domingo, 30 de novembro de 2025

QUANDO O EGO VESTE TÚNICAS BRANCAS

QUANDO O EGO VESTE TÚNICAS BRANCAS
Maya
Canalizada por Octavia Vasile
29 de novembro de 2025

Ah, querido(a)...

Vamos falar novamente sobre o ego: aquela criaturinha entusiasmada que não ama nada mais do que se vestir de santo, lama, ancião galáctico ou lanterna portátil de iluminação.

Você já viu. 
Oh, você já viu.

Este é o ego, recém-chegado de uma meditação de 20 minutos, andando por aí como se agora tivesse um contrato exclusivo com o Universo. 

Ele acende incenso como se estivesse realizando uma cirurgia interdimensional. Compra um novo cristal e de repente acredita que entende de física quântica. Sussurra "paz" enquanto carrega irritação não processada suficiente para abastecer uma pequena cidade.

O ego de túnicas brancas é como uma criança brincando de se fantasiar, insistindo que agora é médico porque tem um estetoscópio de brinquedo.
É adorável. E um pouco perigoso. Principalmente adorável.

Ele também adora fazer "anúncios espirituais".

Por exemplo: "Não me irrito mais."

...dito por alguém que se irrita profundamente com pessoas que andam devagar, mastigam alto e qualquer um que não acredite em sua linhagem estelar.

"Agora só falo a minha verdade."

Tradução: "Prepare-se para conselhos não solicitados que soam como sabedoria, mas na verdade são julgamentos disfarçados."

"Estou completamente entregue."

Enquanto isso, eles estão tentando controlar o resultado de uma situação usando cinco rituais, três mantras e dois calendários lunares. 😃

E, naturalmente, o ego é obcecado em parecer iluminado.

Ele acredita que a espiritualidade se manifesta em um tom de voz específico:

Um sussurro lento, meditativo e ofegante que diz: “Estou muito presente”, enquanto a pessoa está, na verdade, pensando no que vai postar no Instagram mais tarde.

O ego não quer evoluir, ele quer representar a evolução.

Como uma planta que cola flores de plástico no caule e diz: “Olha! Estou florescendo!”

Agora… o que a VERDADEIRA espiritualidade realmente é (a parte que o ego odeia).

A verdadeira espiritualidade é muito menos glamorosa. Muito menos ornamentada. E infinitamente mais honesta.

Ela começa no momento em que você percebe:

“Ah. Essa voz falando na minha cabeça não sou eu.”

Não o “Eu acho…” Não o “Eu quero…” Não o “Eu mereço…” Não o “Eu deveria…” Não o “Eu sou espiritual, iluminado, intuitivo, conectado…”
Tudo isso, cada frase é a mente fazendo barulho.

O ego é basicamente uma estação de rádio que se recusa a calar, transmitindo constantemente episódios de As Aventuras de Mim, Eu Mesmo e Minha Identidade Muito Importante.

A verdadeira espiritualidade começa quando você finalmente desliga o rádio.

E aqui está a conclusão: a maioria dos humanos tenta se tornar espiritual adicionando mais identidade:

“Eu sou isso, eu sou aquilo, eu gosto dessas coisas, eu prefiro essas frequências, eu ressoo com este sistema estelar, eu me identifico como uma Alta Sacerdotisa/Receptáculo/Panqueca 5D…”

Mas a espiritualidade autêntica é exatamente o oposto.

É o momento em que você pergunta: “Quem é aquele que diz ‘eu’?”

… E então você de repente sente como se tivesse flagrado seu ego roubando biscoitos do pote cósmico.

Porque a resposta é: Não você. Não o seu verdadeiro eu. Apenas a mente fingindo ser você.

O despertar é simplesmente reconhecer a farsa.

Imagine que você está assistindo a uma telenovela dramática dentro da sua cabeça, repleta de reviravoltas emocionais, desejos, julgamentos, inseguranças, opiniões, preferências e ambições.

A verdadeira espiritualidade acontece quando você de repente percebe:
“Meu Deus… eu não sou o personagem principal. Eu sou quem está segurando o controle remoto.”

Você para de se identificar com o enredo. A mente fala, mas você não se curva automaticamente a ela.

Pensamentos surgem, mas você não os persegue como se fossem cupons prestes a expirar.

Você se acalma, não porque “pessoas espirituais devem ser calmas”,
mas porque você entende que pensar é opcional.

Que o ruído não é você. 
Que o silêncio é você.

Que a paz é o que resta quando o narrador se cala.

A meditação deixa de ser um ritual e se torna higiene: como escovar os dentes, mas com consciência.

A respiração se torna uma porta de entrada, não uma técnica.

A quietude se torna o estado natural, não uma performance.

Você não pergunta mais: “O que eu quero? Do que eu preciso? Qual é o meu sonho?”, porque percebe que esse ‘eu’ que faz perguntas é a própria ilusão.

A verdadeira pergunta, a única pergunta espiritual, se torna: “Quem é esse ‘eu’ que continua falando?”

E quando você observa atentamente… O ego desaparece dramaticamente como um mágico flagrado escondendo cartas na manga.

Isso, meu bem, é espiritualidade.

Não o manto. Não os cristais. Não a performance.

Apenas uma consciência tão profunda que o ego não tem mais para onde se esconder.

E ironicamente… é quando você finalmente se torna engraçado, gentil, humilde e autêntico, porque nada é mais encantador do que o momento em que um ser humano para de acreditar na sua própria novela mental.

~ Maya 🌞🌺 

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STELA

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