domingo, 13 de março de 2016

7 COISAS QUE APRENDI COM KUNG FU PANDA 3


7 COISAS QUE APRENDI COM KUNG FU PANDA 3
Por Gustavo Tanaka

Ontem eu matei o trabalho.
Era dia de semana, mas mesmo assim resolvi tirar o day off.
Fui ao cinema assistir Kung Fu Panda 3.


Inicialmente queria apenas esvaziar a cabeça e ver uma animação para precisar pensar menos.
Engano meu!

Um filme com uma sabedoria incrível e que me trouxe muitos insights!
Escrevo esse texto pra compartilhar aqui.

Pra quem ainda não conhece a história e não assistiu o filme, Po é o personagem principal. Um panda bastardo que foi criado por um ganso numa vila onde não existem pandas. Apesar de ser todo estabanado e considerado imaturo por ser brincalhão demais, ele é o maior lutador de Kung Fu da China e recebe o título de Dragão Guerreiro.

Nesse filme, Po recebe a missão de ser o mestre que vai cuidar do templo e ensinar Kung Fu a todos os outros mestres. Ele vira o mestre dos mestres.

Só que Po não sabe ensinar. E ter que ensinar o colocar numa crise de identidade. Nesse momento, seu pai biológico aparece e ele, que nunca havia visto um outro panda, descobre que existe uma vila secreta de pandas.

Para proteger sua cidade, ele precisa redescobrir o que é ser panda e para isso vai conhecer os seus semelhantes.

Agora os insights.

1- Se reconectar com sua tribo e seus semelhantes.

Quando Po vai para essa vila secreta, ele se reconecta a uma família que sempre esteve lá esperando por ele.

Ele se sente em casa. Não se sente mais um estranho. Não se sente um extraterrestre.

Esse é o comentário que eu mais escuto de pessoas que entram em contato comigo após ler alguns de meus textos ou participam de algum encontro que promovemos.

Quando você encontra quem pensa igual a você e sente o mundo igual a você, você não se sente mais sozinho.

Eu escrevi sobre isso no artigo "Hora de encontrar sua tribo"

2- Aceitar o que você sempre sentiu

Po começa a viver com outros pandas e vê que eles fazem coisas que ele sempre sentiu que poderia fazer, mas não se permitia fazer por convenção de sua sociedade.

Ele sempre sentiu que poderia comer mais e que poderia comer com as mãos ao invés de usar palitinhos.

Seguir o que os outros faziam o limitava. E ele não estava sendo quem ele era de verdade. Quando ele descobre que os outros pandas comem assim, é libertador.

Eu sempre senti que poderia escrever.
Mas eu achava que precisava ser alguém de sucesso antes de começar a escrever.

Eu sempre senti que poderia seguir o coração e que havia uma voz interior que me guiava.
Mas eu não me permitia acreditar nisso.

Quando eu comecei a aceitar essas coisas que vinham de dentro e comecei a seguir, eu comecei a ser quem eu sou de verdade.

E aí minha vida mudou por completo.

3- Você precisa saber quem você é para ensinar

Enquanto Po vivia sua crise de identidade, ele não era capaz de transmitir nada a ninguém.
Isso é uma coisa que eu sinto muito forte na minha vida. Quando eu estou em paz comigo mesmo e tenho clareza de quem sou, eu consigo transmitir alguma coisa. Nos momentos em que me desconecto, eu não consigo passar nada.

Quando me esqueço de quem sou de verdade, me identifico com a forma e com um personagem que comecei a interpretar e as coisas não fluem bem.

4- Quando você muda, seu entorno muda

Quando Po começa a se descobrir, ele assume seu poder. E ao se transformar, as pessoas que estão ao seu redor começam a se transformar automaticamente. Elas começam a se empoderar acompanhando seu empoderamento.

É como aquele efeito na água quando você joga uma pedra e as ondas começam a se espalhar de dentro pra fora.

Para mudar os outros, não diga para eles o que devem fazer.
Mude você.

Quando você muda, você influencia os outros naturalmente.

5- Buscar o caminho de menor esforço

Para um panda, caminhar é um esforço. Então eles rolam pela montanha, ao invés de caminhar. Po nunca soube disso. Quando ele começa a rolar ele tem dificuldades e se machuca o tempo todo.

Então seu pai te dá um conselho: "Deixe a montanha te mostrar o caminho de menor esforço."
É isso que a vida consegue nos mostrar. O caminho de menos esforço.
Por onde seguir, por onde caminhar, por qual trilha rolar…

Esse é o fluxo.
O caminho de menor esforço.

6- Você pode ser muitas coisas.

Po não sabia se era um panda, não sabia de quem era filho, não sabia se era um guerreiro, se era um professor, se era mestre do chi. Não sabia o que ele deveria ser.

Mas quem disse que ele precisa ser uma única coisa.
Ele era todas essas coisas.

Recentemente eu me encontrei nesse mesmo questionamento. Eu faço muitas coisas ao mesmo tempo e comecei a me questionar sobre qual chapéu deveria usar. Sou empreendedor, escritor, palestrante, executor, planejador, mentor, sonhador?

Que tal um pouco de tudo isso?
Depois de ver esse filme consegui me aceitar melhor como um pouco de tudo isso.

7- Ensinar é conseguir fazer o outro ser quem é de verdade

Po somente conseguiu ensinar quando entendeu que não tinha que passar conhecimento, técnicas ou ensinamentos como os outros mestres fazem. Ele somente precisava permitir que os outros pudessem ser quem são de verdade.

Quando cada um começa a usar suas habilidades e talentos naturais, eles se tornam verdadeiros guerreiros. E o melhor, sem esforço.

Eles não precisam daquela disciplicna e de anos de treinamento.

Quando você passa a usar suas habilidades, você entra no fluxo.
E a vida deixa de ser um esforço.

O que sinto hoje é que existe gente muito da luz em Hollywood. Por trás de filmes como esse, existe gente desperta e cheia de sabedoria, preparando esses materiais para plantar sementes de luz no mundo.

Bonito de se ver, né?

Gustavo Tanaka

Por favor, respeite os créditos ao compartlhar
De Coração a Coração
http://stelalecocq.blogspot.com/2016/03/7-coisas-que-aprendi-com-kung-fu-panda-3.html
Fonte - https://medium.com/@gutanaka/7-coisas-que-aprendi-com-kung-fu-panda-3-e7ad883fba4e#.l9k6oq50b

LUZ!
STELA



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3 comentários:

  1. Estou igual ao PO nesse momento.. Esse texto veio para uma reflexão profunda.

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  2. Maravilhoso texto! Vou ver o filme também! Luz e paz

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