domingo, 18 de outubro de 2026

RESERVANDO UM TEMPO PARA APRECIAR A MÃE TERRA


RESERVANDO UM TEMPO PARA 
APRECIAR A MÃE TERRA
Ann Albers
17 de outubro de 2026

Olá a todos,

Anos atrás, meu avô — que já havia falecido — apareceu para mim. "Quando você vai ao Sea World?", perguntou ele. Ele não sabia disso enquanto estava vivo, mas, nos últimos anos, uma cliente querida, que trabalhava como comissária de bordo, vinha me presenteando com cortesias para acompanhantes.

Como eu tinha tempo livre na época, escolhia um dia de folga, viajava para San Diego, ia ao Sea World para interagir com as baleias e os golfinhos e, na mesma noite, voltava para casa. Na ocasião, graças à generosidade desse "anjo" que me cedeu os bilhetes, a viagem custava menos do que ir de carro até o norte do Arizona.

Brinquei com meu avô: "Quando eu conseguir mais ingressos!". Dois dias depois, minha cliente entrou em contato dizendo que tinha algumas cortesias que venceriam em breve. "Posso usá-las?", perguntei. "Claro!", ela respondeu.

Mudei todos os meus planos para o fim de semana: decidi viajar na sexta-feira à noite, visitar uma amiga, ir ao Sea World no sábado e retornar na mesma noite. Que alegria!

Embora pareça não ter relação, eu também nutria uma intenção muito forte de ter paz em minha vida e evitar qualquer contratempo com o mau tempo ou fenômenos naturais. Eu não estava pensando nisso quando fiz meus planos.

Na sexta-feira à tarde, saí do trabalho mais cedo e segui para o aeroporto. Esperava um voo rápido e tranquilo — na época, os aviões raramente ficavam lotados. A Mãe Natureza, no entanto, tinha outros planos. Uma tempestade enorme estava se formando; o céu ficou negro e uma nuvem de poeira surgiu.

Quase todos os voos foram suspensos. Comecei a procurar por horários mais tarde. Apenas um tinha vaga, mas o destino era um aeroporto a uma hora de distância de San Diego. Pensei em cancelar a viagem, mas a sensação de que eu deveria ir era tão intensa que embarquei para essa cidade vizinha e, de lá, peguei um ônibus até San Diego, onde encontrei minha amiga para jantar.

No sábado, eu estava sob um sol maravilhoso, brincando com golfinhos e conversando com baleias, enquanto a pior tempestade localizada (*microburst*) que já atingiu meu bairro castigava o local por quatro horas, com ventos de quase 100 km/h, chuvas torrenciais e relâmpagos incessantes.

Naquela noite, recebi uma mensagem de um vizinho mostrando que minha enorme árvore *mesquite* havia tombado, cobrindo todo o jardim da frente e quase destruindo a casa dele. Eu nem sabia que uma tempestade havia ocorrido.

Ao chegar em casa, a devastação era impressionante. Meu bairro, antes tranquilo, parecia ter sido varrido por um tornado. Meu galpão foi destruído, deixando apenas as quatro paredes espalhadas pelo chão. Partes do telhado estavam danificadas, e a água infiltrava pelo teto em vários pontos.

As palmeiras pareciam hastes de algodão desnudadas, e minha antiga e imponente árvore *mesquite* foi arrancada pela raiz, definhando lentamente. Eu não conseguia processar a enxurrada de sentimentos que me invadiu de uma só vez.

Mais tarde, soube que os filhos de outro vizinho ficaram tão assustados que passaram horas escondidos dentro de um armário... enquanto eu, sob o sol, brincava com golfinhos. É um verdadeiro exemplo de gratidão pela orientação recebida e pela força das intenções.

A árvore foi removida e uma nova foi plantada. O telhado, reparado. Doei o galpão para um jovem casal, que o remontou com alegria. As demais árvores e o jardim voltaram a crescer. Mas, no meu coração, o que continuou a florescer foi a gratidão. Senti gratidão por ter mantido a intenção clara de evitar situações como essa.

Senti gratidão pela orientação que me incentivou a realizar a viagem, apesar de todos os obstáculos. Senti gratidão pelo vizinho que me alertou sobre os problemas, permitindo que eu providenciasse uma equipe de limpeza antes mesmo de chegar em casa.

E, embora eu saiba que essa tempestade não foi nada comparada ao que tantas pessoas enfrentaram ou ainda enfrentam, o episódio ilustra que, com uma intenção clara e a disposição para ouvir os impulsos profundos que vêm de dentro, é possível contornar os desafios da vida da maneira mais gentil possível.

Ao longo dos anos, ouvi inúmeras histórias como esta. Nossa energia é uma prece que interage com a Terra e com o universo. Quando oramos com a fé de que somos amados, essa energia possui um poder imenso. Quando oramos com medo e incerteza, essa energia acaba sendo diluída.

E, quando oramos com amor por aquilo pelo que estamos orando — uma vida que amamos, uma pessoa que amamos, etc. —, esse amor torna-se uma força de natureza divina que interage com a realidade tridimensional da melhor maneira possível.

Não podemos resolver todos os problemas do mundo, mas podemos amar; e saber do poder inerente ao nosso ato de amar me traz ânimo. Isso nos conecta ao Criador dos universos, a fonte infinita de todo amor e poder. Isso nos ajuda a nos alinhar com as forças cooperativas do universo e, de fato, auxilia a Mãe Terra a permanecer forte.

Ela conseguiu se regenerar muito bem durante a pandemia, quando todos nós paramos, temporariamente, de poluir. Ela provou ser capaz daquilo que a ciência considerava impossível. Mas ela precisa de amor, e o nosso amor pode fortalecê-la e sustentá-la... além de nos guiar, com graça, gentileza e conexão, por meio de suas inevitáveis ​​transformações e liberações.

Aqui estão algumas maneiras simples de compartilhar sua energia amorosa com a Mãe Terra — formas tão fáceis que qualquer um pode praticar:

1. Admire a Mãe Natureza

Encontramos a natureza todos os dias, seja uma árvore que vemos ao passar de carro ou uma planta que brota entre as frestas da calçada. Pode ser o canto dos pássaros pela manhã ou um esquilo correndo pelo quintal. Como acontece com muitas coisas na vida, acabamos tratando o que é familiar como algo garantido, sem dar a devida atenção.

Mas é muito simples parar por um instante e ouvir os pássaros, admirando sua harmonia e seu bater de asas alegre. Basta alguns segundos para enviar um pouco de amor a uma árvore, ou alguns minutos para sentar-se — ou ficar de pé — com as costas encostadas em seu tronco, sentindo sua presença, que é ao mesmo tempo forte e flexível. Não leva tempo algum ficar descalço sobre a grama e desfrutar de sua maciez refrescante.

Talvez você tenha um cristal em casa que vê todos os dias. Toque nele ou segure-o. Tente imaginar como ele era quando ainda estava nas entranhas da Terra. Pense que, neste exato momento, você segura um pedaço da nossa Mãe Terra em suas mãos — uma combinação de minerais, água, calor e tempo! Agradeça por esse privilégio.

Sempre que dedicamos um momento para admirar a natureza, nossa energia amorosa é sentida e acolhida.

2. Faça uma caminhada...

Seu cachorro é sábio. Uma boa caminhada — se você puder fazê-la — pode curar os mais variados males. É uma das formas mais gentis de exercitar o corpo todo. Ela nos reconecta ao mundo ao nosso redor, desviando nossa atenção dos ambientes artificiais que consumimos em computadores e celulares, e nos traz de volta ao mundo real, com sua temperatura, luz, sons e aromas.

A caminhada reduz o cortisol, acalma a mente, equilibra as emoções e pode até ajudar você a encontrar pessoas com quem o destino planejou um encontro. O simples ato de colocar os pés sobre a terra é uma demonstração de amor que nos permite tanto receber quanto retribuir ao nosso planeta.

3. Sente-se em silêncio e guarde o nosso planeta em seu coração.

É algo semelhante a uma meditação, mas não exatamente. Eu costumo pegar uma pedra que, para mim, representa a Terra. Qualquer pedra serve. Isso faz parte do corpo dela.

Eu a seguro em minhas mãos. Imagino abrir meu chakra coronário, no topo da cabeça, e deixar que uma luz celestial flua para dentro do meu corpo, passe pelas minhas mãos, entre na rocha e chegue à própria Terra — como se a energia estivesse transbordando das palmas das minhas mãos e envolvendo a superfície dela.

Eu simplesmente permaneço nessa presença de amor, recebendo-o e compartilhando-o. Ao fazer isso, você talvez sinta calor ou um fluxo delicioso de energia percorrendo seu corpo. Pode até sentir o amor e a gratidão dela subindo pela sua coluna ou chegando através dos pés. É uma troca repleta de bem-aventurança.

Embora, no plano físico, essas ações possam parecer pequenas, elas constituem atos de amor magníficos por nosso querido planeta. E, enquanto fazemos o que está ao nosso alcance — dentro do que conhecemos na dimensão 3D —, jamais subestime o poder que o amor tem de revigorar o seu espírito e ajudar nosso querido planeta a se manter forte.

Tenham uma semana abençoada,

Com amor,

~ Ann

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