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sábado, 21 de julho de 2012

MYTRIA/MYTRE - ABERTURA DO PORTAL


ABERTURA DO PORTAL 
MYTRIA/MYTRE
Por Suzanne Lie Em 19 de julho de 2012





PERCEBER A REALIDADE A PARTIR DO INTERIOR

Acordei as duas últimas manhãs com a mensagem de "Perceber a realidade a partir do interior".

Eu deixei o último episódio da continuação da história de Mytria com ela dizendo: "Finalmente chegou o dia que eu sabia que era o AGORA de abrir o Portal".

É o meu AGORA de abrir o Portal para o Ventre da Mãe?
Claro, a resposta é sim porque EU SOU Mytria em outra realidade.

Eu não sei se essa realidade é "real" para todos, mas EU SEI que essa realidade é real para mim e para aqueles com quem eu compartilho esse mundo.

Como meu pensamento multidimensional está começando a prevalecer sobre meu pensamento tridimensional, o tempo está indo embora, "deve" e "deveria" estão indo embora e o medo já foi há tempos. Pelo menos, o medo foi embora neste AGORA.

E também, a linha consistente que dividia o que é real do que não é real desapareceu.

Se eu olhar através do meu Terceiro Olho, o que não faço enquanto caminho ou dirijo, eu vejo inúmeras outras realidades convidando-me para visitá-las.

Entretanto, meu AGORA é AQUI no corpo da Terra em ascensão.

Felizmente, desde que não existe tempo, não existe espera. Somente há escolhas. Dentro deste AGORA eu ainda estou me lembrando de como operar simultaneamente em múltiplas realidades. De fato, eu frequentemente tenho que ter cuidado para não sair voando do meu corpo antes de ser o AGORA da ascensão. Andei ouvindo de muitos outros que eles também têm problemas com permanecer aterrados no físico.

Quando nós percebemos a partir do interior, nós vemos e interpretamos a realidade a partir do nosso EU Essência, que é o nosso Corpo de Luz Multidimensional. Por outro lado, quando nós percebemos a realidade através de nossos cinco sentidos físicos, nós vemos e interpretamos a realidade através da Matriz 3D. 

A Matriz 3D é a Notícia de ontem para nós. Nós estamos entediados com o trabalho duro, o conflito, a dualidade e o medo. Nós estamos prontos para o amor incondicional, a unidade com toda a vida e a vida no Fluxo.

Outra coisa que está acontecendo é que a minha vida dos sonhos, meu Eu 4D, está fluindo para a minha vida desperta. Na verdade, na noite de 17 de julho de 2012 eu tive um longo sonho com o meu cartão de crédito do Banco ****. Eu não gosto desse cartão, então ele fica na gaveta. Portanto, não fazia ideia de por que havia sonhado com esse cartão de crédito.

Na manhã seguinte, abri o site The 2012 Scenario (O Cenário de 2012) e encontrei: "Escândalo do Banco ****: Executivo se retira. O Banco ajudava os Senhores da Droga Mexicanos, Estados Degenerados e 'Terroristas'".

Foi nas duas noites seguintes que recebi a instrução de despertar: "Perceber a realidade a partir do interior". Talvez o sonho do Banco **** estivesse me mostrando que as mensagens em meus sonhos eram uma realidade no meu mundo desperto?

Minha vida como Mytria definitivamente é dentro de mim, e eu estou percebendo a realidade através dos olhos dela. Eu também estou seguindo minha orientação interior e procurando ouvir a Mãe. Portanto, acho que também é o meu AGORA de abrir o Portal para o Ventre da Mãe.

Já que você também está lendo isto, deve ser o seu AGORA também.


ASCENSÃO PLEIADIANA


ABRINDO O PORTAL
MYTRIA CONTINUA

(Continuação da Mensagem "A Percepção da Perfeição")

Na manhã após eu sentir o AGORA para abrir o Portal, eu acordei antes do sol nascer. Eu não tinha planejado acordar essa hora, então deve ter sido meu Espírito quem tomou essa decisão. Imediatamente eu soube que seria um dia sagrado. Portanto, após me lavar, me vestir e tomar um pouco de água, eu fui para a minha rocha especial logo acima do meu acampamento para ver o Sol nascer.

Assim que subi na rocha, entrei em uma meditação profunda.

Mesmo quando senti o calor dos primeiros raios de Sol em meu rosto, eu mantive meus olhos fechados. Então, com meus olhos físicos fechados, eu vi o Sol nascer com meu Terceiro Olho. Que visão gloriosa foi!

Através do meu Terceiro Olho, eu consegui perceber cores que eram invisíveis para a minha visão física. E também eu podia sentir a frequência mais alta desses raios logo acima do meu coração. Lembrei-me de um "mito" antigo que estudamos no Templo sobre a existência de um Coração Superior logo acima de nosso coração físico.

Olhar para o nascer do sol através do meu Terceiro Olho abriu meu Coração Superior?

Não pude pensar nessa questão, pois, instantaneamente, meu corpo começou a tremer tão vigorosamente que eu quase caí da rocha. Eu senti a energia se originar na base de meu próprio ventre e subir pela minha espinha. A energia era quente, então fria e então quente de novo.

Eu estava tremendo tanto que mal podia ficar consciente, quando eu ouvi: "Puxe a energia para a sua Essência!". Eu não tinha certeza de como fazer isto, então imaginei que podia inspirar a energia para o meu Coração. Gradualmente a energia se acalmou, como a água que encontrou um lugar na terra que poderia comportar seu fluxo.

Agora meu corpo começara a ondular ao fluxo de energia, que parecia ser dirigido por minha respiração. Eu desacelerei minha respiração para acalmar minha mente, inspirando longa e lentamente e expirando numa duração duas vezes maior que a inspiração.

Foi quando senti o Rio da VIDA fluindo através de meu Coração.
Porém, não era um rio de água.
Era um rio de luz.

Conforme a luz do Sol se elevou mais no céu, o topo de minha cabeça começou a brilhar e pulsar.

Eu podia sentir a luz do sol entrando no topo de minha cabeça. Como água de um mar, o Mar Cósmico, a luz de cima interagia com o Fluxo da luz da base de minha espinha. Do topo de minha cabeça até o meu Coração Superior, eu podia sentir as duas fontes de luz interagindo e misturando-se.

Eu observava dentro da minha forma, como se eu estivesse olhando através de um Portal.

Sim, o primeiro Portal que eu tinha que abrir era o Portal para o meu EU, a minha própria Essência.

Passei o dia todo sentada lá, sem beber, comer e mal me mover. Não sei como fiz aquilo. Na verdade, não consegui fazer isso desde então. Porém, naquele dia, eu consegui me entregar completamente. Eu não tenho certeza a que eu me entreguei, mas isso mudou minha vida para sempre. Talvez eu tenha me entregue ao meu Destino.

Quando o sol começou a se pôr, eu podia sentir que sua grande luz fluíra por toda minha espinha, até a base. Quando o Sol se pôs totalmente, eu deitei na rocha e dormi até a manhã seguinte.

Outra vez eu despertei antes do sol nascer, mas desta vez eu estava com muita fome. Porém eu não tinha certeza se eu conseguiria andar, muito menos descer da rocha, então permaneci ali até haver luz adequada. Estiquei meu corpo e tentei me lembrar do que acontecera no dia anterior. Não, eu não podia me lembrar de nada, pelo menos ainda não.

A última coisa que eu podia lembrar é de subir na rocha e começar a meditar. Então minha mente ficou em branco. "Chegará para você, conforme você estiver preparada para utilizar." Eu ouvi aquela voz interior familiar. Eu aprendera a confiar completamente nessa voz. Portanto, levantei-me lentamente e com cuidado desci da rocha.

Quando cheguei ao meu acampamento, caí na lagoa de roupa e tudo e fiquei ali por horas. Finalmente a fome me forçou a sair do meu útero de água, pois, realmente eu havia renascido. Sair da lagoa e tentar ficar em pé e caminhar fez-me sentir como uma criança. Era como se alguém mais estivesse no controle do meu corpo. Porém, esse alguém era tão carinhoso, amável e paciente que estava tudo bem.

Quando fui comer, percebi o primeiro modo como eu mudara. Eu não achava nada que meu corpo aceitava como alimento, com exceção da água. Portanto eu bebi muita, muita água. Finalmente encontrei algumas ervas que eu havia secado e as preparei como chá. Meu novo corpo aceitou o chá também. Eu começara a entender como importante e completo esse processo de renascimento fora.

Nos poucos dias seguintes encontrei alguns nutrientes que meu corpo aceitava. Todos eles tinham de vir da terra, tal como certas folhas e flores. Eu precisava confiar em meus instintos para garantir que não estava comendo algo venenoso. Felizmente minha forma atualizada estava completamente integrada com a terra e sabia o que comer e o que não comer.

Logo eu perdi todo o sentido de tempo e eu ficava desperta durante o dia ou a noite por muitas ou apenas por poucas horas. Não havia ninguém de quem cuidar e nada para fazer. Então, eu podia acolher completamente meu processo e seguir toda a minha direção interior no AGORA exato em que a recebia.

Eu sabia que meu corpo estava mudando em ressonância porque eu podia perceber coisas que eu nunca pude perceber antes, tal como a aura ao redor de cada planta. Era a aura das plantas que me diziam se eu podia ou não comê-las. Se a aura era de azul a violeta, estava tudo bem comê-la. Porém, se a aura era de verde a vermelho, eu não podia comê-la. Gostei dessa nova habilidade de ver a ressonância de toda vida e eu caminhava pelo meu acampamento inteiro observando todas as auras.

No fim, caminhei além da área do meu acampamento e me encontrei no Lago onde conheci Mytre. Eu evitava o Lago, pois me provocava muita tristeza estar ali. Mas agora o lago me trouxera alegria e eu passei a maior parte do dia nadando e relaxando na água. Quando o Sol baixou no horizonte, eu soube que era hora de voltar.

Eu estava caminhando na mesma margem em que caminhava naquela noite que conheci Mytre quando vi uma figura ali. Parecia muito com Mytre, mas eu sabia que era impossível. Apesar disso, eu corri para onde a figura estava para, de repente, ser abraçada pelos braços fortes do meu amado.

Comecei a chorar de alegria porque eu sentia seus braços físicos ao meu redor.

Ficamos juntos como um ser pelo que pareceu a eternidade, até que eu o ouvi dizer:

"Não estou realmente aqui agora. Esta é a minha Projeção Astral".
Afastei-me dele desapontada e brava.

"Mas você parece tão real. Como pode ser?"

"Não fique brava, meu amor, nós fizemos este acordo durante o seu despertar."

Eu não podia me lembrar de acordo algum, mas eu nunca soube que ele mentiria para mim.

"Ah, Mytre, você está tão poderoso. Estou orgulhosa de você, meu amor. Quanto tempo você consegue permanecer assim?"

Mytre sorriu e disse: "Eu não sei, mas fui instruído para levar você para a Rocha Sagrada à meia-noite".

"A Mãe chamou você também?", eu perguntei.

"Você me chamou, e é por isso que tive de aprender esta habilidade de teletransporte. Era uma necessidade tão grande que eu tinha de segurar você em meus braços que eu me forcei a abrir o DNA latente que continha esta habilidade inata."

"Sim.", eu disse, "E eu jamais teria feito esta jornada se não estivesse longe de você. Aquilo que vimos como um desastre, na verdade, era o nosso destino."

Caminhamos de braços dados até a Rocha Sagrada e ficamos na frente dela até que os últimos raios de Sol desaparecessem no horizonte. Tínhamos muitas horas antes da meia-noite, então nos sentamos abraçados e contamos um ao outro tudo que havia nos acontecido desde que fomos separados. O tempo em que ficamos juntos pareceu a eternidade, ainda que também fora bem curto.

Quando deu quase meia-noite, a imagem de Mytre começou a aparecer e a desaparecer. Nós sabíamos que nosso tempo juntos estava quase acabando. Ele viera para me assistir na abertura do Portal, minha iniciação, e eu estivera em sua iniciação para se teletransportar tão longe e por tanto tempo.

Quando era quase meia-noite, nós nos abraçamos apertadamente. Sua forma começou a piscar, como se ele estivesse perdendo a conexão. De fato, ele disse que estava perdendo a conexão com sua forma física e teria de partir naquele momento ou prejudicaria severamente seu corpo. Eu o liberei com um beijo final, dei as costas a ele e fiquei de frente para a Rocha Sagrada.

Eu sabia que ele tinha ido embora, mas nossa conexão de coração havia se fortalecido. Eu podia sentir em meu Coração Superior que ele dera a coragem e a confiança de que eu precisava para abrir o Portal. Com minha mente em paz e meu coração cheio de amor, eu reverenciei a Rocha Sagrada e a toquei com a palma da minha mão direita.

Imediatamente senti a minha conexão com o Portal. Mantendo minha mão na Rocha, fui me aproximando mais e mais até que fiquei a centímetros de sua superfície. Lentamente baixei minha mão e aproximei-me mais até que os dedos dos meus pés tocaram a Rocha. Então fui me inclinando até que meu coração tocasse a Rocha.

Ouvi um ruído e senti uma leve brisa que parecia vir da Rocha.
Esperei até a brisa se tornar vento e o vento se tornar uma corrente.
O som era tão alto que quase feriu meus ouvidos, mas eu não me mexi.

Fechei meus olhos para enxergar melhor pelo meu Terceiro olho e descobri uma luz que vinha do centro da Rocha. Toquei esta luz e senti minha mão entrando na Rocha. Com minha mão na frente de mim, eu dei um primeiro passo para a Rocha e através do Portal.

Foi então que o som ficou tão alto que feriu meus ouvidos e a luz ficou tão brilhante que meu Terceiro Olho doeu, mas eu continuei em meu movimento à frente.

De repente fui puxada através de uma matriz giratória de luz e som. Eu estava desorientada e não podia distinguir o que era em cima ou embaixo. Na verdade, creio que estava rodopiando. Utilizei todo o controle mental que havia aprendido para evitar náuseas e apelei à Mãe para que me puxasse pelo Portal até Seu Ventre no Núcleo de nosso planeta.

Pareceu a eternidade até que o redemoinho parasse.
Então fui praticamente empurrada para fora do vórtice e aterrissei na terra fria em total escuridão.

Lentamente fiquei de pé e aguardei a Mãe.

Paulatinamente me aclimatei à luz fraca e à atmosfera mais densa, até que pude ver que estava na mesma caverna em que eu conheci a Mãe, Elohim Alcyone.

"Querida Mãe, eu vim até você", eu sussurrei praticamente para mim.

Em um flash repentino de luz branca a Mãe apareceu na minha frente com os braços estendidos e coração carinhoso.

"Parabéns, minha querida. Você abriu o meu Portal."



Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução para os Blogs SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:
Selene - sintesis@ajato.com.br 
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LUZ!
STELA

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MYTRIA - A PERCEPÇÃO DA PERFEIÇÃO


MYTRIA - A PERCEPÇÃO DA PERFEIÇÃO 
Por Suzanne Lie PhD
em 16 de julho de 2012

(Continuação da mensagem "Mytria Volta")


Assim que me estabeleci em viver no AGORA, minha consciência começou a se alterar completamente. 

Eu estava ciente de que não tentara entrar no Portal de Rocha Sagrada, mas não me preocupava com isso. Eu sabia que quando fosse o AGORA de abrir o portal, eu o faria sem premeditação. Eu estava ciente de que estava no processo de expandir minha ressonância. Quando entrei no Portal antes, ele estava aberto para mim e eu literalmente cai através dele. Eu sabia instintivamente que para eu mesma abrir o Portal seria uma questão diferente.

Conforme minha consciência se expandiu, tornei-me crescentemente ciente da Terra e do meu próprio Espírito. Conforme fiquei mais ciente de meu próprio Espírito, tornei-me ciente do Espírito da Terra. Então, antes que eu soubesse, eu estava na Consciência Unificada com toda pedra, planta, árvore, animal, pássaro, o céu e o clima. Quando eu acordava, eu sabia exatamente o que vestir e exatamente quais tarefas melhor se adequariam ao clima.

Nosso clima tornara-se bem errático pelos últimos dez anos, desde que soubemos que era hora de ascendermos. Agora que eu estava me tornando UMA com a terra e o céu, eu pude entender por quê. Conforme fiquei mais e mais conectada com meu ambiente, eu podia ver como todo pensamento e emoção minha o influenciava. Por exemplo, um dia eu acordei para ver um céu limpo. Por alguma razão desconhecida, eu pensei "Ah, que adorável. Espero que não chova hoje".

Imediatamente o céu ficou nublado. Para ter certeza de que eu não criara as nuvens, eu disse de um modo muito amoroso: "Obrigada por seu lindo céu claro". Imediatamente as nuvens desapareceram e o dia inteiro foi ensolarado e claro. Eu era somente uma pessoa, mas havia expandido minha consciência para ter o poder de muitas pessoas. Então eu entendi por que o clima ao redor da Vila tornara-se tão errático.

Muitas das pessoas nela estavam felizes e animadas com a possibilidade de sua ascensão. Porém, ao mesmo tempo, elas tinham medo que elas não conseguissem ascender. Esta incerteza coletiva quanto ao seu destino passou para a Deva do Clima e seus inúmeros Elementais muitas mensagens confusas. Eu havia aprendido no Templo que existem seres sencientes tetradimensionais que serviam para trazer à realidade os pensamentos e emoções dos Guardiões Planetários.

Em nosso caso, os Guardiões Planetários eram humanoides, mas em outros mundos os Guardiões Planetários eram de outra espécie. Entretanto, eram os pensamentos e emoções, o campo de energia dos Guardiões que dirigiam os Elementais e suas Expressões Superiores de Devas para manifestar o campo de energia dos Guardiões.

Eu aprendi durante meu tempo na Terra que para ascender para a quarta e/ou quinta dimensões, nós precisaríamos aprender a dominar nosso campo de energia. Nosso povo vivera em luta e batalha por tanto tempo que era difícil para ele liberar o sentimento de vitimização e a falta de poder que vinham com o estado mental. Eu sei que eu lutei imensamente com meus sentimentos de ser uma vítima na perda de meu amado Mytre.

Felizmente, agora que eu voltara à Mãe, eu comecei a entender exatamente por que nossa separação necessitava acontecer. Tínhamos de estar separados para estarmos totalmente focalizados na transmutação de nossa consciência. Mas, eu tive de esperar até Alycia ter idade suficiente para ser cuidada por nossos amigos no Templo antes de eu, também, poder partir sozinha.

Eu percebi que havia muitas mulheres na Vila que não poderiam deixar seus filhos e partir para o ermo como eu fiz. Entretanto, cada um de nós tinha um destino diferente, e alguns desses homens e mulheres tinham o destino de orientar e proteger os filhos. Além disso, as crianças que nasceram desde o início de nosso Processo de Ascensão eram normalmente muito mais evoluídas do que seus pais. Este era o caso de Alycia.

Tendo de pensar e cuidar somente de mim, eu consegui intensificar muito a expansão da minha consciência. Foi quando percebi como meu campo de energia afetava o clima que eu soube que estava preparada para abrir o Portal. Entretanto, eu esperaria pacientemente, finalmente eu estava aprendendo a ser paciente, até o AGORA em que me encontrei em pé na frente da Rocha Sagrada.

Até então, eu continuava com minha vida cotidiana, monitorava todo pensamento e emoção para permanecer no AGORA do UM e em Unidade com Toda a Vida. Com a passagem de cada dia, cheguei a entender mais plenamente por que tudo que havia me acontecido era um componente para o cumprimento de minha Missão.

Lembrei-me da conexão que eu tinha com a Mãe antes de eu mesma me tornar Mãe e entendi como eu podia me combinar mais profundamente com a Grande Mãe por causa dessa experiência. Eu também podia ver como ser Pai tinha assistido Mytre da mesma maneira. Eu começara a perceber que TUDO é Perfeito dentro do UM. São somente as reações temerosas de nossa natureza inferior que nos negam a percepção da perfeição.

A Rocha Sagrada começara a me chamar. Minha consciência expandida ensinara-me que a paciência era a chave para equilibrar meu campo de energia. Sempre que eu caía num desejo, eu era tirada do AGORA e entrava num "tempo" em que eu tinha carência e precisava de mais. Enquanto que no AGORA, não havia carência, pois eu estava no Fluxo da Manifestação Divina de todas as minhas necessidades. Na verdade, muitas dessas manifestações aconteciam até antes do meu cérebro estar ciente de que elas eram necessárias.

Com esta compreensão, tornei-me consciente da Essência de meu Espírito que era uma expressão do meu eu numa frequência superior de realidade. Uma "frequência superior de realidade" era um novo conceito para mim. No Templo eu aprendera sobre Guias Espirituais e Anjos, mas ninguém havia considerado que esses Seres poderiam ser expressões superiores de nossa forma humanoide.

No começo me foi bastante difícil romper com as tradições em que fui criada e com o que aprendi em meus ensinamentos espirituais. Mas, enquanto no AGORA, todas as dúvidas eram impossíveis. Por isto eu quis dizer que no segundo que eu permitia que dúvida entrasse em minha consciência, eu saía do AGORA e entrava na minha consciência mundana. Esta experiência era como cair de uma falésia alta e quente numa lagoa fria e visguenta.

Após as primeiras poucas "quedas", na verdade foram muitas, eu percebi que a dúvida era a razão por meu imediato declínio ao antigo modo de vida. Quando eu tinha quedas, eu normalmente me sentia nervosa, deprimida e ansiosa por dias ou até semanas. Então, gradualmente, eu aprendi a me perdoar por minha não confiança no Espírito, que na verdade era a expressão superior do meu EU.

Finalmente eu entendi que a maior parte do meu hábito de duvidar era porque eu tinha medo de que minha felicidade era "boa demais para ser verdade". Este hábito vinha dos resquícios de eu ser uma vítima. Afinal de contas, uma vítima é um mártir que jamais poderá ser curado. Eu já tinha passado anos demais de minha vida sofrendo dessa maneira e estava preparada para mudar minha mente e assim mudar meus hábitos.

Como eu me lembrava de me perdoar pelas quedas de minha consciência expandida, eu podia permanecer muito mais tempo nesse estado da mente. Agora, era a fadiga que me fazia cair da minha consciência superior. Portanto, aprendi a acompanhar as necessidades de meu corpo físico.

Eu precisava alimentá-lo?
Ele precisava descansar?

Eu descobri que se estivesse com fome ou cansada era muito mais difícil ser a Mestra de minha energia.

Finalmente chegou o dia que eu sabia que era o AGORA de abrir o Portal.



Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução para os Blogs SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:
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LUZ!
STELA

terça-feira, 17 de julho de 2012

MYTRIA VOLTA


MYTRIA VOLTA 
Por Suzanne Lie PhD
Em 15 de julho de 2012

(continuação da mensagem "A Mente sobre a Matéria")




Perspectivas Pleiadianas sobre Ascensão

O FIM DO TEMPO
AQUI E AGORA

Eu, Mytria, voltei à sua consciência já que você disse: "Se nós queremos saber por que eles não nos estão ajudando o bastante, ou quando eles nos ajudarão, tudo o que precisamos fazer é elevar nossa consciência o suficiente para perguntar a eles". Portanto, eu voltei ao seu coração e mente para continuar a nossa história da ascensão.

É justo que continuemos nossa história enquanto você está em sua própria Busca da Natureza. Houve uma passagem de "tempo" desde que comungamos a última vez com você. Você precisava integrar o que havíamos contado sobre nossa ascensão para permitir uma melhor ativação de sua própria ascensão. Além do mais, como você está "afastada" de nós, nós continuamos nossa história após eu estar afastada de Mytre pelo que vocês contariam como mais de dez anos.

Antes, tratarei da questão do "nos ajudar".

Nós também procuramos a ajuda daqueles que já tinham ascendido, tal como vocês fazem agora. De fato, nossa história parou com Mytre procurando ajuda dos Arcturianos. Foi no processo de ele procurar ajuda de outros que ele obteve ajuda de seu interior.

O cenário, coordenado pelas frequências superiores de realidade, era que ele tinha de lutar pelo meio de receber ajuda dos Arcturianos. Então, ele teve de se interiorizar profundamente para salvar aquela Missão e também a vida dos seus companheiros sobreviventes. Neste processo, Mytre conseguiu recuperar sua capacidade de "mente sobre a matéria".

Mytre não sabia que tinha essa capacidade, mas ele conseguiu recuperar esta habilidade quando era vital para o cumprimento de sua Missão.

Vocês, nossos queridos membros de Gaia, também serão convocados para entrar em seu EU e evocar suas capacidades inatas desconhecidas. Mas Mytre lhes contará mais sobre seu processo quando eu concluir o meu conto de descoberta do EU.

Quando fui separada de Mytre, no momento caótico de nosso retorno à Vila, eu fiquei temporariamente furiosa. Eu tinha de liberá-lo para sua Missão Superior, dar à luz nossa filha e aceitar o processo de ser Mãe de primeira viagem - sozinha - tudo no mesmo dia fatídico. E também eu tive que aceitar o fato de que teria que viver cada dia sem Mytre, meu Complemento Divino.

Felizmente nós três, eu, Mytre e nossa filha Alycia, nos encontrávamos todas as noites em nossos Corpos Astrais. Porém, um "abraço astral" não é igual a um abraço físico. No início as visitas noturnas bastavam, mas no fim, elas somente aumentavam a dor da saudade de Mytre. Estas visitas noturnas eram o único contato que Alycia sempre teve com seu pai, então para ela era normal. Por outro lado, às vezes, elas me faziam sentir mais ainda a falta de Mytre.

Após muitos anos dessas visitas noturnas, comecei a deixar que Alycia fosse sozinha, usando a desculpa de que eu precisava dormir profundamente naquela noite. Gradualmente eu me reunia a Mytre e Alycia menos e menos. Eu tinha que criar minha própria vida. Eu não podia mais me apegar a algo que não fazia parte de minha realidade física.

Não lembro quando foi que decidi que eu o veria mais uma vez e então encerraria nossos encontros noturnos. Finalmente chegou essa noite. É claro, Alycia sabia que era uma boa noite para ela NÃO se reunir a nós, pois ela sempre soube o que se passava em minha mente. Na verdade, ela podia ler a mente, o coração e a aura de todos e o tempo todo.

Quando apareci para encontrar Mytre sem Alycia, ele imediatamente soube por quê. "Não posso mais fingir que isto é suficiente para mim.", eu disse antes de perder a coragem. "Eu vou esperar por você eternamente, mas preciso encontrar o meu EU de novo. Quando me uni a você tão profundamente, então dei à luz nossa filha, pareceu que eu havia perdido uma parte de mim. Minhas meditações são sobre como esperar por você. Tudo o que faço é com você em minha mente. Eu nego a mim relacionamentos profundos, pois somente posso pensar em você..."

Por um momento muito breve, eu senti seus braços físicos ao meu redor, mas tudo que eu pude fazer foi chorar. Eu queria mais! Isto não era o suficiente! Eu precisava encontrar algo dentro de MIM que fosse tão importante como estar com ele.

A sensação de seus braços em volta de mim desapareceu. Ele olhou em meus olhos e disse de um modo desapontado: "Há anos trabalho para manifestar minha forma com você, mas esperei tempo demais. Eu perdi você."

"Não, não!" Eu gritei.
"Você não me perdeu. Você nunca vai me perder. O problema é que eu perdi o meu EU."

"Eu entendo", foi tudo o que ele disse enquanto seu corpo astral desaparecia de minha visão. Eu sabia que ele não queria me mostrar o quanto eu o ferira. Eu sabia que ele entendia, mas eu ainda estava muito brava e magoada. "Bom", eu pensei. "Posso usar essa raiva para liberá-lo."

Alycia ainda se encontrava com Mytre todas as noites, mas não me contava nada sobre suas reuniões. Eu estava muito satisfeita com as reuniões deles. Ela merecia ter um tempo com seu pai e ele merecia ver sua mudança e crescimento. Na verdade, Alycia estava crescendo muito mais rápido do que o normal. Ela tinha apenas dez anos, mas era praticamente uma adulta. Eu sabia que isso era porque ela também era a forma manifesta do Elohim de Alcyone.

Eu ficava triste porque Alycia não precisava de mim da mesma forma, mas eu também sabia que era hora de eu parar de me esconder de meu próprio poder. Eu me lembrava de como, há muito tempo, eu fui capaz de me conectar com a Mãe de uma maneira profunda e íntima. Porém eu parecia ter perdido esse poder quando me tornei uma mãe. O que eu devia fazer? Quem eu devia ser?

Eu estava pensando naquele dia fatídico de nosso retorno à Vila, quando perdi Mytre, Alycia nasceu e eu perdi meu EU. Eu poderia de alguma forma reviver aquele dia? Onde e quando eu perdi minha profunda conexão com a Mãe? Foi então que eu ouvi a Voz Interior pela primeira vez desde aquele dia.

"Você encontrará sua resposta no meu ventre", eu ouvi a Mãe dizer.
Mas então Sua voz silenciou. Minha primeira mensagem foi para encontrar o Ventre da Mãe.

Por dias eu cumpri minhas obrigações repetindo: "O Ventre da Mãe. Onde é o ventre da Mãe?". Então, numa manhã acordei com a resposta. O Ventre da Mãe era a Rocha Sagrada que de alguma forma eu havia entrado no dia em que A conheci em Sua forma de Elohim Alcyone. Eu tinha que voltar para lá. Eu tinha que voltar imediatamente.

De novo, preparei uma mochila leve e saí de madrugada. Só que desta vez, primeiro avisei Alycia, que entendeu completamente por que eu precisava ir. Havia muitos anos desde que Mytre e eu deixamos nossa gruta ao lado da Rocha Sagrada. Houve muitas mudanças em nossa Vila e em nosso estilo de vida desde então. Todos nós sabíamos que os Arcturianos nos protegiam temporariamente dos nossos inimigos. Entretanto, nós também sabíamos que tínhamos que participar ativamente da ascensão de que eles nos falaram.

Viver todos aqueles anos no Templo Violeta protegeu-me do medo e da confusão que eram mais do que comuns em nossa Vila. Mas meu povo precisava de algumas respostas e essas respostas somente poderiam provir da Mãe. Eu caminhei por dois dias e meio até chegar à Rocha Sagrada. Havia mudanças na paisagem, mas a blindagem invisível de energia, que somente poderia ser penetrada por "convidados", protegia a Rocha Sagrada e seus arredores.

Tive uma sensação de flutuar quando passei pela blindagem. Então tive de passar por muitos arbustos antes de poder encontrar a localização exata da rocha que uma vez me levou ao Ventre da Mãe. Assim que encontrei a Rocha, examinei a área. Ela estava abandonada e descuidada. Portanto, passei a maior parte do que restara do dia limpando minha gruta e ajeitando meu lar temporário. Desta vez eu sabia exatamente o que trazer, então o trabalho foi rápido.

Quando a gruta estava totalmente arrumada e virara um lar aconchegante, dei um passo atrás para observá-la. Foi quando caí no chão chorando. Toda a recordação de minha vida ali com Mytre me tomou e eu fui engolida pela tristeza. Eu não havia me permitido sentir essa tristeza desde que eu o mandara embora e foi muito bom finalmente liberá-la. Quando eu não consegui mais chorar, engatinhei até onde havia sido o local em que dormíamos, me encolhi em posição fetal e dormi como um bebê.

Acordei uma nova pessoa, lúcida e determinada a cumprir meu destino. Fui para a pequena lagoa, que ainda estava ali, mas um pouco mais cheia. Então, sem pensar, passei a maior parte da manhã arrancando as plantas que invadiram a lagoa e limpei o musgo que criara entre essas plantas.

Então recriei minha rocha "fogão", arrumei as grades, movi as rochas para formar os apoios para o fogo e tirei da área pedras e plantas indesejadas. Até preparei a área que havia sido minha pequena horta e plantei as sementes que trouxera comigo. Agora era hora de limpar o caminho até a Rocha Sagrada e arrancar as plantas indesejadas do Portal para o Ventre da Mãe.

Eu já tinha concluído que a Rocha Sagrada era um poderoso portal, mas não havia contado a ninguém sobre ele, nem para os meus melhores amigos no Templo. Minha primeira iniciação foi quando fui guiada para aquela área. Minha segunda iniciação, que era AGORA, era para proteger este Espaço Sagrado. Com esse pensamento na mente, de repente me lembrei do que o Arcturiano havia sussurrado para a minha Alma naquela primeira noite no Ventre da Mãe: "Você é uma Guardiã do Fogo Violeta".

Eu esqueci essa mensagem porque eu não sabia o que era o Fogo Violeta. Porém, a maior parte das minhas aulas no Templo foi sobre o poder de transmutação contido no Fogo Violeta. Nós frequentemente conversávamos sobre o "mito" deste Fogo, mas ninguém sabia o que era ou onde estava, nem mesmo eu. Estive tão distraída com a saudade de Mytre que a maior parte do que eu aprendera foi para a minha mente inconsciente.

Agora que eu estava de volta à Terra da Mãe, todas as peças do quebra-cabeça estavam se encaixando. Entretanto, eu somente sabia o que deveria fazer no AGORA. Uma vez feito, de novo eu somente sabia o que fazer naquele AGORA. Eu era semelhante a uma daquelas muitas pedras que eu havia removido. Eu apenas estava no AGORA certo e no AQUI certo. Eu achei essa experiência era maravilhosa.

Eu só podia me lembrar de que o passado e o futuro eram o AGORA. Eu havia esquecido tudo que acontecera antes, exceto de Mytre, Alycia e meus queridos amigos, e não tinha o sentido de futuro. Somente o amor podia orientar meus pensamentos e minha única emoção era a clareza.

Eu nunca pensara na clareza como uma emoção, mas eu descobri que ela era a única emoção que restava quando eu estava completamente concentrada no AQUI e AGORA.



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sexta-feira, 29 de junho de 2012

MYTRIA e MYTRE - A MENTE SOBRE A MATÉRIA


A MENTE SOBRE A MATÉRIA
MYTRIA/MYTRE
Por Suzanne Lie PhD Em 25 de junho de 2012


(continuação da mensagem "Nascimento")



MYTRE FALA:

Quando tive de escolher entre minha família e meu dever, a resposta foi simples. Eu escolhi minha família. Entretanto Mytria pediu-me para ir, para cumprir meu dever para ajudar o nosso mundo tornar-se seguro para a nossa filha. No momento em que dei uma pausa na tomada de minha decisão, fui afastado e assim minha família também. Eu estava desolado.

Como pude deixar isso acontecer?
Por que tive de fazê-la voltar à Vila?
Por que não me afastei de meu Comandante e corri para a minha família?

Essas perguntas me perseguiam e destruíam minha capacidade de concentração. Eu estava em importantes missões e não podia me focalizar. Eu não tinha nada para dar aos Protetores, à minha família ou a mim. Sim, a mim, eu tinha que encontrar o meu eu. Porém não havia tempo para fazer isto. Estávamos sob ataque.

Nossas comunicações de longa distância estavam interrompidas, muitas de nossas Naves tinham sido destruídas antes mesmo de deixar a atmosfera e o Campo de Força ao redor da Vila estava enfraquecendo mais a cada dia.

Precisávamos de reforços. Precisávamos que os Arcturianos viessem nos ajudar. Ainda tínhamos a nossa nave de reconhecimento mais veloz e eu era um dos nossos melhores pilotos. Antes de eu ter chance de pensar, levantei-me como voluntário. Era como se alguém mais tivesse tomado essa decisão, mas uma vez dito, tive de continuar.

Um momento antes eu estava preocupado com meus entes queridos e agora eu estava me dirigindo provavelmente para a minha morte. No que eu estava pensando? Na verdade, quem estava pensando? Não era o meu ego conflituoso. Portanto, eu esperava que fosse o EU que eu conheci na minha Busca da Visão.

Suponho que foi esta minha versão que ativou minha decisão, porque assim que foi tomada, tudo mudou. Antes de eu saber, eu e mais outros três estávamos viajando com nossa Nave pela pequena área de espaço não vigiado que encontramos. Conseguimos atravessar somente para sermos saudados por uma Nave de Guerra. De alguma forma escapamos dela o tempo suficiente para uma de nossas Naves derrubar a Nave de Guerra. Entretanto, estávamos inoperantes no espaço. Todos os nossos controles não respondiam e o suporte à vida era mínimo.

Nossa batalha havia diminuído nossa tripulação de quatro para três. Estávamos seguros por enquanto, mas, provavelmente, para seremos encontrados por uma nave inimiga a qualquer momento. O que eu poderia fazer? Foi aí que me tornei o EU que vi em minha Busca da Visão. Seu eu pude falar com as pedras, o pó, o céu e a Mãe, por que não poderia falar também com a Nave? Todas as nossas naves tinham elementos biológicos implantados. Talvez eu pudesse me conectar com qualquer força de vida remanescente naqueles blocos gelatinosos.

Senti a adrenalina se espalhar pelo meu corpo e eu sabia que precisava encontrar meu Coração. Pensei no meu primeiro encontro com Mytria no Coração de Alcyone e utilizei esta lembrança para encontrar meu próprio Coração. Na verdade, eu finalmente me lembrei da mensagem que o Arcturiano me dera. Ele disse, enquanto olhava na minha Alma: "VOCÊ pode fazer!"

Eu ainda não fazia ideia do que isso significava.

Porém, repentinamente, eu estava flutuando com Mytria e nossa filha recém-nascida por uma realidade potencial de completa segurança, amor total e unidade absoluta. Eu senti minha essência se misturar com todas as pessoas, vegetais, animais e objetos desse mundo. Eu ouvi uma parte de mim dizendo: "Pare de sonhar acordado e volte ao trabalho", mas outra parte de mim - a minha parte flutuando - dizia: "Preste atenção a esta mensagem".

Sim, esta visão, ou realidade, era uma mensagem. Estava sendo me mostrado como me fundir com toda a vida, da mesma forma como tinha feito quando encontrei a saída do despenhadeiro. Portanto, ao invés de julgar minha visão/experiência, eu me entreguei totalmente a ela. Eu me fundi com cada pessoa que encontrei nessa realidade. Eu me fundi com toda a vegetação, todos os animais e finalmente com todas as "coisas".

Mas foi quando eu me fundi com algo que me parecia uma rocha que ouvi os motores da nave funcionarem.
Fora da minha imagem interior eu ouvi meus companheiros gritando para eu abrir meus olhos e ajudá-los. Porém eu escolhi seguir o apoio amoroso de minha família que estava me ajudando a fundir com todos os componentes dessa realidade potencial. Abandonei toda percepção externa e direcionei toda a minha atenção para o movimento daquela "rocha". Lentamente a rocha se elevou do solo e começou a se mover pelo ar. Simultaneamente nossa nave lentamente começou a se mover.

Permaneci na minha realidade interior, pois eu sabia que os outros podiam pilotar a nave. A mim cabia fazer a nave se mover. A pedra em minha imagem pairou na minha frente, como se aguardasse instruções. Eu focalizei toda a minha atenção na Nave Arcturiana mais próxima e passei as coordenadas para a pedra de minha imagem. Lentamente a rocha virou e começou a se mover. Meus olhos estavam fechados e eu não ousava abri-los. Portanto, eu tinha que confiar que a nave estava indo na direção correta.

Então eu vi muitas outras rochas indo na direção na minha rocha e deduzi que nosso inimigo havia nos encontrado. Eu não podia ser distraído por uma batalha, então eu deixei minha rocha invisível para as outras rochas e instruí-la para se mover além da velocidade da luz. Imediatamente minha rocha estava livre das outras rochas. A rocha estava se movendo mais rápido do que eu podia segui-la. Seu eu a perdesse de vista em minha imagem, como eu a controlaria?

"Deixe ir!" eu ouvi uma voz interior dizer. Eu não sabia o que eu deveria deixar ir, então deixei ir tudo e desmaiei. Acordei enquanto dois tripulantes me erguiam e colocavam no assento do Capitão.

"Você conseguiu", eles me disseram em uma só voz.

"Consegui o quê?" eu disse, ainda me perguntando se toda a minha experiência havia sido minha imaginação.

"Você pilotou a nave com sua mente!"

Tudo que pude dizer foi: "Podem assumir daqui em diante? Eu acho que vou desmaiar de novo."

À distância eu ouvi: "Sim, Senhor!", ao retornar para a minha visão.
Desta vez meu foco estava na minha família e no Elohim Alcyone que estava com ela.
Foi Ela quem falou comigo.

"Nosso querido Mytre, estamos muito satisfeitas com sua capacidade de se lembrar de sua habilidade inata. Lembra-se de como você aprendeu essa facilidade na sexta dimensão de Arcturo?"

"Sim, acho que sim", eu respondi. "Mas eu pensei que eu fosse um pleiadiano."

"Nosso Querido em Ascensão, você é muitos seres dentro do UM. Você escolheu assumir uma forma entre essas pessoas valentes. Elas estavam cansadas de lutar e procurar pela paz e amor para poderem retornar às suas frequências superiores do EU."

"O único modo de garantir que elas permaneçam em segurança é ascendendo seus corpos e sua realidade inteira para a quinta dimensão. Desta maneira elas viverão além da percepção de seus inimigos. Você, Mytria e sua filha Alycia dedicaram-se a esta transição. Na verdade, todos que você encontrou no Coração da Mãe se dedicaram a este processo de ascensão."

Conforme o grande Elohim falava, inúmeras lembranças, imagens, pensamentos e emoções encheram minha consciência e, surpreendentemente, eu fui capaz de entender todos eles simultaneamente.

"Eu realmente movi a nave?" eu tive de perguntar.

"Nós, esta é a energia do UM, movemos a nave."

Eu entendi isto. Quando eu estava nesta realidade do UM, eu pude ser o catalisador de qualquer coisa. Foi o grande amor de minha família que me trouxe para esta realidade e foi o meu grande amor por ela que me deu a coragem de liberar qualquer relance de medo de minha consciência.

"Você está correto", disse o Elohim em resposta aos meus pensamentos. "Sim, nós ouvimos seus pensamentos mesmo antes de serem expressos como palavras. Seus pensamentos, como você descobriu, têm grande poder. É por isso que você teve que passar por sua iniciação. Somente o amor incondicional poderia mantê-lo nessa frequência de realidade. Além disso, aqueles com más intenções nem podem perceber, muito menos entrar ou prejudicar, esse mundo."

Com a segurança dessas palavras finais, eu retornei à realidade da minha nave. Eu imediatamente fui saudado pela visão feliz da Nave Arcturiana. Eu fui estudar a bordo dessa Nave por muitos anos para aprender como adaptar todas as nossas naves para viajar pelo poder do pensamento.

A parte mais difícil dessa tarefa é que ninguém podia saber de minha missão secreta. Felizmente eu podia me encontrar com Mytria e Alycia na nossa realidade pentadimensional, mas este era o único contato que podíamos ter. Os Arcturianos enviaram reforços para assistir nossa Vila e as cercanias. Embora nós soubéssemos que expandir a ressonância de nossa sociedade para a quinta dimensão era a nossa única esperança para ter uma paz duradora.



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quinta-feira, 28 de junho de 2012

MYTRE E MYTRIA - NASCIMENTO


NASCIMENTO
Por Suzanne Lie PhD 
Em 24 de junho de 2012


(Continuação da mensagem "Fazendo o Trabalho")

MYTRE FALA:


Fiquei muito feliz quando Mytria concordou voltar à Vila para ter nosso bebê no Templo.

Desde a minha "Busca da Visão" tive mais visões que eu podia pacificamente conter. Eu sabia que tínhamos de voltar à Vila por causa do bebê, mas eu também sabia que tínhamos de voltar à Vila porque alguma coisa estava muito errada.

Fiz um carrinho para nossos "suprimentos", mas eu sabia que ele seria para Mytria.
Se ela andasse demais, ela teria as dores novamente, então eu a fiz viajar no carrinho, que eu puxava.

Ela não estava contente por eu carregar todas as nossas coisas e puxar o carrinho. Porém, quando eu a lembrava de que estava carregando a carga preciosa de nossa filha, ela parava de reclamar.

Quando chegamos à colina acima de nossa Vila, vimos que o pior dos meus medos estava correto. O Campo de Força ao redor da Vila estava acionado, o que somente podia significar que nossa posição fora descoberta e nós estávamos sob ataque.

Eu percebi então que não estaria por perto para o nascimento de nossa filha, pois estaria ocupado demais protegendo o lar dela.

Mytria e eu olhamos um para o outro com grande pesar. As palavras eram desnecessárias. Nós dois reconhecemos que deveríamos nos separar e que o retorno à nossa maravilhosa casa seria adiado indefinidamente.

Mytria estava determinada a entrar andando na Vila e eu concordei.
Eu queria senti-la ao meu lado, pois eu não sabia quando a encontraria novamente.

Imediatamente antes de entrar no Campo de Força, Mitrya, o bebê e eu nos abraçamos por um longo momento. Nossos corações e mentes tornaram-se UM, enquanto juramos que nós três estaríamos sempre juntos em nossa consciência.

Assim que entrei o código do Campo de Força e nós entramos, sabíamos que nossas vidas seriam alteradas para sempre. A Vila estava um caos completo com as pessoas correndo de cá para lá de uma maneira meio organizada. O medo no ar era tangível.

Antes que pudéssemos entender a situação, as dores do parto começaram e meu Comandante apareceu do nada.

"Mytre, onde esteve? Não conseguimos contatá-lo e precisamos de você para pilotar uma numa Missão AGORA!"

"Preciso levar minha companheira para o Templo, ela está dando à luz nosso filho."

"Não! Você deve vir agora", ele disse enquanto ordenava a um dos Protetores para levar Mytria ao Templo.

"Vá, meu amor", Mytria disse corajosamente, com lágrimas em seus olhos.
"Nós ficaremos bem. Nossa filha está chegando agora."

Meu Comandante literalmente me puxou pelo braço enquanto Mytria era colocada no carrinho e levada para o Templo.

O que restava de nossa vida conjunta ficou esquecido no chão.
Somente demos nosso abraço final para nos lembrarmos do que havíamos vivido juntos.

MYTRIA FALA:

É claro que nós dois, Mytre e eu, sabíamos que alguma coisa terrível estava acontecendo na Vila, mas escolhemos não falar sobre isso.  Até me perguntei se minhas dores não foram um aviso de algum tipo.  Agora sei que elas não eram dores de parto. Perguntei-me se elas não eram uma mensagem de nossa filha.

Nós dois, Mytre e eu, sabíamos que ela seria muito especial, pois nós frequentemente a visitávamos juntos em nossos sonhos.  Ela nos contou que estava vindo para preparar nosso povo para um evento auspicioso. Nós sabíamos que ela estava correta, pois sempre víamos em nossos sonhos o Elohim Alcyone com ela.

Nós não sabíamos se nós, nossa filha e eu, voltaríamos a ver Mytre. Ele era um guerreiro e estava indo para a batalha. Eu sabia disso, na verdade, eu soube deste fato praticamente quando voltamos à nossa casa após a Busca da Visão dele.

Eu afastava isto de minha mente milhares de vezes, mas sempre voltava para me lembrar de apreciar todos os momentos de nosso AGORA.

Falei várias vezes com a Mãe, pedindo egoisticamente para que nossas vidas pudessem continuar como elas estavam.

Ela sempre dizia: "Coragem, minha UNA. Você está para ser uma Sacerdotisa e sua filha tem um grande destino".

Isso era tudo que Ela dizia. Eu chamava de novo e de novo até que finalmente cansei de minha fraqueza e aceitei que a Mãe estava certa.  Foi então que comecei a viver no fluxo do AGORA. Eu não entendia exatamente o que aconteceria, mas eu sabia que aconteceria em breve.

Então, determinei-me a AMAR Incondicionalmente todos os momentos que compartilhássemos. Assim que me entreguei a esta decisão, eu percebi que tinha desperdiçado tempo precioso preocupando-me e determinei-me a agradecer por todos os momentos que compartilhássemos dali em diante. Mas então as dores começaram e eu sabia que nossa filha estava me dizendo que, em breve, nós teríamos de deixar nossa querida casa.

Quando chegamos às escadas do Templo, levantei-me do carrinho.
Eu subiria as escadas com a cabeça erguida.
Jador, o Protetor, delicadamente me apoiava.

Assim que ele me tocou, eu soube que ele era um daqueles com quem encontrei no Coração da Mãe. Nós iríamos nos reunir agora, por qual propósito eu não tinha certeza.

Assim que cruzamos a porta do Templo, eu vi outro membro de nosso grupo. Seu nome era Sirena. Ela e Jador iriam ser meus amigos mais íntimos durante nossa transformação iminente.

"Estávamos esperando por você. Alycia, sua filha, nos disse que ela estava pronta para nascer".

Nenhum de nós questionou essa informação. Eu imediatamente confiei em Sirena e me entreguei aos cuidados dela. Ela me levou para a Sala de Espera de Parto. A sala estava lindamente preparada com tecido violeta em todas as paredes. Havia velas, incenso e música suave. E o mais importante: a sala era cheia de amor.

"Preparamos esta sala de acordo com as especificações de Alycia. E como ela foi específica. Todos nós nos sentimos honrados por estar entre aqueles que assistirão seu nascimento".

Sirena não disse mais nada.

Ela me conduziu para minha cadeira de parto e começou a limpar meu corpo com uma mistura de ervas e água pura. Ela escovou meus cabelos e os tirou do rosto. Retirou minhas roupas antigas e me envolveu com um tecido mais leve do que o ar. Este procedimento imediatamente me colocou em um transe profundo no qual eu tive a mais incrível experiência, que eu tentarei explicar.

Quando entrei no transe profundo, encontrei-me novamente no Coração da Mãe.
Na minha frente estava o Elohim Alcyone.

"Eu criei uma forma para eu poder participar melhor da ascensão do seu povo", Ela falou diretamente em meu coração.

"Porque você e Mytre, que são Complementos Divinos, conseguiram ambos passar por suas iniciações. Suas frequências combinadas eram altas o suficiente para eu implantar a semente de minha forma em seu corpo. É claro que Mytre foi vital para este implante. Foi o profundo amor responsável contido no fluido dele que permitiu que essa semente germinasse. Além do mais, porque vocês dois estavam tão ligados com minha terra, eu consegui proteger o bebê desenvolvendo-se dentro de seu corpo. Agora, estou aqui novamente para assisti-la com o nascimento."

Tudo de que posso me lembrar é que senti uma liberação lenta e gradual do que eu tinha tenazmente protegido durante toda a minha gravidez.

Estar envolta por minha cor violeta, tanto na minha visão interior como exterior, criou uma profunda calma e os sons, aromas e as velas cintilantes permitiram-me permanecer em completa entrega. Repentinamente a liberação estava concluída, porém minha jornada continuava, mas desta vez com Alycia.

Juntas, como uma essência, nós nos encontrávamos com Mytre quando nós três subíamos para uma realidade em que havia paz total, amor incondicional e luz multidimensional. Ao visualizarmos este mundo, nós percebíamos que ele era muito familiar.  Sim, era esse mesmo mundo que agora estávamos lutando para manter. Porém, não havia luta, medo, guerra ou separação nele.

Todos nós tínhamos uma Essência Primordial, mas ela visivelmente fluía para a Essência Primordial de todos e de tudo. Na verdade, não havia "coisas", pois todas as formas tinham sua própria centelha de vida e assinatura de frequência.

Enquanto nós três, reunidos em uma forte união, flutuávamos por esse mundo, nós percebíamos que estávamos em uma realidade possível. Nós também nos lembrávamos de que tínhamos prometido aterrar esta realidade no corpo de nosso novo lar planetário.

Na verdade, todos nós que estivemos no Coração da Mãe tínhamos feito essa promessa antes de nascermos. Agora, nós fomos convocados a lembrar de tudo que prometemos fazer.

Mytre e eu percebemos que nossas Missões separariam nossas formas, mas jamais nossos corações. Eu iria proteger e assistir na criação de Alycia, que também seria criada pelos Sacerdotes e Sacerdotisas de nosso Templo.

O tempo estava passando muito rápido agora e Mãe Alcyone precisava de nossa assistência, tal qual nós precisávamos da assistência d'Ela. Meu amado Mytre poderia ou não voltar na forma em que eu o havia conhecido.  Entretanto, em breve, nós não estaríamos limitados a essas formas, então qualquer perda seria temporária. Eu tentava me lembrar desse fato durante as longas noites escuras em minha cama vazia.

Felizmente, voltei de minha visão para encontrar Alycia em meus braços.

Como posso descrever a agonia de perder meu Complemento Divino e o êxtase do nascimento do fruto de nosso grande amor no mesmo dia?

Felizmente foi a intensa oposição entre estas duas emoções de profunda tristeza e de alegria abundante que me forçou a encontrar uma posição para viver entre estes dois extremos. Com cada respiração minha eu mantinha Mytre dentro de meu coração e o protegia com todos os meus pensamentos.

Muitos dos nossos sistemas de comunicação estavam desativados ou restritos.
Portanto, eu não pude ouvir qualquer palavra dele por, como vocês mediriam, anos.

Eram somente as nossas reuniões em nosso mundo onírico e a felicidade de criar Alycia que me faziam continuar. Eu sabia que a contribuição de Mytre à ascensão de nosso povo, como também da realidade em que vivíamos, era grande.

Eu estava extremamente orgulhosa dele, mas eu ainda sentia falta dele constantemente.
Na verdade, eu sentia falta de NÓS!


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segunda-feira, 25 de junho de 2012

MYTRE E MYTRIA - FAZENDO O TRABALHO

MUDANÇA

FAZENDO O TRABALHO
MYTRE E MYTRIA
Por Suzanne Lie PhD
Em 22 de junho de 2012

(continuação da Mensagem "Sob o Céu Estrelado")


Saudações.

Nós somos Mytria do Templo Violeta de Alcyone e Mytre do Comando Ashtar.
Nós voltamos para compartilhar mais da nossa história de Ascensão Pleiadiana.

Nós decidimos compartilhar a experiência de nossa ascensão com nossos amigos terrenos, pois vocês também estão entrando na sua hora de ascensão. Então, ao retornarem ao seu EU Multidimensional, em breve vocês encontrarão, se já não encontraram, seu Complemento Divino.

O termo Complemento Divino também é conhecido como Chama Gêmea.

Quanto mais vocês retornarem à sua ressonância pentadimensional, menos confortáveis vocês se sentirão em um corpo de um gênero. Na verdade, todas as formas de polaridade tornar-se-ão constritivas demais, de uma ressonância baixa demais para sua consciência sempre expandindo.

Portanto, certa urgência de que há alguém que vocês precisam conhecer pode muito bem surgir em vocês. Provavelmente vocês não sabem quem esta pessoa é, mas vocês imediatamente saberão que é o seu Complemento assim que seus olhos se encontrarem pela primeira vez. Esta experiência é semelhante a ter um relance de seu eu no espelho.

Quando vocês contatarem seu Complemento, uma cadeia de eventos será iniciada e sobre ela seu ego não terá controle. O simples magnetismo de encontrar sua própria Alma no corpo de outra pessoa pode ser bem perturbador. Se vocês não estiverem preparados para esta reunião, vocês podem até afastá-la. Neste caso, vocês podem se encontrar num tempo posterior ou em outra realidade.

Por outro lado, aqueles que estão ressoando ao limiar da quinta dimensão estarão preparados. Consequentemente, eles voluntariamente mudarão suas vidas de qualquer modo que for necessário para manter essa pessoa em sua vida. Porém, não se enganem pensando que essas emoções intensas contribuirão para um relacionamento fácil. Na verdade, um relacionamento com seu Complemento Divino é mais como um relacionamento consigo mesmo.

Seu Complemento Divino é a parte de sua Alma que vocês tiveram de deixar ir para poder habitar um corpo tridimensional com gênero. Após esta primeira separação, cada um de vocês assumiu inúmeras outras encarnações em ambas as formas, masculina e feminina.

A potência de se conectar com seu Complemento Divino é tão intensa que sua Alma normalmente somente escolhe fazer esta conexão se estiver se aproximando da ascensão. Por outro lado, vocês poderiam escolher ascender primeiro e aguardar no limiar pentadimensional até seu Complemento Divino também ascender.

Muito frequentemente, seu Complemento Divino iluminará vocês durante sua vida, mas vocês somente perceberão este fato após recuperarem sua consciência multidimensional. Conectar-se com seu Complemento serve como um precursor para conectar-se com as suas expressões superiores do Eu na quinta dimensão média e acima.

Há vezes em que os Complementos Divinos se encontram enquanto ambos estão no plano físico. Às vezes eles levam vidas de profundo comprometimento um ao outro. Outras vezes eles entram em Unidade para realizar uma grande contribuição social.

Por outro lado, às vezes eles não podem encontrar paz juntos, pois a energia é intensa demais para seu estado de consciência aceitar. Neste caso, eles no final se separam. O desafio da vida é considerado um "teste piloto" em que ambos percebem que não estão preparados para deixar a terceira dimensão. Porém, houve um momento de conexão que eles continuarão sempre a levar em seus corações.

Por outro lado, também há vidas em que vocês se encontram, combinam e se tornam UM em seu coração e Alma. Entretanto, vocês são forçados a ficar separados pelo bem da Missão que é muito mais importante do que sua história de amor pessoal.

Este último exemplo foi o nosso caso.

Mas nós estamos nos antecipando.
Então, retornaremos à nossa história não muito depois de onde paramos...

MYTRIA FALA:

Com a perna ferida de Mytre, levamos vários dias para voltarmos ao nosso lar. Uma vez nele, nossas vidas voltaram ao normal, só que em um nível muito mais profundo, pois nós dois havíamos concluído nossas iniciações de transformação.

Porque tínhamos nos conectado com nossas Expressões Superiores e também com o Planeta Mãe, a conexão entre nós estava ainda mais íntima.

Nós compartilhávamos sonhos, nos comunicávamos sem falar, nos encontrávamos fazendo coisas semelhantes e também pensando simultaneamente em coisas similares. Em outras palavras, nós estávamos experimentando um profundo compromisso e amor incondicional de um pelo outro.

Isto não significa que nunca discutíamos ou tivéssemos momentos difíceis. É claro que sim. Entretanto, esses momentos logo acabavam para serem substituídos pela nossa paz e conforto normais. Além disso, nós tínhamos algo muito especial para compartilhar.

Enquanto a perna de Mytre se recuperava, minha barriga crescia. Nosso querido filho se desenvolvia em meu corpo e também no coração de Mytre. Ele frequentemente punha a mão em minha barriga e conversava com sua filha, ele insistia que era uma menina. Quando compartilhávamos esses momentos, eu ficava tão feliz que pensava que meu coração poderia explodir. Porém, esta felicidade sempre era seguida por um momento de receio.

Eu tentava ignorar esse sentimento, mas eu sabia que haveria mudança logo e não apenas a mudança de ter nosso bebê. A Mãe havia me dito que ela em breve necessitaria de nossa assistência. Havia algumas coisas que Ela precisava que nós fizéssemos por Ela. Ela, também, estava pronta para se expandir para Sua expressão superior de EU.

Infelizmente, finalmente chegou o dia em que todos os meus sentimentos foram validados.

Eu estava muito perto de dar à luz e a perna de Mytre estava quase boa. Era muito cedo e Mytre estava dando a nadada matutina no lago ali perto. Eu estava preparando nossa refeição matinal quando senti uma dor aguda em minha barriga. Poucos momentos depois Mytre veio correndo para mim o mais rápido que podia, e foi realmente muito rápido.

Eu corri agitada para ele, mas ele me acenou para parar.

Quando ele se aproximou, estava sem fôlego, mas conseguiu dizer: "O que acabou de acontecer com você? Temos que voltar para a Vila. Logo chegará a hora e você precisa estar onde podem ajudá-la."

Eu resisti ao seu conselho por dias. Eu queria ter meu bebê na casa que eu amava. Porém, eu sabia que Mytre estava certo, apenas não sabia por quê. Após ter várias vezes essas dores, ele me convenceu para irmos para o Templo. Nós limpamos nosso acampamento, mas o deixamos habitável, pois planejávamos voltar assim que fosse seguro para o bebê.

Infelizmente, a vida tinha outra ideia.



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domingo, 3 de junho de 2012

MYTRIA & MYTRE - SOB O CÉU ESTRELADO


SOB O CÉU ESTRELADO
Por Suzanne Lie PhD
Em 31 de maio de 2012


(continuação da mensagem "Busca da Visão")

 

MYTRIA FALA:

Quando Mytre fugiu de mim, eu tinha certeza que meu coração se partiria. Quando eu mencionei a Busca da Visão, eu falei do meu interior, sem hesitação. E agora eu o perdi. Como pude usar palavras tão duras? Passei o resto do dia dentro da gruta, sentindo-me pior do que nunca. Como pude passar das alturas maravilhosas de êxtase para cair em profundo desespero? Eu tinha perdido todo contato com minha paz interior só por causa de perder um homem?

Mas ele não era um homem qualquer.
Ele era o meu Complemento Divino, minha Chama Gêmea.
Foi isso que a voz interior disse e meu coração concordou.

Eu me torturei pelo dia inteiro e pelo pôr do sol, quando de repente tive um sentimento de profunda urgência e de desastre iminente. Alguma coisa estava para acontecer ou acabara de acontecer a Mytre. Acalmei minha mente e me interiorizei para falar com a Mãe. Só o que eu ouvi foi: "Envie a ele amor curador."

Então fiquei aterrorizada, pois isso claramente significava que ele estava ferido. Mas onde ele estava ferido, e como? Era muito tarde para seguir seus rastros e eu somente iria me perder. Só o que eu podia fazer era passar a maior parte da noite me preocupando.

Então ouvi a Mãe dizendo: "Beba algum chá calmante e durma. Você deve estar alerta para amanhã." Eu fiz o que ela disse e finalmente caí num sono agitado. Não me lembro de sonhos nem descansei muito. Porém, acordei sabendo que ele tinha se ferido e eu sabia que devia encontrá-lo.

Ao amanhecer, peguei todas as minhas ervas curativas, cataplasmas, mais roupas, comida e água. Minha mochila estava pesada e eu não poderia correr. Porém, tinha de levar alguns gravetos e minhas pedras para acender o fogo. Ele tinha se encaminhado na direção onde a floresta terminava e podia não haver nada para queimar.

Assim que clareou o suficiente, comecei minha jornada. Minha mochila estava pesada e tive de ir devagar para ver os rastros dele. Às vezes parecia não haver nenhum e eu tinha de parar para consultar a Mãe. Caminhei o dia todo e já estava quase escuro. Eu nunca tinha ido àquela área, então tive de parar e montar acampamento. De nada adiantaria nós dois nos machucarmos. Após comer um pouco, tentei me interiorizar, mas meu medo crescente pela segurança dele não me permitia obter qualquer informação e nem dormir muito.

MYTRE FALA:

Era meio-dia e eu tinha de achar um meio de sair daquele rochedo. Outra noite no frio, sem alimento ou água seria perigoso demais para a minha perna. Eu não tinha percebido o grande corte em minha perna que agora estava infeccionado e eu sabia que estava com febre. Se eu não me movesse, eu desmaiaria de novo. Eu tinha que confiar na Voz Interior. Eu não podia abandonar Mytria desta forma, eu não podia abandonar meu dever e eu não podia me abandonar.

Olhando em volta, eu não conseguia ver como escapar. Portanto, olhei para dentro a fim de perguntar à Voz Interior. Talvez fosse alucinação, mas assim que fechei meus olhos, eu vi a imagem do meu EU da minha Busca da Visão. "Siga-me e ouça à Mãe", ele disse enquanto se moveu no rochedo à minha direita. Eu teria que rastejar e arrastar minha perna direita, pois eu poderia prejudicá-la ainda mais se pusesse peso nela.

Após o que pareceu uma eternidade, encontrei um espaço entre a lateral do penhasco e uma beirada por onde eu poderia - com muito cuidado - rastejar. Assim que contornei a beirada, encontrei uma inclinação mais suave para o topo. O solo aqui era mais estável e até havia alguma folhagem para eu me agarrar. A Voz Interior me lembrou de ouvir à Mãe de novo e assim o fiz. Toquei a terra da maneira que Mytria me ensinara e pedi por Sua orientação.

Instantaneamente, tive a sensação de seguir uma determinada calha na terra, que se mostrava bem segura para descansar frequentemente. Espantei minha tontura pela febre e falta de água e contatava a Mãe em cada escolha do momento. Meu progresso era muito lento, mas gradualmente eu estava subindo pelo lado do despenhadeiro. Porém, estava ficando escuro. Eu tinha de chegar ao topo enquanto ainda havia luz para eu ver o que estava fazendo.

Eu sabia que estava indo devagar pelo bem de minha perna, mas eu precisava ir mais depressa para chegar ao topo antes de ficar escuro. Fechei meus olhos por um momento para me lembrar de minha visão. Esta visão de mim podia se mover sem mesmo tocar o chão. Se eu pudesse SER esse eu, eu poderia confiar em cada movimento meu sem hesitação.

Demorei um pouco para me visualizar dessa maneira, mas gradualmente comecei a sentir uma luz ao redor de minha forma. Lentamente abri os olhos para ver que meu corpo e o desfiladeiro ao meu redor estavam brilhando.

Pus de lado minhas dúvidas de "alucinação" e escolhi acreditar em minha experiência. Agora, eu sabia exatamente onde colocar minhas mãos e minha perna boa. Não havia hesitação, nem medo, nem adrenalina e nem dor. Eu estava em algum tipo de transe que me permitia tornar-me UM com o desfiladeiro. Até parecia que o desfiladeiro estava ajudando meu movimento. Quando olhei para cima e vi um ressalto, não tive medo.

Ao contrário, com facilidade encontrei uma rota alternativa que me permitiu subir mais facilmente até o topo e chegar ao solo plano. Rolei para longe do despenhadeiro e me arrastei até uma enorme rocha que mantinha o calor do dia. Recostei-me na rocha quente e dei umas palmadinhas nela para agradecer à Mãe.

Então eu olhei para o céu estrelado, sob o qual Mytria e eu pegamos no sono tantas vezes e vi meu corpo de luz abraçando o dela. Com esta imagem em minha mente, eu caí em sono profundo.

MYTRIA E MYTRE FALAM:

Nós percebemos depois que estávamos muito perto um do outro, mas não sabíamos. Porém, esta distância física nos foi necessária para fazer uma ponte no vão etéreo que ainda existia entre nós. Nós dois olhamos para o céu estrelado e agradecemos à Mãe por ter nos ajudado. Mesmo que nossos corpos estivessem separados, nossos corações e mentes estavam unidos quando caímos no sono. De fato, nós tivemos o mesmo sonho, ou foi uma visão?

Nós nos encontrávamos novamente no Centro da Mãe, no exato momento de nossa fusão "acidental". Agora, após tudo que havíamos passado, estarmos fundidos em uma pessoa parecia até mais forte. Nós éramos duas pessoas diferentes agora. Nós dois sobrevivemos e exitosamente concluímos nossas iniciações e vencemos nossos demônios interiores, o que tornou nosso amor ainda mais forte.

Enquanto permanecíamos como um, olhando um nos olhos do outro, a Mãe veio até nós.
Pensamos que era para nos abençoar, mas na verdade foi para nos dar nossa próxima tarefa.

"Meus amados filhos", Ela disse para nós dois, "Vocês podem pensar que sua jornada terminou, mas na verdade ela apenas começou. Eu preciso que vocês dois me ajudem, já que ambos se tornaram meus aliados na transmutação. Eu os transformei e agora eu preciso pedir que me ajudem a transmutar meu Planeta."

Nós dois ficamos profundamente honrados, mas de certa forma preocupados. Havia alguma coisa na voz d'Ela que nos deixou preocupados que poderíamos não ficar juntos? NÃO, nós não permitiríamos que isso acontecesse. Depois de tudo que nós passamos nunca mais nos separaríamos - NUNCA!

Nós dois acordamos no tênue amanhecer. Não havia luz suficiente para Mytria observar os rastros, mas nós estávamos unidos em um ser novamente. Portanto, ela simplesmente seguiu o chamado do meu amor. Era meio-dia quando nos reunimos de novo.

MYTRE FALA:

Quando acordei de meu sonho/visão, eu sabia que Mytria estava perto. Eu toquei o solo para chamá-la através da terra e enviar meu amor na direção dela. Na verdade, eu podia ver em minha mente exatamente onde ela estava e, como ela me disse depois, ela podia me ver da mesma forma.

Eu me arrastei um pouco para cima da colina para que eu pudesse ver mais facilmente a aproximação dela. Encontrei um ramo forte e de alguma forma me pus em pé. Eu não iria saudá-la deitado no chão feito um animal ferido.

Foi então que a vi andando em minha direção. Quando ela me viu, largou sua mochila pesada e correu para mim o mais rápido que pôde. Quando nos encontramos, nossos corações explodiram com o amor que pensáramos termos perdido, apenas para recuperarmos - mais forte do que nunca.

Nós nos abraçamos tão apertadamente que parecíamos ser um único corpo, enquanto Mytria chorava encostada ao meu peito. Eu tentei não chorar, mas minha alegria somente poderia ser expressa dessa maneira.

Ficamos ali um bom tempo. Toda a minha dor temporariamente se foi dentro da fusão de nossos corpos. De fato, eu senti uma grande força de cura vindo dela e entrando em meu corpo. Enquanto ela me abraçava e chorava, eu sentia minha febre baixar e minha perna começar a se curar. Então eu percebi como ela estava se drenando muito em seu esforço para me curar. Eu carinhosamente a afastei, mantendo minhas mãos em seus ombros.

"Obrigado, Amada, eu posso me curar a partir daqui. Se você puder me ajudar até aquela árvore..."

"Sim", ela disse enquanto me fitava nos olhos.

Entre o apoio dela e o ramo que eu encontrara, eu consegui ir até a árvore e me sentei na terra entre duas grandes raízes. Mytria beijou minha testa e correu para pegar sua mochila.

"Terei de endireitar essa perna antes de cobri-la."
Disse-me ela apologeticamente.

"Estou preparado", eu respondi.

Antes que eu percebesse, a perna foi endireitada, minha ferida foi desinfetada, envolta em ervas, que foram cobertas com uma casca de árvore e os gravetos que encontrei foram substituídos por outros e presos com uma faixa limpa.

"Quando voltarmos ao NOSSO campo, posso fazer uma imobilização apropriada", ela disse enquanto gentilmente acariciava minha perna.

Nós decidimos ficar ali pelo resto do dia e partir para NOSSA casa ao amanhecer do dia seguinte. Foi uma excelente decisão, pois aquela noite sob as estrelas foi indescritível. De alguma forma conseguimos fazer amor. Na verdade, fizemos amor novamente e novamente, cada vez indo mais e mais profundamente na própria Alma um do outro, de fato, nós reunimos nossa Alma.

Mytria tinha aprendido sobre Complementos Divinos durante seus estudos do Templo, e me disse tudo o que sabia. E então, nós tivemos que fazer amor novamente, e foi quando aconteceu. Mytria tentou me esconder, mas eu sabia que tínhamos feito uma criança. E como poderíamos não fazer?

Os céus praticamente se abriram e a enviaram.
Sim, seria uma filha, nossa filha, nosso fruto do amor.

Quando a manhã chegou, eu me sentia quase curado.
Isso até que tentei andar.

(continua...)



Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução para os Blogs SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:
Selene - sintesis@ajato.com.br
http://blogsintese.blogspot.com/
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Respeite os Créditos

LUZ!
STELA

quarta-feira, 30 de maio de 2012

MYTRE - UNIDADE


UNIDADE
Por Suzanne Lie PhD
Em 28 de maio de 2012

(Continuação da mensagem "Reconhecimento")



MYTRE CONTINUA:

Dormimos juntos num pequeno nicho no saco de dormir desgastado dela. Porém, ela colocou alguma coisa debaixo dele que o deixou incrivelmente quente e macio. Ela dormiu como um bebê. Eu, claro, dormi muito pouco. Primeiro, minha mente não parava. Tudo em que eu sempre acreditei, toda a estrutura, lições, disciplina e obediência com que fui criado revelaram-se como o antigo paradigma de minha vida passada.

Deitado ali com seu corpo quente perto do meu, na verdade, MUITO perto do meu, eu soube que havia mudado para sempre. Eu não fazia ideia no que havia me transformado, mas tinha certeza de que o "eu" que eu fora havia tido morte súbita. Deitado na escuridão, aquecido e com o aroma de seu corpo enchendo meu coração, eu revi minha vida. Eu nasci numa família de militares. Não havia escolha quanto ao que eu faria. Claro, eu seria um militar. O legado de nossa família era proteger nosso mundo, nosso modo de vida.

Entretanto, desde que viemos para este planeta, nossa realidade tinha mudado enormemente. Pela primeira vez em minha vida, eu estava com 90 de seus anos, um jovem adulto, eu não SABIA o que seria de minha vida. Antes de nosso povo ser capaz de "abrir a guarda" e sentir-se seguro em nosso novo lar, eu tinha uma contribuição importante. Porém, conforme vi os outros se assentando e mudando totalmente sua perspectiva na vida, eu me agarrei firmemente à doutrina que tive desde meu nascimento.

Talvez eu fosse uma pessoa única e talvez eu pudesse encontrar uma experiência de vida única que era diferente de todas as gerações de nossa herança orgulhosa e valente? Esse tipo de pensamento esteve escondido em meu cérebro desde que eu era criancinha. Desde então, eu nunca permiti que esses pensamentos viessem à tona. Então, literalmente, saí atrás de uma mulher e experimentei toda a sua experiência de vida única. Foi então que esses pensamentos da infância, ocultos, começaram forçar seu caminho para a superfície.

Como eu poderia deixar de lado tudo que eu havia assumido, tudo que eu acreditava que me definia como um homem poderoso e tudo que eu pensava que eu amava? Agora, em uma noite muito longa, eu tinha me tornado uma pessoa diferente. Entretanto eu não conhecia essa nova pessoa, então eu não fazia ideia de quem eu era ou do que eu faria. Eu apenas sabia que não poderia voltar à nossa vila neste estado de confusão.

Como se tivesse ouvido meus pensamentos, Mytria virou-se para mim com os olhos abertos e sorriu. Agora não havia dúvida. Eu tão somente não podia voltar a uma vida que perdera o significado, como também não poderia deixar aquele sorriso.

Mytria silenciosamente levantou-se e acendeu sua pequena fogueira. Observei-a pôr água em sua pequena panela para fazer o NOSSO chá, então saiu, provavelmente para se lavar. Sem ela ao meu lado, senti-me solitário. Mas como? Eu acabara de conhecê-la, mas sentia como se sempre estivéramos juntos.

Quando ela saiu, fui até minha mochila e peguei meu comunicador.
Porém, ele não funcionava ali. "Talvez seja a gruta", pensei ao me levantar para sair da gruta e usá-lo.

Antes mesmo de se virar para mim, ela disse: "Seu comunicador não funcionará aqui. Há um campo etéreo ao redor desta área e nenhuma tecnologia funciona aqui. Acredite-me, eu tentei."

Quando ela se virou para mim para continuar falando, tive aquela mesma sensação de reconhecimento e quaisquer dúvidas a respeito de eu ficar desapareceram.

"Decidiu ficar?"

"Você sempre lê meu pensamento?"
Eu disse com um sorriso na minha voz.

"Somente quando você está pensando em mim", ela sorriu de volta.
"Está evitando minha pergunta?"

"Sim", eu disse. "Eu estava pensando que deveria lhe pedir primeiro."

"Sim!"

"Sim, eu deveria pedir ou sim, eu deveria ficar?"

"Sim, eu adoraria conhecer você e lhe mostrar o meu mundo."

"Eu terei de dizer a eles que você está em segurança e que não vou voltar - ainda."

"Então vai destruir esse comunicador?"

Eu não tinha pensado em fazer minha decisão tão permanente, tão inalterável, mas eu percebi que esse tipo de mudança que eu estava encarando exigia meu compromisso total.

"Sim."

"Gostaria de me ajudar a encontrar alguns ovos? Vou pedir aos pássaros se eles podem nos entregar algum para nós."

Depois que comemos os ovos entregues e mais umas verduras deliciosas que ela temperou com suas ervas desconhecidas, ela me mostrou o portal de saída do campo de energia e virou-se para voltar para sua casa.

"Não vai comigo para ter certeza de que eu destruí o comunicador?"
Eu disse provocativo.

"Confio em você."
Ela disse enquanto se virava.

-x-

A confiança dela foi a parte mais maravilhosa de minha experiência. Ela não somente confiava totalmente em mim, que ela disse ser porque ela me conhecia, ela também confiava totalmente na Natureza. Ela vivia todos os seus momentos em unidade com o planeta e com a flora e a fauna, com que ela compartilhava sua vida. Não havia diferenciação entre o que era vivo e o que não era. Tudo, até uma pedra, era vivo no mundo dela.

Eu queria compartilhar seu mundo, mas minha mente científica rebelava-se com tal pensamento romântico. Eu nunca tinha percebido como estava doutrinado até que tentei mudar minha mente. Por outro lado, meu corpo não apresentou resistência à mudança. Eu rapidamente me esqueci de meu uniforme e somente usava aquilo com que eu normalmente dormia. O clima normalmente era quente de dia e frio à noite, mas nossa cama estava sempre quente.

Quando não estava muito frio, nós dormíamos ao relento e ela me mostrava todo o Sistema Estelar que ela descobrira. Eu podia incluir muitos dos nomes oficiais, mas eu normalmente preferia os nomes que ela havia dado. Durante o dia, dávamos longos passeios para que ela pudesse me mostrar todo o território que ela mapeara. Eu a assistia nisso. Havia uma planta que crescia perto de um rio próximo que ela aprendera a "bater" até virar um tipo de papel e ela escrevia nele com "tinta" que era drenada de uma determinada árvore.

Outras plantas podiam ser secadas e trançadas em tecido, do qual ela me fez uma roupa inacreditavelmente confortável. Ela também me mostrou onde estavam todos os vegetais comestíveis e também sua fonte de mel. Ela me mostrou como ficar tão imóvel que um pássaro pousava em meu ombro e tão silencioso que eu podia ouvir o batimento de meu coração.

Felizmente eu não era inútil. Eu tinha a força que faltava a ela e algumas ferramentas, que nos permitiram deixar nosso lar ainda mais confortável. Sim, era o NOSSO lar. Nós vivíamos nele como uma pessoa, dividindo todas as tarefas sem conflito ou obrigação. Se algo precisava ser feito, nós fazíamos. Porém, nós tínhamos nossas especialidades. Se nós precisávamos montar ou mover alguma coisa, era comigo. Por outro lado, se nós precisávamos consultar a Mãe, era com ela.

Então um dia ela me disse que era hora de eu me tornar UM com o Planeta Mãe. Eu lhe disse que não tinha ideia de como fazer isso, e sendo bem franco, eu não achava que a Mãe quisesse se tornar UMA comigo.

"Como pode dizer isso?" ela disse com a voz chocada.

"Eu não sou puro como você. Eu matei muitos seres e destruí muita terra. Tenho sido um guerreiro onde o amor de que você fala é uma fraqueza e a confiança que você tem é mera tolice."

"VOCÊ acha isso?"

Eu tive de pensar antes de responder.
Ela merecia uma resposta verdadeira e eu ainda não conhecia minha verdade.
Então, tudo que pude dizer foi:

"Já achei, mas esse eu não existe mais. Eu não conheço o suficiente deste eu novo para responder sua pergunta. Eu acredito em você e vejo a grande força que você ganhou não pelo domínio, mas pela entrega. Porém, eu não acho que seja possível eu me conectar com algo tão vago como a Grande Mãe."

"Você não precisa se entregar a Ela, pois eu sou Sua representante. Portanto, você pode se entregar a mim. Normalmente é assim com os homens. A mente deles é cheia de proteção e dever. Somente um profundo amor com uma mulher pode permitir que eles liberem suas proteções e totalmente se entreguem."

"Como sabia que eu a amava profundamente? Acho que nem mesmo eu sabia até você dizer essas palavras."

Sem uma palavra dita, ela me levou para a nossa gruta para me dar a "prova" que eu precisava.
Quando nos fundimos no ato do amor, nossa consciência se entrelaçou tão profundamente que eu pude sentir como ela comungava com toda a vida. Com este sentimento compartilhado entre nós, ela me mostrou como tocar o solo para encontrar água, cheirar a planta e pô-la em meu coração para determinar se é seguro comê-la, pedir a um pássaro para entregar um ovo, ler o tempo muito antes de ele mudar e como olhar para o meu EU.

"Seu relacionamento com a Mãe depende de seu relacionamento com o seu EU."
 Ela vivia me dizendo.

No início, o relacionamento com o meu EU só se dava como um subproduto do meu relacionamento com ela. Nunca me ensinaram a ter um relacionamento com o meu EU. Fui ensinado a seguir ordens, cumprir meu dever e obedecer aos meus oficiais superiores. Passei minha vida sendo o "efeito" de uma "causa" externa. Se eu tinha sucesso em meu empreendimento, eu ficava feliz e orgulhoso de mim. Se eu falhava em meu dever, ficava envergonhado e furioso comigo.

Nunca ouvira sobre a versão "maior" ou "superior" do meu EU de que Mytria falava. A única parte maior de mim era meus companheiros guerreiros e meu eu superior era meus comandantes. Eu viva no exterior de mim. Dentro de mim havia ossos, sangue e órgãos que de alguma forma sobreviviam a incontáveis ferimentos. Eu não tinha o conceito de um eu espiritual ou um eu etéreo com quem Mytria dizia ter se fundido no Coração. De fato, eu não tinha outro conceito daquela experiência além de ser um sonho "sexy".

Entretanto, finalmente eu confiava em alguém. Eu confiava absoluta e totalmente em Mytria. Eu confiava que ela podia fazer minhas energias subirem da minha coluna até meu coração ou até minha mente. Porém, eu não tinha o conceito de que poderia realizar isto sem a ajuda dela. Era esse conceito que me perturbava muito. Estaria sendo hipnotizado por alguém que me mostrava uma visão de realidade que jamais poderia ser minha?

De novo ela leu meus pensamentos.

"Creio que já teve o suficiente até aqui. É hora de você partir numa busca de visão."

"Busca de visão? O que é isso?" eu disse de um modo nervoso.

"Ela cansou de ser minha professora, pois fiquei fraco aos seus olhos", eu pensei. "Toda esta experiência foi uma fantasia, uma desculpa para ignorar meus deveres. O que eu estava pensando? Como pude ousar ser diferente de todos os homens de tantas gerações quanto eu podia enumerar? Uma busca da visão, HA! Fora da minha casa é mais adequado."

Mytria não se uniu à minha batalha interna.
Ela simplesmente se virou e foi para a gruta.



Fonte: http://suzanneliephd.blogspot.com/
Tradução para os Blogs SINTESE e DE CORAÇÃO A CORAÇÃO:
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