vai permitir que eu lhe beije na boca. [Adamus beija ela na boca; a plateia faz “Oooh!”] Esse não foi o seu marido, Linda. Fui eu. [Algumas risadas] Segundo, você vai permitir se amar. Ohhh... [A plateia faz “Ohhh”.]

LINDA: Ohhh.

ADAMUS: De um jeito divino.

MULHER SHAUMBRA 1: Pensei que eu já me amava.

ADAMUS: Você está prestes a descobrir o que é o verdadeiro amor. [Risadas quando Adamus fala de um jeito engraçado.] Amor doido, maluco, não mental, sem compromisso por si mesma.

MULHER SHAUMBRA 1: Amém.

ADAMUS: Ótimo. Ótimo. Obrigado. E, então... então, as outras coisas, eh, elas vão aparecer. Vão simplesmente aparecer.

Este é um ano para você se amar. Sem compromisso, qualquer um de vocês. Sem exceções. Sem nada que interfira no maior amor que se pode ter. Que é o amor por si mesmo. Sem pudor, sensual. Sensual não significa, necessariamente, sexual, mas pode ser – amor sensual. Oh! Sem se sentir culpada, sem se refrear. Um amor louco por si mesma. Ah! Eu vejo isso. Está no seu futuro. [A plateia faz “Woo!” e alguns aplaudem.] Sim. Ótimo.

MULHER SHAUMBRA 1: Woo-hoo!

ADAMUS: Obrigado.

MULHER SHAUMBRA 1: Obrigada.

ADAMUS: O próximo. Atributos deste ano. Acho que nossa lista de atributos para o Mestre da Nova Energia é também uma lista para 2013. Formidável. Isso.

MULHER SHAUMBRA 2: Ela me empurrou isso (o microfone). [Risadas]

ADAMUS: Bem, você tem um acordo cármico de uma vida passada que realmente está se realizando neste momento. [Risadas] Vocês duas concordaram com isso. Você não é uma vítima. Fale alto.

MULHER SHAUMBRA 2: Tudo bem. [Mais risadas, inclusive de Adamus]

ADAMUS: E farei uma pausa com esse.

MULHER SHAUMBRA 2: Um dos atributos é se livrar das letras miúdas. Certo?

ADAMUS: Se livrar das letras miúdas do contrato. Adorei.

MULHER SHAUMBRA 2: Que bom.

ADAMUS: Vamos nos livrar das letras miúdas.

MULHER SHAUMBRA 2: Vamos nos livrar das letras miúdas.

ADAMUS: Com certeza.

MULHER SHAUMBRA 2: Vamos nos soltar e vamos viver a vida e sermos felizes.

ADAMUS: Ótimo. Sem dúvida. Ótimo. Como fazemos isso? Digo, parece bom, mas como fazemos isso?

MULHER SHAUMBRA 2: Fazendo.

ADAMUS: Esse é um elefante grande.

MULHER SHAUMBRA 2: É.

ADAMUS: É.

MULHER SHAUMBRA 2: Na sala.

ADAMUS: Na sala, sim, e com gases. [Risadas]

MULHER SHAUMBRA 2: Nossa!

ADAMUS: Como fazemos isso, apenas aproveitar a vida?

MULHER SHAUMBRA 2: Aproveitando. Seja tudo, a cada minuto de cada dia. Apenas seja.

ADAMUS: Como você apenas é?

MULHER SHAUMBRA 2: Bom, normalmente, eu me jogo no sofá e só...

ADAMUS: Ótimo, ótimo! [Adamus ri.]

MULHER SHAUMBRA 2: ... pego o controle remoto e...

ADAMUS: E uma cerveja e...

MULHER SHAUMBRA 2: É. Isso também funciona, certo? [Os dois riem.]

ADAMUS: Que tal se dar permissão?

MULHER SHAUMBRA 2: Certamente.

ADAMUS: Agora isso parece muito simples. Deem a si mesmos permissão pra realmente aproveitarem a vida este ano. Não... com certeza, chega da velha coisa.

MULHER SHAUMBRA 2: Certo.

ADAMUS: Isso mesmo.

MULHER SHAUMBRA 2: Isso.

ADAMUS: É!

MULHER SHAUMBRA 2: Vamos fazer isso!

ADAMUS: Na verdade, é fácil, e o problema com isso é que é fácil ficar mental e pensar sobre a coisa e fazer planos e programas. Não, não façam isso. Vocês fazem. Ótimo. Aproveitar a vida. Por que aproveitar a vida?

MULHER SHAUMBRA 2: É muito curta.

ADAMUS: Por que é muito curta? Essa é uma boa pergunta.

MULHER SHAUMBRA 2: Não sei!

ADAMUS: É uma boa... Vamos fazer uma pausa aqui um instante.

MULHER SHAUMBRA 2: Nossa. [Eles riem.]

ADAMUS: Há um modelo humano, um padrão humano, de que geralmente os humanos vivem até 75, talvez 80 anos. Por quê? Querem viver mais tempo?

MULHER SHAUMBRA 2: Sim.

ADAMUS: Sim. Foi muito fraco. [Alguém grita: “Sim!”] Cara, onde está a paixão aí? Talvez vocês não precisem. Talvez vocês queiram viver 85 anos realmente bons, ou 100, ou mais. Isso me incomoda, porque há essa coisa muito espremida na consciência que diz: “Vocês vão morrer quando estivem em torno dos 85 e, se chegarem aos 100, vocês vão estar realmente velhos, enrugados e feios, então, por que viver tanto?”

Já falamos sobre a biologia ancestral. Vamos colocar isso... Vamos colocar isso na lista? Vamos colocar em prática este ano, ser seu corpo de luz. Esquecer o número de anos. Esquecer qualquer mal-estar que tenham no momento, por favor, e facilitar a coisa. Facilitar do mesmo jeito que aqueles 100 dólares vieram pra ela. Tudo bem? Ótimo.

O envelhecimento, ooh, é outra questão. Depois que superarmos a coisa da abundância, vamos trabalhar a coisa do envelhecimento, ou não envelhecer.

LINDA: Podemos fazer isso primeiro? [Adamus ri.]

ADAMUS: Sim, podemos. A razão pela qual não quero é porque daí vocês vão dizer: “Mas se eu ficar velho, aí é que vou ser pobre mesmo.”

LINDA: Aaaaah.

ADAMUS: Vamos fazer a coisa da abundância; depois, vocês vão querer viver mais.

LINDA: Muito lógico.

ADAMUS: Isso, lógico. Sim. Eu ainda posso pensar como um humano. Sim. Ótimo.

MULHER SHAUMBRA 3: Eu concordo em viver mais e com abundância.

ADAMUS: Sim.

MULHER SHAUMBRA 3: Para mim, é com graça e tranquilidade.

ADAMUS: Sim. Com graça e tranquilidade. Ótimo.

MULHER SHAUMBRA 3: De um jeito fácil e gracioso.

ADAMUS: Ótimo.

MULHER SHAUMBRA 3: Para permitir a abundância, a idade, a ascensão.

ADAMUS: Isso. Quero que considerem uma coisa – todos vocês –, considerem uma coisa um instante. Graça e tranquilidade. O maior fator – o segundo maior, talvez –, talvez o mais difícil, que coloca vocês pra baixo com relação a isso são as outras pessoas. O primeiro são vocês mesmos, mas estamos superando isso. Mas são as outras pessoas, e realmente quero que vocês deem uma olhada no que diz respeito a isso em sua vida, com muita compaixão. Compaixão por si mesmos.

Eu sei costumo pisar em gelo fino, às vezes, quando falo sobre isso, mas o fator relacionamento aqui tem uma enorme influência em sua iluminação e sua felicidade. Enorme. Eu afirmo que, se vocês estivessem sozinhos, muito rapidamente aprenderiam a se amar. Vocês quase já conseguiram, de certa forma. Se estivessem sozinhos, sem toda essa pressão dos relacionamentos, dos humanos, dos membros da família e coisas desse tipo, a iluminação chegaria muito, muito, muito rápido.

Agora, não estou dizendo pra saírem abandonando esses relacionamentos. [Adamus balbucia “Bem, talvez” e ri.] Não estou oficialmente recomendando isso, mas estou pedindo que os examinem. Eles são cármicos, na maior parte das vezes. Já acabaram, na maior parte das vezes. Não significa que vocês tenham que negá-los. Não significa que tenham que cortá-los fora. Significa apenas mudar a dinâmica dos relacionamentos para que uma pessoa não seja mais a mãe de vocês de uma vida passada, ou uma mãe nesta vida; não seja mais uma linha cármica na qual vocês se mantêm ligados. E não significa que vocês tenham que parar de enviar cartões de Natal, mas perguntem-se por que nunca recebem um de volta. Não significa que precisem correr pra uma comunidade alternativa e nunca mais os ver, mas sim mudar esses relacionamentos. É – vapt! – fácil assim. Realmente é. No momento em que disserem “Namasté”, eles são seres com alma, o Deus Eu Sou, assim como vocês, e não mais essa velha coisa cármica ou as vozes de sua mãe na sua cabeça e todo o resto, e deixarem isso pra trás, a iluminação será muito mais fácil.

Eu disse isso antes, é um assunto pra muitos debates externos, mas 95% das coisas que os prendem realmente não pertencem a vocês. Vêm dos relacionamentos, vêm de fora, da consciência de massa e de todo o resto, mas não são de vocês. Vamos este ano dar um basta nos velhos relacionamentos. Quero que cada relacionamento comece de uma nova forma. Chega de relacionamentos velhos.

Ótimo. Outros atributos?

Vou lhes contar um segredinho aqui. Enquanto estou falando, enquanto esta linda energia está na sala – ela é tão tangível, tão real, dá pra vê-la brilhando; posso vê-la brilhando na sala –, Cauldre está me pedindo pra me apressar pra que ele possa assistir ao jogo de futebol (americano). Dá pra acreditar nisso!? [Alguns risinhos] É isso que eu tenho que aguentar! [Risadas] Linda, quer ser a mensageira hoje? Basta fingir que sou eu.

LINDA: Não posso fazer isso. [Adamus ri.] Seria petulância.

ADAMUS: Ahh!

LINDA: Ahh!

ADAMUS: Ahh! Vamos continuar. Outros atributos de 2013. Atributos dos Mestres em vida. Sim?

LAWRENCE: Sim, isso tem a ver com deixar ir os velhos relacionamentos e todos nós possuímos relacionamentos na nossa sociedade, produzidos por um sistema de crenças. Acho que agora é o momento apropriado pra fazer realmente uma declaração formal de soberania que possa literalmente nos liberar de qualquer opressão, nos libertar de toda prisão em que a mente nos mantenha.

ADAMUS: Ótimo.

LAWRENCE: Descobri algumas coisas que são uma verdadeira benção.

ADAMUS: Ótimo. O que você gostaria de proclamar?

LAWRENCE: A minha soberania.

ADAMUS: Ótimo. Como gostaria de fazer isso?

LAWRENCE: Deixando...

LINDA: Diga pra ele “com cem dólares”.

LAWRENCE: Deixando a lei saber...

LINDA: Cem dólares. [Risadas]

ADAMUS: Você não está ajudando, Linda.

LAWRENCE: Simplesmente deixando... Somos, cada um, duas pessoas. Somos uma ficção criada sob a qual todos vivemos e também somos seres Livres e Soberanos, com letras maiúsculas.

ADAMUS: Sei. O que acontece quando alguém – quando você – proclama a sua soberania? E está realmente falando sério. É proclamado com sentimentos e paixões. Não como um mantra mental, mas do tipo “Chega de ser escravo. Chega!” – de si mesmo e dos outros. Mas quando realmente se proclama isso com essa paixão e compaixão.

LAWRENCE: Permite planar como uma águia.

ADAMUS: O que mais?

LAWRENCE: Literalmente, não existem limites em sua vida. Você tem permissão para ser um criador.

ADAMUS: Sei.

LAWRENCE: Você não tem que ser oprimido pelas leis, pelas estruturas que são as barreiras para nosso potencial criativo.

ADAMUS: Sei. O que mais acontece?

LAWRENCE: Alegria e criatividade, amor, eu.

ADAMUS: Então, com base nisso tudo...

LAWRENCE: O medo acaba.

ADAMUS: ... por que todos não fazem isso? Parece simples pra mim. Parece realmente simples pra mim. Por que nem todo mundo faz isso? “Eu proclamo minha soberania. Eu reivindico minha soberania.” Estou só falando alto aqui, mas alguém que diga: “Fui criado soberano e agora volto a ser soberano.” É fácil assim. É só isso. Por que as pessoas não fazem isso?

LAWRENCE: Porque não ensinaram... ensinaram a viver sob a ilusão. E por sermos uma ficção criada numa Velha Energia e termos ligações com essa Velha Energia, nós nos mantemos presos a essa estrutura. E agora é o momento em que podemos, literalmente, e me refiro à coisa no papel mesmo, submeter ao governo do país – não estou brincando –, submeter ao governo, como registro, uma declaração de soberania. Não podem mais haver leis do homem que explorem você, mas apenas...

ADAMUS: Eu ficaria só no “Eu sou um ser soberano.” [Risadas] Mas tudo bem. Entendo seu ponto de vista.

LAWRENCE: Em muitos aspectos, mas é uma declaração formal, reconhecida em cartório, registrada, afirmando que o coloca sob o que estará citado num estado aplicável real sob jurisdição constitucional e, se desejado, sob a lei de Deus, protegida e garantida a você pela Constituição e pela Declaração dos Direitos. É simples...

ADAMUS: A qual, por falar nisso, ajudei a criar. Eu tinha que ter posto isso lá.

LAWRENCE: É, eu sei...

ADAMUS: É, sim.

LAWRENCE: ... porque foi um experimento grandioso na criação deste país. E, por coincidência...

ADAMUS: Experimento interessante, diga-se de passagem...

LAWRENCE: ... a maioria dos países hoje tem uma constituição a exemplo deste país, pra que todos tenham a mesma oportunidade para declarar sua soberania e, na verdade, trazê-la de volta aqui pra Terra agora, no presente.

ADAMUS: Por que mais pessoas não fazem isso?

LAWRENCE: Porque têm medo.

ADAMUS: Medo de quê?

LAWRENCE: Bom, primeiro, elas não... medo da imposição das leis. Medo de ser ridicularizado. Veja, as pessoas mais felizes no mundo são as que têm riqueza.

ADAMUS: Por que alguém ridicularizaria uma pessoa por reivindicar sua soberania? Interessante. Se tivermos formulários aqui no mês que vem... [Adamus ri.] Linda? [Linda geme.] ... formulários de soberania e as pessoas proclamarem isso, proclamarem a soberania, e alguém ridicularizar... Por que alguém iria ridicularizá-las por isso?

LAWRENCE: Bem, porque existem outras energias que se projetariam na mídia de que declarar a soberania é...

ADAMUS: Estranho.

LAWRENCE: ... é terrorismo. Literalmente, porque é terrorismo no papel. Está rotulado como terrorismo no papel e, então, as pessoas ficam com medo e dizem: “Ooo, não queremos fazer isso.”

ADAMUS: Oh! Tive uma ótima ideia. Vamos ser terroristas espirituais! [Alguns vibram e aplaudem.] Ah, é. Oh, sim!

LAWRENCE: Na verdade, é isso que nós somos. Somos realmente o novo governo secreto.

ADAMUS: Vocês são. Sim.

LAWRENCE: Somos o novo governo secreto e não sabemos disso ainda.

ADAMUS: Mas não vamos ser secretos. É, vamos ser apenas...

LAWRENCE: Mas, é, exato. Não...

ADAMUS: O governo do Eu Sou.

LAWRENCE: Todos querem ser livres.

ADAMUS: O Reino do Eu Sou. Isso.

LAWRENCE: Está certo. Todos querem ser soberanos.

ADAMUS: Eu sou o Mestre imperial do Reino do Eu Sou. Ótimo.

LAWRENCE: De livre domínio.

ADAMUS: Gostei. Gostei... é muito... [Linda oferece a ele um chocolate.] Pra moi?

LINDA: Hum-humm.

ADAMUS: Café também, por favor. Com creme.

LINDA: Claro. Sem problema. [Algumas risadinhas]

ADAMUS: Ótimo. Obrigado. Quem está canalizando quem hoje? [Algumas risadinhas] Gostei. Venha aqui pra frente. Isso é bom.

LINDA: Sem creme?

ADAMUS: Com creme, por favor.

LINDA: Ah, certo. Entendi.

ADAMUS: Sente-se. [Algumas risadas quando Lawrence se senta na cadeira de Linda.] Desculpe, Linda.

LINDA: Sem problema. Eu supero.

ADAMUS: Isso é interessante. Proclamar sua soberania sem medo, sem letras miúdas. O que você quer beber? Tem vinha lá atrás.

LAWRENCE: Oh, seria bom.

ADAMUS: Um copo de vinho pro meu amigo. [Alguns risinhos na plateia] Nada pra mim. Cauldre vai cair na cerveja mais tarde.

LINDA: [trazendo o café] Está muito branco pra você? [Algumas risadas]

ADAMUS: Não, não. Não. Quem sou eu pra reclamar? [Adamus ri.]

LAWRENCE: É interessante. Estive em Maui...

ADAMUS: Você sabia que isto ia acontecer hoje?

LAWRENCE: Não conscientemente, mas tenho certeza de que meu outro...

ADAMUS: Eh, bobagem.

LAWRENCE: … no subconsciente.

ADAMUS: É, sei. Vamos parar de dividir consciente e subconsciente e... Ótimo. Pegue o vinho. [Suzy traz vinho.] Mais alguém? Não temos muito, mas podemos dividir. [Risadas na plateia]

LAWRENCE: Não, mas estive em Maui...

ADAMUS: À sua soberania!

LAWRENCE: Quem é o nosso cantor? Quem é o cantor das canções das baleias?

ADAMUS: Anders Holte.

LAWRENCE: Isso. Eu estava com Anders no solstício de inverno, e as primeiras...

ADAMUS: Você se parece com o Anders.

LAWRENCE: As primeiras pessoas que encontrei lá eram...

ADAMUS: Beba.

LAWRENCE: ... da Austrália e da Nova Zelândia, e ambas fazem a mesma coisa que faço aqui, e aconteceu de serem as primeiras duas pessoas que encontrei. A terceira pessoa que encontrei tinha me visto aqui pela primeira vez no mês passado e ele veio se apresentar a mim, e foi algo extremamente mágico. Mas todos vocês sabem como é. [Adamus gesticula para ele beber.] Vou tomar um gole. [Algumas risadinhas]

ADAMUS: Claro que ele é um alcoólatra recorrente e eu só comecei a coisa aqui, mas... [Risadas, inclusive de Adamus] É por isso que bebo café.

Assim, vamos fazer isso, e a razão pela qual eu trouxe você aqui na frente – tenho muitas, muitas razões –, mas vamos ver você proclamar a sua soberania ou reivindicá-la – gostei disso, reivindicá-la – porque você começou soberano, totalmente, simplesmente soberano.

O Espírito, que também é você, o grandioso amor disse... O Espírito disse literalmente isso. E olhem desta forma, Deus Mãe/Pai ou masculino/feminino. Mas o Espírito disse: “Eu me amo tanto que quero me criar de novo e de novo e mais uma vez. Quero espelho atrás de espelho de mim mesmo, mas cada um desses eus será soberano. Não serei o pai/mãe para os meus eus que eu criei. Não vou controlá-los, porque, com amor infinito, darei a mim mesmo, à minha criação de mim mesmo, total liberdade.” E assim foi. Vocês são Deus se apaixonando por si mesmo a cada momento, todos os dias. Mesmo nas experiências ruins ou que vocês rotulam como ruins. Elas são simplesmente uma experiência. Simplesmente outra forma de perceber essa coisa chamada amor.

Então, vocês foram criados soberanos e simples, e depois vocês saíram sem qualquer restrição, sem quaisquer regras, porque não há realmente necessidade de regras, sem qualquer cordinha atada. Sem cordinha pra puxá-los de volta pra casa. Isso é amor.

Agora, de um jeito interessante, o Espírito não sabia disso naquele momento, não entendia que isso era amor, mas sentia apenas esse desejo, essa paixão, e disse: “Eu me crio e recrio indefinidamente.” E aqui estão vocês. Aqui estão vocês, e voltando para a soberania e a simplicidade. Voltando para a mágica.

Está dando um pouco de trabalho. Temos que nos livrar de muitas, muitas existências de programação e estrutura, da hipnose muito bem incutida, mas toda vez que vocês riem, toda vez que sorriem, ela é liberada um pouquinho mais. Cada vez que nos reunimos assim – como um grupo de Deuses se apaixonando por si mesmos a cada dia –, ela é liberada um pouco mais. Nada vai sobrecarregar sua biologia, por causa do amor pela vida e por querer ficar aqui, nós – vocês – estão permitindo tudo isso num nível com que a biologia pode lidar, de modo que possam permanecer no corpo. Que bela criação! Cada vez que vocês riem, cada vez que sorriem, um pouco mais volta a ter soberania.

Assim, vamos fazer isso. Vamos... você reivindicaria sua soberania na frente de todos estes Deuses? Um conceito e tanto.

LAWRENCE: Reivindicar minha soberania?

ADAMUS: Você pode se levantar. Talvez queira outro copo de vinho. [Adamus ri.]

LAWRENCE: Nossa...

ADAMUS: É isso. Esse é o momento decisivo.

LAWRENCE: E sou um...

ADAMUS: Não me deixe interrompê-lo. [Risadas]

LAWRENCE: Eu sei quem eu sou. Eu Sou o que Sou. Venho da criação. Sou parte da criação. Sou igual a você e todos os demais. Fomos todos criados iguais. Nós não...

ADAMUS: [sussurrando] Melhor eu me sentar. Parece que vai demorar um pouco. [Algumas risadas]

LAWRENCE: Não precisamos dar nosso poder ao que querem ter poder sobre nós. É só uma questão de saber quem está se escondendo atrás da cortina e ver que é uma pessoa comum como eu e você. Não é o Mágico de Oz...

ADAMUS: Certo, agora. Vamos parar por aí. Isso é uma coisa simples. O que aconteceu? [Alguém diz: “Está na cabeça.” E outras pessoas dizem: “Makyo!”] Cabeça, makyo. Procrastinação, de fato. Adiamento. Obviamente, é difícil estar aqui na frente do grupo, agora bêbado e... [Risadas]

LAWRENCE: É o meu segundo copo de vinho.

ADAMUS: ... e proclamar – ou reivindicar – a sua soberania. Mas foi interessante. Pode ser muito simples – chegando ao ponto sobre este ano; pode ser muito simples – mais ainda assim, quando recebem o palco e estão na frente de todos vocês, de seus aspectos, de mim e dos meus estimados colegas, quando recebem a oportunidade da clareza e da simplicidade, o que os humanos fazem? [Alguém diz: “Emporcalham tudo.”) E, e não estou querendo dificultar pro seu lado, mas... mas... [Algumas risadas]

LAWRENCE: Entendi.

ADAMUS: Vamos fazer de novo. Vamos do início. Você, na frente deste grupo de colegas e seres amados, simplesmente proclama a sua soberania?

LAWRENCE: Eu Sou o que Sou.

ADAMUS: Que tal “eu proclamo a minha soberania”? [Risadas] O “Eu Sou o que Sou” é bom, mas muitas pessoas não sabem o que isso significa. “Soberania” é mais simples.

LAWRENCE: Devo gritar “Liberdade”? [lembrando quando Adamus pediu que Kathleen fizesse isso]

ADAMUS: Só estou pedindo que diga estas palavras simples – “Eu sou soberano.”

LAWRENCE: Eu sou soberano.

ADAMUS: Ótimo! [Aplausos da plateia]

LAWRENCE: E um pouco lento.

ADAMUS: A questão é: simplifiquem. Deixem a coisa fácil. Obrigado, a propósito. Obrigado. [Eles se abraçam.] Não temos mais dinheiro, mas você pode ficar com o resto do vinho.

LAWRENCE: Ah, sim, obrigado.

ADAMUS: Você pode precisar dele. [Muitas risadas] Leve pro seu encontro no AA!

LINDA: Que simpático...

ADAMUS: Agora, quero mais um, apareça. Apenas para proclamar a sua soberania. É tão... Nem precisamos mais de reuniões no resto do ano. É isto: simples, claro. [Alguns começam a falar.] Ei, vamos fazer um a um primeiro. Proclame a sua soberania.

LARA: Eu “procramo”... proclamo...

ADAMUS: Errrghh! Oh! [Algumas risadas]

LARA: Eu Sou o que Sou. Eu proclamo a minha soberania.

ADAMUS: Ótimo. [Alguns aplausos] Agora, não olhe pra mim ao dizer isso. Não olhe pra eles ao dizer isso. Feche os olhos e diga pra si mesma.

LARA: [fechando os olhos, depois abrindo rapidamente] Eu proclamo a minha soberania...

ADAMUS: Ah, por que seus olhos estão abertos?

LARA: Porque fico tonta. [Ela ri.]

ADAMUS: Como você dorme à noite?

LARA: Aí estou deitada.

ADAMUS: Não de pé, está certo. Respire fundo. Agora é que vem a pressão. Respire fundo. Dave está tirando uma foto sua.

LARA: Eu proclamo a minha soberania. [O microfone assovia.]

ADAMUS: Que feedback foi esse? [Algumas risadas] Venha cá.

MARTY [O “Caraca”, que é marido de Lara]: Os aspectos dela.

ADAMUS: Venha cá.

ADAMUS: Sem dúvida, Caraca. Sem dúvida. Uma pequena interferência. Por que isso tem que ser tão difícil? Estão entendendo? Estão vendo o que está acontecendo aqui?

É muito fácil. A abundância é fácil. A saúde é fácil. Amar a si mesmo... um pouco mais difícil, mas não tão difícil. É fácil ser um humano na vida. Muito fácil, mas ainda assim é bem desafiador. Então, vamos pro início. Vou me sentar na plateia com meu café. Não vou entorná-lo em ninguém. Obrigado. É só você, porque é assim que é a vida. Só você. Olá [falando com a pessoa sentada ao lado].

LARA: [muito claramente] Eu proclamo a minha soberania.

ADAMUS: Ótimo. [A plateia aplaude] Obrigado. Excelente. Obrigado. [Ele volta para a frente.] Ah! Como está se sentindo?

LARA: Fantástica.

ADAMUS: Parece real? [Ela faz que sim.] Humm. Certo. Tente em casa também. Obrigado.

LARA: Obrigada. [Eles se abraçam.]

ADAMUS: Mais um. [Ele sussurra para Linda.] Quem você quiser.

LINDA: Claro.

ADAMUS: Mais um.

LINDA: Quero alguém realmente jovem. [Adamus ri.] Vejamos. Lá vamos nós.

ADAMUS: Sim?

RAPAZ SHAUMBRA: Eu sabia que você faria isso.

ADAMUS: Sim?

RAPAZ SHAUMBRA: [muito claramente] Eu proclamo a minha soberania. [A plateia aplaude.]

ADAMUS: Ótimo. Obrigado.

RAPAZ SHAUMBRA: Obrigado.

ADAMUS: Obrigado. O ponto? Não precisa ser difícil. Não precisa ter muitas palavras. O que quer que façam este ano, deixem a coisa clara e simples.

Escutem seu próprio eu, às vezes – as ideias que chegam, a indecisão. Escutem a si mesmos, seu colega de conversa espiritual. Vocês vão ficar entediados até a morte, se fizerem isso. É sério, porque há muita divagação, muito resmungo. Chega! É hora de deixar a coisa simples. “Eu proclamo a minha soberania.” É isso. “Eu permito a minha soberania. Eu sou soberano.” Simples assim.

É muito simples. Só fica meio complexo porque a mente vai pensar que tem que ter mais coisa nisso, que vocês têm que fazer mais alguma coisa. Não têm.

A Lista de Adamus


Um dos outros atributos deste ano... Na verdade, vou fazer minha lista agora, porque temos que prosseguir. Tem o tal jogo. Eu diria que a palavra-chave para este ano é energia. Noutra folha, por favor, agora é a minha lista. [Risadas, inclusive de Adamus]

~ Energia

Energia. É uma coisa meio “dãh” (óbvia). A energia está diferente desde 21 de dezembro, porque vocês escolheram assim. A energia está chegando de um jeito muito diferente. Ela não quer seguir pelos velhos caminhos, pelas velhas trilhas. Ela não quer ficar sendo protelada na mente, enviada pra todo tipo de desvios e distrações, sendo desperdiçada, essencialmente, quando percorre a mente e o corpo e, mais que tudo, o tempo. [A plateia faz “Huumm”.] Uhh, uhh, humm. Humm. Que “humm” filosófico. [Algumas risadas] Traduzindo, significa: “De que diabos ele está falando?”

Assim, a energia, definitivamente, está chegando de um jeito diferente. Ela é rápida. Está muito disponível, e não quer passar – na verdade, vocês não querem que ela passe – por todo tipo de manobras e distrações. É clara assim. “Eu sou soberano.” É isso. Vocês nunca pensam sobre isso de novo. Vocês nunca se estressam com relação a isso. Vocês não entram numa longa dissertação consigo mesmos sobre “o que isso realmente significa?” Simplesmente é. “Eu sou soberano.”

~ Permissão

Agora, vocês então permitem – próxima palavra, “permissão”. Permitem que as mudanças aconteçam nas estruturas implícitas de sua vida. É simples assim. No seu trabalho, na sua aparência. Permitam a mudança na sua aparência. Permitam a mudança em tudo, nos relacionamentos, e especialmente no modo como as coisas se manifestam. Chega de perrengue e de estresse. Permitam este ano que aconteça de maneira muito simples, que a energia entre – vapt! – rápido assim e que trabalhe.

Vai ser desconfortável no início, porque... particularmente para quem já é mais idoso, vocês... [Algumas risadas] Estou tentando ser gentil. Eu disse que estaria compassivo este ano. [Risadas] Estou trabalhando nisso. Para aqueles que estão acostumados a padrões – colocando de uma forma melhor –, vocês ainda estão acostumados com a energia chegando e trabalhando de determinada maneira. Vocês vão ficar muito frustrados se ficarem tentando voltar pra essa maneira. Como David disse antes: A porta para o velho se fechou, foi trancada e soldada, e desapareceu.

Vai haver uma tendência pra tentar voltar para as velhas maneiras de se fazer as coisas, de processar as informações e de usar a energia, e será muito frustrante se tentarem isso, e vocês vão tentar, porque é o que conhecem do passado.

No momento em que disserem “Eu sou soberano. Vou permitir fazer isso de um jeito diferente”, e realmente permitem, a coisa acontecerá muito rapidamente.

Será surpreendentemente rápida. Surpreendentemente. Mas lembrem-se de nosso exemplo visual aqui de simplicidade, e a tendência pra voltar para as velhas maneiras entrando numa longa dissertação ou se engasgando e não conseguindo deixar a coisa sair. Tornem a coisa simples. Simples assim. Vocês querem se livrar de algo na vida? Deixem a coisa simples. Digam apenas: “Chega.” Só duas palavras são necessárias. Não entrem numa longa justificativa. É só “Chega!” E a coisa anda.

~ Graça

O próximo item da lista, graça. Disseram antes, graça. O que é graça? Alguém. [As pessoas dizem: “Tranquilidade”, “Simplicidade.”] Sim, graça é um estado... eu diria um estado de consciência sem os parâmetros mentais. Que permite um fluxo. A graça é viver dentro de si no momento, com a sua presença totalmente lá. A graça resulta em coisas como tranquilidade e muito menos tensão na vida, muito menos dor física. A graça é um estado de consciência em que vocês realmente não precisam se preocupar com o que vai acontecer em seguida, porque a graça já sabe que o que quer que seja será perfeito. E não existe destino; está onde vocês estão. O que quer que façam é perfeito. Não por causa de deuses, anjos, conselhos nem nada disso. Por causa de vocês. Só por causa de vocês. 

Então, temos “Permissão”, “Graça” e “Tranquilidade”. Tranquilidade. 
Tudo isso flui junto. É tudo parte da mesma essência, e tudo trabalha junto.

~ Tranquilidade

Tranquilidade é uma palavra muito importante para este ano e para vocês, enquanto Mestres. Vocês costumavam fazer tudo do jeito difícil. Não mais. Não mais. Tem a ver com tranquilidade, graça, permissão. Não porque outro ser lá fora está cuidando disso ou algo desse tipo. Não por causa do futuro eu presente de si mesmos. Não diluam a coisa nessa bobagem toda. É apenas o Eu Sou com graça, tranquilidade, soberania. É simples assim. Não diluam isso em mais nada.

Vamos respirar fundo agora.

Eu diria que este é o ano da energia chegando com graça e tranquilidade, porque vocês estão permitindo isso. Um ano para finalmente entenderem como a energia opera em relação à consciência.

A consciência – pode-se dizer – é o ímã, a luz que atrai a energia. Mas o relacionamento entre vocês e a energia estava meio confuso antes. Muito drama com esse negócio de “só o suficiente”. Só o suficiente. E eu não vou falar mais sobre isso este ano. Chega disso. Não falo mais. [A plateia concorda.]

Vamos, agora, vamos ter uma experiência simples, pessoal, com a Permissão, a Graça e a Tranquilidade. Permissão, Graça e Tranquilidade.

Um Merabh para Graça e Tranquilidade



Assim, vou pedir ao Irmão John (Kuderka) que toque um pouco da música de Anders ao fundo, enquanto permitimos a graça e a tranquilidade como a essência verdadeira para este ano. Por que não? Vocês tiveram muitos anos, muitas existências de esforço. Este ano e daqui pra frente, não precisa ser assim. É tão fácil quanto permitir.

Assim, música de fundo.

[A música começa.]

Este é um merabh, a propósito, um merabh para a graça e a tranqulidade... começando bem agora.

[Pausa]

Chega de esforço...

[Pausa]

Chega de andar no nevoeiro. Simplesmente chega.

[Pausa]

[A música para por dificuldades técnicas.]

Uops. [Adamus ri.] Agora a coisa não ficou tranquila! [Mais risadas]

Vamos respirar fundo. Apenas tranquilidade... e graça.

[Pausa]

Respirem bem fundo... 
e tragam a graça e a tranqüilidade para suas experiências de vida este ano.

[Pausa]

Chega de desejar ou esperar. Basta permitir.

[Pausa]

Graça e tranquilidade na vida. Por que não? Por que não? Não é nada que precisem ganhar. Respirem fundo, enquanto permitem que essa seja a sua consciência para este ano. Tranquilidade e graça.

[Pausa]

Chega de lutar consigo mesmo... dificuldades... falta de realização. Apenas tranquilidade e graça. Vamos respirar fundo com isso. No merabh, é só, bem, permitir. Respirem fundo.

[Pausa]

Nada de ficar mais batendo a cabeça na parede... só tranquilidade e graça. Chega de tentar querer entender... só tranquilidade e graça.

[Pausa]

Nada mais de lutar contra os demônios... só tranquilidade e graça.

[Pausa]

Nada de vestir aquela armadura ao se levantar de manhã... 
apenas permitir a tranquilidade e a graça em sua vida.

[Pausa]

Mesmo a respiração... Vejo alguns de vocês lutando com a respiração. É tranquilidade. Vivenciem isso um instante. Uma respiração feita com tranquilidade, gentileza.

[Pausa]

Não uma respiração forçada. Sem pensar na respiração... e, de repente, vocês percebem que nem precisam trabalhar nisso. Essa respiração está aí pra vocês. Vocês não têm que trabalhar a respiração. Vocês vão descobrir, realmente, que não têm que fazer o ar passar pelo nariz e entrar nos pulmões. Ele está fazendo isso. Isso é graça. Ele está fazendo isso.

[A música recomeça.]

Às vezes, tenho que admitir que é triste ver o que vocês fazem com vocês mesmos. Ah, é mais do que triste. Chega a doer. Não tem que ser assim. Não mais. Eu vejo o que vocês fazem com vocês fisicamente e mentalmente. Eu vejo os grandes sacrifícios, mas pra quê? O grande sofrimento... mas pra quê? Toda a preocupação... pra quê? Pra que possam sobreviver? Não vale a pena. Não é viver.

[Pausa]

Cada um de vocês tem o direito e a capacidade de viver a vida com tranquilidade, com graça e com alegria.

[Pausa]

Sim, é muito triste... ver o que vocês fazem com vocês mesmos. Vamos mudar isso agora mesmo. É uma Nova Energia e uma nova era. É tão fácil... tão fácil como o que vocês viram hoje. Cem dólares vindo pra vocês e muito mais. É fácil assim. E, se não for, vocês têm que parar, olhar pra si mesmos e perguntar por que continuam tornando a coisa difícil.

[Pausa]

É tão fácil como dizer algumas palavras simples: “Eu reivindico a minha soberania.”

Vocês se encontram distraídos... corrompidos... atrapalhados... vocês têm que se perguntar por quê. Talvez porque estejam acostumados. É só uma questão de dizer: “Chega.”

[Pausa]

Vocês criaram um teto de cristal – um teto de cristal entre os mundos – separando céu e Terra, divino e humano. De alguma forma, vocês aceitaram esse teto de cristal. Talvez seja a hora de dizer: “Chega.” Talvez seja a hora de dissolver esse teto, sem tentar romper um caminho através dele, mas dizendo: “Chega.”

[Pausa]

Vocês aceitaram que há segredos, mistérios, coisas desconhecidas para a maioria dos humanos. Vocês aceitaram que outros possuíam essas coisas, mas que ainda não era a sua vez. Eu peço que olhem pra si mesmos e perguntem: “Por quê?”

Antes de tudo, não existem segredos a menos que vocês escolham isso. O mistério é por que vocês colocaram esse teto de cristal lá? Esse é o verdadeiro mistério. É artificial, não é natural. O lugar dele não é lá.

[Pausa]

“Chega.” É tudo que precisam fazer. Dizer pra si mesmos: “Chega.”

Algumas coisas vão tentar arrastá-los de volta para a Velha Energia, e aquele velho aspecto humano que vocês tinham até 21 de dezembro é muito sedutor. Mas não tem poder. Não é uma luta de resistência nem de poder. Sedutor, sim. É quando vocês dizem: “Chega.” É fácil assim.

É interessante que tenhamos começado nosso primeiro Shoud da Nova Energia com muitas demonstrações visuais de deixar as coisas virem para vocês facilmente, mas também de como, quando vocês têm a oportunidade, todos vocês tendem a diluir as coisas, comprometê-las e confundi-las. Não precisa ser assim.

“Eu sou soberano.” É simples assim.

Vamos respirar fundo enquanto entramos nesta época de energias tremendas – energia da Terra, energia cósmica, energia espiritual – este ano. Não há falta de energia, qualquer que seja ela. Vou repetir. Não há falta de energia.

Agora, vamos facilitar as coisas este ano, com graça e tranquilidade.
Oh! Posso sentir todas as velhas batalhas e lutas surgindo. Chega.

[Pausa]

Respirem bem fundo. Não é engraçado? Um pouco de música e algumas palavras, e pronto, está feito. Respirem bem fundo. Tranquilidade. Graça. Permissão. 
Palavras-chave – e energia – porque elas trazem a energia.

[A música diminui.]

É como se dissessem que a energia está parada à margem, esperando até que receba um comando ou seja utilizada. Com a permissão, a graça e a tranquilidade, ela se aproxima.

O engraçado é que vocês não têm que... não é algo grande. A energia realmente não é grande. A mente humana faz parecer que é uma coisa grande. A mente humana diz: “Não sei se posso lidar com toda essa energia.” Bem, claro que vocês podem. A energia é realmente muito simples. Realmente simples. O humano diz: “Energia! É devastadora! E se ela me queimar?” Não vai. É só energia. Energia é algo simples. Até agora ela é tão simples que é uma unidade composta de apenas dois dígitos ou elementos. É isso. Simplicidade essencial. E então ela se junta e torna as coisas muito maiores. Mas, na essência, ela é muito simples.

A Nova Energia é ainda mais simples. Ela não tem dois elementos. Só um. É isso. 
A energia nunca vai sobrepujá-los. Nunca.

Certo. Vamos mudar totalmente de assunto. Vamos respirar fundo.
Vamos passar para um assunto novo. Não precisa ser difícil. É realmente fácil.

Velhos Sonhos

Tudo bem, agora. Vamos falar agora de uma coisa... Vamos mudar a energia aqui. Vamos falar de algo que vai gerar controvérsia, discussão, ceticismo, intriga, argumentação, todas essas coisas. Vou apresentar o assunto aqui e depois vocês vão para os quadros de mensagem, ou sei lá pra onde, fazer sua argumentação mental, sua masturbação, e discutir a coisa. “O que o Adamus estava realmente tentando dizer?” Mas vou deixar a coisa muito simples logo de cara. Não é uma coisa muito profunda que eu vou dizer. Não é. Vocês poderiam escrever livros. Vocês podem argumentar sobre isso nos programas de rádio, ou sei lá onde. É muito simples.

Antes de entrarmos no assunto, vou dizer que é uma escolha pessoal. E só. Mas tem muita credibilidade, é muito viável. Então, agora... Adorei a preparação. [Algumas risadas]

Temos um problema aqui, e também temos a oportunidade de liberá-lo.
Temos um problema... bem, nós não, vocês. [Adamus ri.]

Vocês têm velhos sonhos, velhos sonhos realmente fedorentos, pegajosos, e é hora de deixá-los ir. Se vocês escolherem isso. Se escolherem. Obrigado, Ricky. [Ele agradece a quem estava escrevendo.] Vou fazer uns desenhos no papel. Velhos sonhos.

Alguns de vocês têm carregado esses sonhos por muitas, muitas existências. Falei com um pequeno grupo no Texas, outro dia, sobre isso, e eles tinham um exemplo visual de como um sonho pode entrar em decadência. E não é só o sonho que pode entrar em decadência. Ele pode levar o humano que o cria e fica em volta dele a entrar em decadência também.

Assim, o que são os sonhos? Não estou falando daqueles que vocês têm durante a noite... é um tipo diferente de sonho. Estou falando de suas aspirações, suas grandes paixões, suas esperanças e – como Jean falou – suas cenouras espirituais. A coisa que vocês colocam lá longe, a que aspiram, com que sonham e que, quando a vida vai mal, é naquilo que pensam, é com o que sonham e ficam desejando que aconteça, mas que não deixam acontecer. Fui delicado, não fui? Fui. Ótimo. E não deixam acontecer. Quero que passem um tempo pensando nessa coisa.

Agora, o interessante sobre esses sonhos espirituais, essas grandes esperanças... o interessante é que eles ficaram tão poluídos e diluídos que muitos de vocês esqueceram o que eles eram. É um fenômeno muito interessante da psique humana vocês poderem ter essas aspirações enormes que os mantêm seguindo em frente e depois esquecerem o que elas eram. Mas de alguma forma esse sonho continua fazendo com que vocês sigam em frente, mesmo esquecendo que diabos ele era.

Num nível mais prático, alguns de vocês têm sonhos de ter um centro espiritual. Tão fora de moda. [Algumas risadas] Outros têm sonhos de abrir uma grande clínica para curar as crianças. Arrgh! Sério, sério! Não, digo, me dá ânsia e outras coisas mais. Sério?! Sério?! Abrir uma clínica para crianças?!

Alguns têm sonhado em sair por aí e, ah, tirar os dragões das cavernas. Sério?! Parece idiota, não parece, quando eu falo? Estão se perguntando de quem estou falando. Estão se perguntando se vou apontar pra pessoa aqui na sala.

Alguns de vocês têm sonhos de escrever o livro perfeito ou uma série de livros que as pessoas do mundo inteiro vão ler e, de repente, vão despertar, por causa da sabedoria que vocês colocaram nos livros. [Adamus tapa o nariz e tosse rudemente; a plateia ri.]

LINDA: O que foi isso?

ADAMUS: Foi o Cauldre. Ele não devia fumar, sabe. [Adamus ri.]

Alguns de vocês têm sonhos de se tornarem tão espirituais que meio que vão flutuar. Vocês flutuam, e há uma luz em volta de vocês e vocês tocam nos botões das flores e elas todas desabrocham. [Risadas] E depois tem um cachorro doente na rua e vocês vão até ele flutuando, e de repente o cão se levanta e fica bom. E o passarinho morto, de repente, o passarinho... [Risadas] Estou falando sério. Que bom que conseguem rir de si mesmos.

Quais são os outros sonhos? Vamos falar sério, porque vamos... e vou explicar daqui a pouco por que esses sonhos estão segurando vocês e o que vamos fazer com eles. E, a propósito, vou acabar ofendendo alguns aqui – bem, talvez todos vocês, não sei – mas é hora de resolver algumas dessas questões básicas, porque os sonhos se tornaram uma distração, uma ilusão, e daqui a pouco vou explicar o que vai acontecer com esses sonhos.

Assim, Linda com o microfone, por favor. Voluntários. Timothy – qual era um de seus sonhos? [Risadas] Timothy, você é um sonhador, e fique à vontade para compartilhar. Este é um espaço seguro. Ninguém vai ridicularizá-lo. [Algumas risadas]

LINDA: Exceto Adamus.

ADAMUS: Na sua cara. [Adamus ri.] Vamos ser verdadeiros aqui. Vamos nos soltar. Timothy, os seus sonhos. Eu sei que você alguns.

TIMOTHY: Alguns.

ADAMUS: Sei.

LINDA: Você tem que deixar o microfone na frente da boca.

TIMOTHY: Eu sei. [Ele ri.]

ADAMUS: E também tem que se levantar.

LINDA: E tem que se levantar.

ADAMUS: Isso.

TIMOTHY: Oh, isso também.

ADAMUS: Sim. Ah, é.

LINDA: Não, você consegue. Realmente, eu sei que você consegue.

ADAMUS: É. Sonhos.

LINDA: Vai.

ADAMUS: Você é um sonhador, e essa não é uma palavra ruim, mas vou torná-la ruim. Você é um visionário, né?

TIMOTHY: Sou.

ADAMUS: E tem muitos sonhos. Eles seguram você. Na verdade, eles trabalham contra você.

TIMOTHY: Verdade.

ADAMUS: Quais são eles? Quais são? [Adamus ri; Timothy pensa.]

LINDA: Timothy! Colabore.

ADAMUS: Um sonho...

TIMOTHY: Estou pensando.

ADAMUS: Você pode fechar os olhos e fingir que nenhum de nós está aqui.

TIMOTHY: Hum-humm.

ADAMUS: Vamos lá.

TIMOTHY: A maioria está na terra da fantasia quando eu escapo de onde estou.

ADAMUS: Tá, mas quais são eles? Com o que você sonha? O grande sonho desta existência, qual era? [Timothy pensa.] Desembucha.

TIMOTHY: Trabalhar em novas formas de energia. Esse é um deles.

ADAMUS: Ótimo. Ótimo. Que tipo de energia?

TIMOTHY: Conversões de energia.

ADAMUS: Conversões de quê?

TIMOTHY: Radioativa. Também temos a fotobiótica.

ADAMUS: E pra onde isso levou você?

TIMOTHY: Pra lugar nenhum.

ADAMUS: Ah-há, ha! Interessante. Ótimo. E não estou provocando você... sim, estou. Vamos ser sinceros.

TIMOTHY: É.

ADAMUS: Estou focando em você. Estou ajudando você, Timothy.

TIMOTHY: Eu sei. [Os dois riem.]

ADAMUS: Certo, o que mais? Você tinha outro. Vamos lá, eu sei o que era.

TIMOTHY: Muitos sonhos relacionados a espaçonaves.

ADAMUS: Isso, quais são eles?

TIMOTHY: Sair do planeta de alguma forma.

ADAMUS: Ótimo. Ótimo. Obrigado. E alguém já veio visitar você?

TIMOTHY: Zero.

ADAMUS: Ótimo. Obrigado. Obrigado.

Timothy, esses sonhos, na verdade, têm trabalhado contra você, e prenderam muita energia na sua vida. E, quando você se perguntar por que não funcionam, quando você se perguntar por que é tão difícil, você pode dar uma olhada nesses sonhos. Eles são como nuvens artificiais lá longe. São meio como, bem, a cenoura espiritual da Jean. São como uma enorme distração da realidade. Da realidade.

Agora, não pense na realidade só em termos do que está aí fora, mas em termos do que você está criando.

Estou caminhando com todos vocês, pisando em chão sagrado aqui, e adoro isso, e assim tem sido, porque vocês todos tinham sonhos. E a primeira coisa que vem à mente é, se pegarmos um apagador e apagarmos as espaçonaves, porque elas não são o que se pensa que são, e apagarmos o conceito do grande palácio de cristal... apagarmos isso; nós apagamos o “Vou criar Nova Energia” e vocês dizem: “O quê?! O quê?! Adamus, não temos que ter essas aspirações? Não temos que ter essas coisas? Você quer que fiquemos no nada?” Não. Quero que tirem a coisa da terra da fantasia, da terra do nenhum lugar e a coloquem bem aqui. Esse tem sido o problema.

Tem sido como um grande e confortável travesseiro colocar esse sonho vago lá longe [desenhando uma espécie de nuvem], em algum lugar, na dimensão X, e... Nada de bonequinho palito, só pessoas de massinha [desenhando um bonequinho]. [Risadas] E seguir pela vida com os sonhos lá fora, separados por um teto de cristal [fazendo um rabisquinho entre o bonequinho e a nuvem], mas mantendo eles lá. Tem sido meio complicado. Tem sido meio como uma isca. Vocês nunca têm que enfrentar a realidade dessa forma. Interessante.

E se, Timothy, e se dissolvêssemos esses sonhos? E se começássemos a criar na realidade, e eles fossem maiores do que um monte de espaçonaves ou maiores do que seus conceitos de nova energia? Mesmo esses conceitos eram limitados. Eram apenas sonhos. Eram reflexões. E se começássemos a cair na real, com tranquilidade, graça e simplicidade, e começarmos a fazer, em vez de apenas sonhar com a coisa? [Alguém faz “Humm”.] Humm. Um pouco assustador, de fato.

Por quê? Bem, há um pouco de ansiedade do desempenho – cavalheiros, vocês sabem o que estou querendo dizer [algumas risadas] – para aqueles que estão tentando inventar coisas, e elas não dão certo. As damas estão rindo aqui. O que você... Vou falar com o seu marido depois. [Mais risadas]

Havia essa coisa toda de: “Vamos deixar no estado de sonho porque, então, nós nunca vamos precisar torná-lo real.” E se trouxéssemos pra cá? E se criássemos, de fato, as coisas aqui e nos livrássemos desse estado vago, de sonho? Bem, há muita ansiedade. E se não der certo? E se vocês estragarem tudo? E se for mais uma coisa na lista de fracassos? Não estou olhando pra ninguém quando digo isso. E se for tudo makyo?(*)

(*) Nota Stela - makyo = distrações

A pergunta que tenho pra cada um e todos vocês agora é: Não vale a pena tentar, de qualquer forma? Não vale a pena dissolver essa terra dos sonhos, vaga, e começar, de fato, a criar a coisa aqui? Não vale a pena a possibilidade de falhar, de ser makyo, de que nada disso seja real? Não vale a pena quebrar ou dissolver esse teto de cristal de uma vez por todas? É um grande passo, mas é um passo pequeno.

É um grande passo, porque vocês vão estar chamando a si mesmos. Grande passo. Vocês vão engolir em seco e dizer: “Chegou a hora mesmo. Agora é a hora da performance, a hora da criação, a hora da energia.” E é um grande engolir em seco, porque é quase mais fácil deixar a coisa na terra de lugar nenhum e ir até lá só quando estão tendo um dia ruim. “Vou pensar nos meus sonhos vagos. Vou imaginar o que quer que sejam eles – salvar o mundo, talvez todos os golfinhos. Oh! Esse é o meu sonho. E se quiserem me dar dinheiro pelo meu sonho, pode ser.” Não, porque, vejam bem, vocês estão criando a não existência do dinheiro, porque vocês realmente não querem que o sonho se realize, de certa forma. Vocês não querem que ele venha pra cá. Vocês o mantém lá fora.

Agora, pode-se dizer que as dimensões distantes, que ficam meio que pairando em volta de algum lugar nas esferas Próximas da Terra, estão cheias de sonhos bobos. Vamos chamá-los do que eles são: sonhos de merda. [Algumas risadas] Sonhos tolos. Talvez não fossem tolos no início, mas são tolos agora. Tudo bem – Cauldre está me criticando por ser tão direto –, sonhos da Velha Energia. É isso. Eles foram encerrados na Velha Energia. Foram sonhados na Velha Energia, e agora não se aplicam mais, porque nada disso se aplica.

Outro sonho. Linda, microfone, por favor. Outro sonho.

Agora... Vamos fazer uma pausa aqui um instante. Vamos respirar fundo.

Estou destruindo os sonhos. Que droga. Vocês me contrataram. Vocês estão me pagando muito bem pra fazer... Não estão me pagando nada, na verdade. Na verdade, vocês não me contrataram. [Risadas] Eu que apareci. [Mais risadas] Expulsei o Tobias. E disse, sim, que ele reencarnou. É isso. [Risadas]

LINDA: Isto está sendo traduzido. Garanta... que é uma piada. Ha, ha, ha. Era para ser engraçado?

ADAMUS: Você decide.

LINDA: Não! Não foi engraçado!

ADAMUS: Você decide.

Então, aqui estou eu, chegando à essência, realmente... pode ser deprimente. Realmente pode ser deprimente. Os sonhos. Quais são os seus sonhos? Linda, qual é o seu sonho? Linda – Linda, Linda – Linda de Eesa traga o microfone para Linda de Beleza [Linda H.]. O seu sonho, Linda. O seu sonho. Você sabe qual é?

LINDA H: Não!

ADAMUS: Realmente.

LINDA H: Eu...

ADAMUS: Microfone na boca, por favor.

LINDA H: Ah, tudo bem.

ADAMUS: É, e... é. Ótimo. Continue.

LINDA H: Certo.

ADAMUS: Você não sabe qual é o seu sonho?

LINDA H: Bem, já tive muitos.

ADAMUS: Sim!

LINDA H: Um era eu ficar muito rica. Isso não aconteceu. Outro era ter uma saúde muito boa.

ADAMUS: Sei.

LINDA H: Isso não aconteceu.

ADAMUS: Realmente. E o que você ia fazer com riqueza e saúde?

LINDA H: Provavelmente é por isso que não as tenho, porque... [Ela ri.]

ADAMUS: Dãh!!

LINDA H: Não sei.

ADAMUS: Esse é um grande dãhhh! [Ele escreve “Dãh” no quadro.]

LINDA H: Mas...

ADAMUS: Não é tão difíc... nada disso é tão difícil assim. Vocês tendem a tornar isso... Não só você, mas todos vocês tendem a tornar isso difícil. Mas você não lembra do sonho.

LINDA H: Não me lembro mais de nada...

ADAMUS: Ah, interessante.

LINDA H: ... muito menos do meu sonho.

ADAMUS: Interessante. É. Você se lembra quem sou eu?

LINDA H: Oh, vagamente. [Algumas risadas]

ADAMUS: Que interessante. Não se lembra do sonho e, então, não tem dinheiro, nem saúde. Viu o que acontece? É essa grande nuvem de confusão e, Linda, não precisa ser assim. Vou lhe fazer uma pergunta difícil.

LINDA H: Tá.

ADAMUS: Por que você mantém a mesma gaiola de hamster, a mesma rodinha...?

LINDA H: Interessante você perguntar. Algumas noites atrás, eu acordei às três da manhã e vi uma matriz, e era a minha matriz, e era meio nebulosa e embaçada.

ADAMUS: Meio!

LINDA H: E comecei a ter pensamentos de “Minha nossa! Acho que ofendi aquela pessoa” ou “Não fiz o que essa pessoa... Essa pessoa quer que eu faça isso” e tudo mais. E etericamente finquei o pé e disse: “Foda-se. Não!” [Aplausos da plateia]

ADAMUS: Ótimo! Ótimo! Ótimo!

LINDA H: E eu não disse isso.

ADAMUS: Você disse.

LINDA H: Eu não disse.

ADAMUS: Eu ouvi.

LINDA H: Não digo isso...

ADAMUS: Vai estar no vídeo do mês que vem.

LINDA H: ... facilmente. [Risadas]

ADAMUS: E você sabe que vai ficar aquela repetição “Foda-se, foda-se”, sabe como é, “Foda, foda-se, foda, foda-se”. [Muitas risadas]

LINDA (de Eesa): Uou! Não escute isso, Vicki!

LINDA H: E eu disse: “Chega!”

ADAMUS: Ótimo!

LINDA (de Eesa): Ignorem isso!

ADAMUS: Ótimo!

LINDA H: Mas eu não contei pra você... Ah! A matriz que eu tinha se tornou um vaso de cristal e ficou limpa, e desde esse momento a minha vida está cheia de graça e tranquilidade. Agora, tudo bem, só se passaram alguns dias, mas de graça e tranquilidade. [Risadas e aplausos]

ADAMUS: Não importa. [Adamus ri.] Não importa.

Agora, vamos voltar um pouco. Posso entrar no pessoal com você? Obrigado.

LINDA H: Sim. [Algumas risadas quando ele pergunta e diz obrigado sem esperar resposta.]

ADAMUS: O sonho, o sonho – e o seu remonta lá de trás, lá, lá, lááá de trás; chamaremos de sonho atlante, porque podemos jogar a culpa de tudo nesses malditos atlantes. Viver com um grupo de pessoas numa comunidade muito segura; viver com esses que são mentais e querem uma consciência mais elevada. E, na verdade, parte do problema é que você vivenciou isso em Atlântida por um breve período de tempo. Viver com esses que podem literalmente sintonizar o mundo exterior, ter o próprio nirvana aqui na Terra. Um sonho legal. Um sonho velho. Tchau-tchau, sonho.

LINDA H: Oh, passei por isso algumas vezes nesta existência.

ADAMUS: Só nesta existência!? Minha querida, você fez isso quase em todas as existências desde então. E você se confundiu no decorrer do caminho.

LINDA H: Sim!

ADAMUS: E esse sonho – você teve algumas experiências engraçadas –, mas você teve esse sonho de volta nos tempos de Yeshua. Viver com os essênios, e foi tipo: “Oh, esta é a sociedade perfeita.”

LINDA H: Sim.

ADAMUS: E parte do sonho era você ser a mãe chefe desse grupo todo, ser a matrona do grupo e a consoladora... Minha cara Linda, chega.

LINDA H: Sim.

ADAMUS: Chega. Foi interessante.

LINDA H: Chega.

ADAMUS: Mas o que aconteceu é que você teve a experiência em Atlântida com uma comunidade legalzinha e então colocou a coisa no reino dos sonhos ou no reino da esperança e a coisa ficou presa lá fora, quase inatingível, quase impossível. Você tinha um ideal elevado pra isso que quase não seria possível aqui na Terra, mas ainda assim você o perseguia como um cão atrás do próprio rabo. Você perseguiu isso existência atrás de existência – uma grande ilustração –, existência atrás de existência, e todo o tempo o sonho só ficou mais e mais distante, cada vez mais distante.

LINDA H: Sim.

ADAMUS: Por quê? Bem, você queria proteger o sonho. Você não queria que ele se poluísse com energia terrena, então, você o colocou lá longe, até que em determinado ponto parte de você disse: “Esse sonho nunca vai se manifestar aqui. Talvez eu tenha que – ha-rram – morrer pra alcançar esse sonho.” E então o que você faz? Quando os sonhos se tornam inacessíveis – essa é uma boa palavra pra eles, sonhos inacessíveis –, então, tudo mais começa a apagar. O dinheiro, a saúde, os relacionamentos. Você se apega, em nome da vida querida, a algumas coisas que já tinha largado, e você se apega aos sonhos.

LINDA H: Muitas vezes quando eu sentia que era muito impossível, eu achava que seria mais fácil morrer do que passar por isso.

ADAMUS: Sim. E você se agarrou aos sonhos. Os sonhos meio que a mantiveram seguindo em frente, mas não realmente vivendo.

LINDA H: Sim.

ADAMUS: Grande questão. Agora, para todos vocês, sintam... Obrigada, Linda. Eu te amo.

LINDA H: Obrigada.

ADAMUS: Sempre te amei.

LINDA H: Obrigada.

ADAMUS: Uma vez fiquei muito zangado com você. [Algumas risadas]

LINDA H: Bem, eu só digo...

ADAMUS: Mas ainda amo você. [Adamus ri.]

LINDA H: Só digo que já fiquei extremamente irritada com você muitas vezes.

ADAMUS: Oh, bem, certamente. [Alguns aplausos] Sim. Linda, teria algo errado na criação se você não ficasse irritada comigo, ou com outros.

LINDA H: Bem, eu tive uma conversa com você na noite passada, bem, quase hoje de manhã.

ADAMUS: Sei.

LINDA H: E...

ADAMUS: Eu estava lá? [Algumas risadas]

LINDA H: E eu disse pra você que se fizesse isso hoje, eu ia... é.

ADAMUS: Sei.

LINDA H: Eu nem me lembro o que eu ia fazer!

ADAMUS: Você vai mandar a Aandrah vir pra cima de mim?
[Adamus ri, porque Aandrah está bem na frente dela.]

LINDA H: É! Eu ia fazer uma coisa que não lembra mais o que é. Mas estou dizendo agora. [Ela ri.]

ADAMUS: Estou vendo os olhos da Aandrah me fulminando: “Seja gentil, Adamus. Seja gentil.”

LINDA H: Não.

ADAMUS: Estamos só chegando na essência hoje aqui.

LINDA H: Está certo.

ADAMUS: Estamos chegando na essência.

LINDA H.: Eu estou chegando na essência.

ADAMUS: Isso. Ótimo. Ótimo. Então. Obrigado. Obrigado.

LINDA H: Obrigada.

ADAMUS: Os sonhos. Eles não se aplicam mais, lá fora. Os sonhos, vocês os mantiveram num estado inacessível. Vocês nunca vão trazê-los pra cá. Era a cenoura espiritual. Era a distração, um engano, e, de certo modo, meio que os impediu de viver de verdade.

O que era o seu sonho? Pensem um instante nele. Ou sonhos. Podem ser múltiplos. O que eram? Poderiam ser algo muito prático. Abrir um centro de massagem. E não estou dizendo que é algo negativo. Só estou dizendo que, se não fizerem a coisa agora, se não realizarem seu sonho, significa que o colocaram em outro lugar, que ele está inacessível, e amarrado com uma tremenda quantidade de energia de vocês, amarrado com uma tremenda parte do coração de vocês, dos recursos de vocês, das esperanças de vocês.

O que eram os seus sonhos?

[Pausa]

E há realmente uma boa chance de estarem meio turvos. Meio turvos. Podem não se lembrar muito bem deles. É o que acontece quando esses sonhos ficam muito inacessíveis, em outro lugar.

Quais eram os seus sonhos? A grande visão... Sim?

[Pausa]

Todos pensem um instante. Quais eram os seus sonhos?

VERITA: Bem, é engraçado você falar sobre isso. Este é o primeiro Shoud que pude vir e estar aqui em pessoa, e essa é uma coisa com a qual tive que lidar nos últimos meses. Então, é perfeito.

ADAMUS: Engraçado como as coisas acontecem.

VERITA: Bom, acho que me toca emocionalmente falar sobre isso, porque, como muitos de vocês acham, eu acho que todos nós somos sonhadores e, em parte, é a razão pela qual estamos aqui. Temos o sonho de sermos os primeiros Standards e, bem, como fazemos isso, e... [Ela suspira e faz uma pausa.]

As palavras me fogem. Meus sonhos. Tive tantos, e acho que tem o medo de aquilo que faço não ser suficiente ou, veja, é o rigor com que eu me cobro por não me aceitar. Eu queria ser cantora. Queria orientar as pessoas e projetar a luz no mundo, todas as coisas sobre as quais você falou – ajudar os outros, ser Standard, ser artista, me apaixonar por mim mesma, me apaixonar por alguém – e estou fazendo isso. Estou começando a me apaixonar por mim mesma. Acho que é o primeiro passo.

ADAMUS: Você disse as palavras, mas sinto um vazio.

VERITA: Eu sei. [Alguns risos]

[Pausa; ela começa a chorar.] Já faz tanto tempo.

ADAMUS: É.

VERITA: Não sei se vem de Atlântida ou de antes de Atlântida. Só sei que sinto como se...

ADAMUS: Realmente não importa.

VERITA: Não, mas estou buscando há tanto tempo, e...

ADAMUS: E uma das coisas que você faz, e outros também, é cair nessa armadilha de dizer: “Talvez eu esteja errada quanto a isso. Talvez meus pensamentos precisem ser ajustados ou reprogramados. Talvez eu precise dizer mais palavras positivas ou talvez eu precise...” Você entra nessa e fica dizendo pra si mesmo o que está fazendo de errado, é claro. É isso. E você continua dizendo: “Mas eu tenho que ser seja lá o que for. E estou errada quanto a isso.” E isso afasta ainda mais esses sonhos e provoca mais pesar, frustração e falta de alegria na vida, e leva à falta de abundância e leva a, oh, relacionamentos ruins, e todo o resto.

VERITA: É, tenho tudo isso. [Ela ri.]

ADAMUS: Eu sei. É. Leva a tudo isso. E é por isso que hoje, em nosso primeiro Shoud da Nova Energia, quero resolver a questão dos sonhos e dar uma boa olhada neles.

Vejam, os sonhos estão lá fora em algum lugar em outra esfera. Vou propor algumas coisas. Antes de tudo, particularmente no próximo mês, tentem ficar conscientes do que era o sonho, porque a maioria deles ficou tão empoeirada, ficou tão escondida ou perdida, que vocês nem mesmo se lembram o que era. Tem alguma coisa, vocês sabem. Tem, mas muitos de vocês esqueceram o que era. Pode ser algo bem prático. Pode ser brilhar a luz no mundo. É um sonho legal, mas... Por quê? Por quê? Pra que o mundo mostre isto aqui pra vocês. [Ele “levanta o dedo médio”.] E é o que as pessoas fazem. Brilhe sua luz e elas mostram o dedo pra você. [Risadas] “O que está tentando fazer?! Hãh!?” [Algumas risadas] É. É verdade. Apenas brilhe a sua luz. Não para o mundo. Apenas brilhe a sua luz. Em outras palavras, sem agenda.

Assim, vocês seguraram os sonhos lá longe. Eles tinham como base a Velha Energia. Estamos limpando o chão. Digamos que esses sonhos contêm muita energia, seja energia de esperança ou de perda, seja de realização ou falta de realização. Não importa o que seja, é um monte de energia agora que está presa. Lá fora noutro lugar. Está realmente nublado e é... Vocês nem sabem onde está.

Proponho que deixem a nuvem começar a chover essa energia na sua vida. Isso fará o seguinte: dissolverá a nuvem, o mistério, a turvação das coisas; trará o sonho dessa esfera pra cá, e quando fizer isso também vai ajudar a acabar com o teto de cristal que está lá, como se o derretesse, pois o teto de cristal é como açúcar cristal, e vai começar a se desfazer; e trará a energia – não o sonho original, mas de fato a energia – pra esta realidade, porque este ano trata-se de trazê-la pra cá, não mantê-la lá. E vou ficar chamando a atenção de vocês, este ano, se ficarem mantendo a coisa lá noutro lugar. É hora de trazer tudo pra cá, incluindo a sua divindade. Vou falar sobre isso também.

É hora de deixar chover sobre vocês. Nada de guarda-chuvas pra se proteger. [Adamus desenha um guarda-chuva perfeito e alguém diz: “Bom trabalho.”] Obrigado. [Algumas risadas]

Nada de guarda-chuvas. Deixem que chova em cima de vocês, e permitam-se sentir essa chuva. Podem imaginar, quando estão tomando banho, só pra usar a simbologia aqui dessa nuvem, dos sonhos, que representa não só a confusão, mas a massa e a distância, porque as nuvens estão lá longe noutro lugar. Deixem que essa nuvem comece a chover em cima de vocês com toda essa energia, lavando o sonho inacessível e trazendo a energia como uma criação acessível nesta realidade. Não o velho sonho, mas a paixão.

Daí, vocês dizem: “Agora, substituímos isso pelo quê?” Vai estar no momento. Não vamos começar a criar nuvens num nível mais baixo ou nuvens inacessíveis mesmo que estejam bem ao seu lado. Vamos seguir além desses velhos sonhos.

Uma razão muito importante é que isso libera muita energia. Libera vocês. Permite que vocês agora criem nesta realidade. Uma tremenda quantidade do seu eu ficou investida lá longe, noutro lugar, até o ponto de vocês não estarem, necessariamente, nem mesmo vivendo aqui. Chegou ao ponto onde vocês nem mesmo criavam mais aqui. Coisas incríveis podem ser criadas, se vocês quiserem. Coisas simples podem ser criadas. Mesmo não criar nada, se não quiserem. Depende totalmente de vocês. Mas a coisa vai estar acontecendo aqui, não lá fora.

Assim, estou chutando os sonhos pra fora da toca. Realmente estou, e não estou dizendo pra trazerem o sonho pra cá; estou dizendo pra dissolverem o sonho e começarem a criar, ser, fazer, aqui. Bem aqui.

Então, depois de deixarem esse sonho se dissolver, chover em cima de vocês, então, se um dia vocês acordarem e disserem “Quero criar algo com uma natureza mágica, da Nova Energia”, o que quer que seja, então, estará bem aqui, Timothy. Vocês gastaram muitas existências com isso ficando lá longe. Muitas existências. Grande parte do seu eu ficando amarrado lá fora. Vamos trazer isso pra cá. E não o velho sonho, mas o que quer que vocês queiram neste momento do Agora.

Quero que ouçam isto claramente. Não estamos tentando trazer os velhos sonhos pra cá, porque eles são sonhos velhos. Na Nova Energia, eles podem ser mais... acho que vocês chamariam de grandiosos... bem mais satisfatórios, bem mais repletos de graça e tranquilidade. Vocês os trazem pra cá e eles vão atrair muito mais energia.

São muitos potenciais incríveis, mas os potenciais também estão amontoados nessa nuvem com esses velhos sonhos.

Vamos respirar fundo.

Um Merabh para Liberar os Sonhos

Vamos fazer um pequeno merabh. [Alguém grita “Yeah!”] Yeah. Hora de dormir. [Ele ri.]
Então, John, podemos ter uma musiquinha? A linda música de Anders.

Não é interessante o novo CD se chamar “Dream of the Blue Whale” (Sonho da Baleia Azul)? Hummm. E nós aqui liberando esses sonhos.

Vamos respirar fundo.

Na verdade, requer que o humano seja muito corajoso e lindo pra deixar ir os sonhos. Todo humano tem sonhos. Talvez não como os de vocês, mas eles têm. Os deles talvez sejam bem mais limitados. Os de vocês eram grandiosos. Bem grandiosos.

Vamos respirar fundo.

Os sonhos, alguns deles, são tão lindos [a música começa], mas estão realmente prendendo vocês. Alguns sonhos, tão protegidos por vocês, se tornaram totalmente inacessíveis. Por que vocês iriam querer que sonhos tão lindos ficassem sujeitos aos abusos desta realidade? Assim, vocês os mantiveram lá longe.

E será que a sua divindade não era parte desse sonho? O eu inacessível?

[Pausa]

Um sonho muito velho de um amor muito distante pelo que vocês chamaram de eu superior, a sua divindade. Será que a sua divindade realmente não estava lá fora nas nuvens noutro lugar? Um grande sonho...

Quando os dias ficavam difíceis, vocês diziam: “Ah, essa divindade está lá em algum lugar. Um dia, ela vem pra cá me resgatar.”

E, como ela não vinha, vocês empurravam esse sonho da sua divindade um pouco mais pra longe. “Bem, talvez ela esteja realmente ocupada agora. Talvez eu não esteja pronto. Talvez eu tenha lições pra aprender.” Vocês empurraram o sonho do divino cada vez mais pra longe.

O sonho do divino tinha como base os velhos conceitos espirituais, alguns velhos mistérios lindos, mas velhos. O sonho do divino tinha como base a consciência da dualidade. Uma dualidade bem mais pesada do que ela é agora.

[Pausa]

O sonho de si mesmo como um anjo... 
e uma promessa de que o anjo viria algum dia com a salvação.

Cada vez mais longe esse sonho ficou.

[Pausa]

Numa dinâmica muito estranha, quanto mais longe ele ficava, mais vocês se prendiam ao sonho, mais presos vocês ficavam a esse sonho.

[Pausa]

O mínimo de vocês estava disponível aqui.

[Pausa]

Se puderem, se estiverem prontos, deixem ir o sonho.

[Pausa]

Um sentimento muito estranho se sobrepõe a vocês, que dizem: “Sem o sonho, o que eu sou? Sem o sonho, o que resta?”

Uma sensação de vazio... de escuridão... de tristeza...

O sonho tem sido, de certa forma, aquele amigo, uma distração.

Vocês dizem: “Sem o sonho, como posso sequer continuar?”

Mas eu pergunto a vocês, com esse sonho inacessível, como vocês podem continuar?

[Pausa]

O verdadeiro sonho é estar aqui. 
O verdadeiro sonho é estar desperto... consciente... soberano... capacitado... bem aqui.

[Pausa]

Estamos no dia 5 de janeiro, aqui, em Coal Creek Canyon; o ano, 2013. É uma consciência inteiramente diferente. Aquele velho sonho... aquele velho sonho não se encaixa aqui.

Respirem fundo ou... deixem que a respiração respire vocês. 
Isso é graça. É graça. Deixar a respiração respirar vocês.

Meus queridos amigos, vamos voltar a isso este ano, de modo que o sonho não seja mais uma ilusão, de modo que ele esteja na realidade, e seja a sua vida.

Vamos respirar fundo agora.


Ah! Vejo que não nos estendemos hoje.

Vamos respirar fundo.
Inspirar toda a energia desse sonho liberado... inspirar a liberdade. Ir além do sonho, em direção à liberdade.

Que título maravilhoso!

E, com isso, eu lembro a vocês, eu sou o Adamus mais gentil, mais delicado, mais compassivo, e tudo está bem em toda a criação.

Feliz nova era.

Obrigado. Obrigado. 
[Aplausos da plateia]



Tradução de Inês Fernandes – mariainesfernandes@globo.com
Os materiais do Círculo Carmesim com Tobias, Adamus Saint-Germain e Kuthumi lal Singh têm sido oferecidos gratuitamente desde agosto de 1999.
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