SOMOS SEMPRE DIGNOS E TUDO É ESPIRITUAL
Ann Albers
04 de outubro de 2026
Olá a todos,
Nesta época do ano, lembro-me de que a natureza tem suas estações, e nós também. À medida que o verão nos liberta de seu calor e dá lugar às noites frescas e agradáveis do outono, todos nós, aqui no Arizona, soltamos um suspiro de alívio. Aceitamos o calor do verão como parte da vida no deserto, mas aquele leve frescor no ar noturno é motivo de comemoração.
Quando as temperaturas caem abaixo de 38°C (100°F), as pessoas ficam visivelmente mais animadas. Saímos mais de casa, cuidamos do jardim e resolvemos coisas que não tínhamos ânimo de fazer durante o calor do verão. Os animais pedem para passear. Há uma sensação de expectativa pela temporada de festas que se aproxima.
Talvez o outono, mais do que qualquer outra estação, desperte o desejo de mudança. Para muitos de nós, o outono significava voltar às aulas, conhecer novos amigos, usar uniformes ou roupas novas, encapar os livros, apontar os lápis e aguardar novas aventuras. Em alguns anos, a sensação era mais de receio!
Mas, de qualquer forma, a mudança das estações nos lembra de que a vida segue em frente, sempre trazendo algo novo. No meu caso, traz um workshop lúdico, uma casa decorada com abóboras, fantasmas e guirlandas de folhas de outono, grama de inverno no jardim e, este ano, uma nova alegria: marshmallows de bordo (maple) da Trader Joe's no meu café todas as manhãs :) São as pequenas coisas...
Apesar de todos os pequenos e maravilhosos prazeres da vida, é muito fácil ficarmos presos aos problemas do momento. E, quando não sabemos como resolvê-los ou não temos vontade de agir, tendemos a nos culpar excessivamente. Supõe-se que devemos produzir algo para conquistar nosso valor, de acordo com as inúmeras mensagens implícitas que recebemos diariamente.
Supõe-se que devemos evitar todos os problemas por sermos "espirituais" e, de alguma forma, sentimos que falhamos se enfrentamos um desafio. Supõe-se que não devemos julgar, mas nos sentimos confusos quando precisamos exercer o discernimento. Supõe-se que devemos manter uma vibração elevada, e isso traz uma dose extra de culpa quando não conseguimos.
A verdade é que, como dizem os anjos: "somos perfeitos como somos, mesmo enquanto evoluímos para algo maior!"
Portanto, quando você não sente essa vibração elevada, saiba que ainda é feito de luz divina; é apenas uma questão de não sentir isso naquele momento. Retornar a uma vibração melhor não significa tornar-se mais merecedor para que o universo nos recompense. É mais como mudar a estação de rádio para sintonizar uma transmissão melhor. Somos sempre dignos de amor; só precisamos nos sintonizar nessa frequência.
E quando você enfrenta um desafio na vida, isso não significa que você não foi "espiritual o suficiente". A vida acontece. Coisas mecânicas quebram. Pessoas nem sempre são confiáveis. Sistemas mudam. Você não fracassou. A vida está sendo vida.
As coisas estão acontecendo como são. As pessoas estão sendo quem são. E nós podemos escolher se vamos navegar por isso com amor ou cair na autodepreciação ou na culpa. É melhor enfrentar o que quer que surja em nosso caminho com o máximo de amor possível. Isso torna a vida mais gentil e muito mais leve.
Além disso, quando você não está produzindo nada, isso também pode despertar todo tipo de questão sobre o próprio valor. Ouço pessoas todas as semanas dizerem que se sentem sem propósito ou inúteis, recriminando-se por não terem energia, por descansarem mais ou por não se importarem mais com coisas que antes lhes interessavam.
Em todos esses momentos, os anjos as acolhem com amor. A vida não se resume ao que produzimos. Realizar coisas pode ser divertido quando há inspiração. Pode garantir nosso sustento. Pode nos dar um senso de propósito.
Mas há muito mais valor em nosso puro ser. Somos dignos de amor mesmo que não produzamos absolutamente nada; e as coisas que fazemos — ou produzimos — tornam-se muito mais valiosas para a nossa alma e para todas as outras quando são realizadas com amor.
Não diríamos que uma criança é inútil só porque está descansando ou brincando. Talvez seja hora de concedermos à nossa própria criança interior essa mesma gentileza. "Descanse um pouco, meu bem. Eu amo você. Sim, vá brincar. Quero que você ame a sua vida. Você já é o suficiente."
Não fomos ensinados a falar com doçura conosco mesmos, mas basta ter a disposição para fazê-lo, mesmo antes de nos sentirmos confortáveis com isso. O estado de espírito, a energia e as manifestações resultantes serão muito melhores.
Há alguns anos, finalmente aceitei de verdade o fato de que sou energia vivenciando uma experiência. Cansada de fazer postagens diárias nas redes sociais — e após ter minha conta invadida —, usei isso como desculpa para parar de publicar com tanta frequência.
Comecei a trabalhar em projetos puramente divertidos que, comparados a muitas outras coisas que fiz na carreira, parecem irrelevantes. Livros de colorir? *Cliparts*? Kits de festa com tema de dinossauro rosa? Tudo isso vindo de uma mulher que canalizou energias milagrosas, palestrou em conferências com personalidades famosas e parecia estar trilhando o caminho para se tornar uma grande referência espiritual?
Sim! Eu escolhi isso. Escolhi não seguir o caminho tradicional, nem mesmo o de uma instrutora espiritual. Decidi não fechar um contrato para um livro, algo que chegou a ser uma possibilidade em certo momento.
Palestrei em grandes conferências, gostei da experiência, mas depois percebi que preferia, na maior parte do tempo, a vida mais tranquila em casa. Quem sabe como as coisas mudarão no futuro? Por enquanto, estou feliz aqui.
Nós temos o poder de decidir os rumos da nossa vida. Podemos amar algo enquanto esse amor faz sentido e mudar de direção quando desejamos algo novo. Viver assim mantém a vida renovada e empolgante. Nunca sei exatamente o que farei a seguir.
Todos nós somos dignos de todo o amor que o universo oferece — e esse amor é, quase sempre, maior do que aquilo que estamos dispostos a receber. Quando a vida está difícil, somos dignos de conforto e gentileza.
Mesmo que não haja ninguém por perto para compartilhar isso conosco, podemos oferecer essas coisas a nós mesmos. E, independentemente de como você escolha vivenciar ou expressar o amor a cada dia — seja tirando um cochilo no sofá, passando a manhã em um trabalho voluntário ou caminhando com o cachorro —, isso é o suficiente.
Amor é amor, não importa como o manifestamos 😊
A vida é espiritual, quer vivenciemos o nosso espírito ou não.
Aqui estão algumas maneiras práticas de fazer as pazes com a ideia de que você é suficiente e digno de amor e, nesse espaço, encontrar uma "prática" espiritual que funcione como parte integrante da sua vida:
1. Sou digno de amor porque existo
Coloque isso em um lugar onde possa ver com frequência.
Repita sempre: Sou digno de amor porque existo
Toda vez que você se criticar, coloque as mãos sobre o coração e diga esta frase três vezes:
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
Não há mágica no número três, mas a repetição com sentimento ajuda o cérebro a se reprogramar.
"Droga, estraguei aquela conversa!"
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
"Não estou fazendo nada. Sinto-me inútil."
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
"Deixei de cuidar de mim. Estou cansado/grande/letárgico demais..."
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
Sou digno de amor porque existo
Estamos tentando fazer uma reprogramação aqui.
2. Tenho valor, quer eu consiga vê-lo ou não
Em seguida, queremos reconhecer o nosso valor. Novamente, quando você começar a dizer a si mesmo que é inútil, que já era, que não tem propósito ou que está cansado demais para fazer a diferença, pare.
Coloque as mãos sobre o coração e, com compaixão, repita três vezes:
O Divino conhece o meu valor, mesmo quando eu não o conheço.
O Divino conhece o meu valor, mesmo quando eu não o conheço.
O Divino conhece o meu valor, mesmo quando eu não o conheço.
Confie nisso.
3. Pratique a espiritualidade (o amor) regularmente
Queremos praticar o ser espiritual regularmente, mesmo que não tenhamos uma prática espiritual formal. Se você pratica meditação, acende uma vela, faz algumas orações, frequenta um culto ou realiza trabalhos de caridade — fantástico.
Caso contrário, encontre algo que possa fazer regularmente e que lhe proporcione uma sensação de conexão com o amor.
Li a história de uma mulher que, após a morte do marido, assava um bolo por dia para aliviar sua dor. Essa era a sua prática espiritual. Ela preparava o bolo com amor e o levava a estabelecimentos locais para alegrar o dia das pessoas.
Esse gesto acabou tendo um impacto profundo. Ela acabou abrindo um negócio próprio. Sua prática espiritual tornou-se a base para sua nova vida.
Para alguns, a prática espiritual consiste em passear com o cachorro, apreciar a manhã, entregar a Deus sua lista de tarefas e cumprimentar estranhos com um sorriso.
Para outros, a prática espiritual é fechar os olhos, respirar e permitir que o amor dos anjos e o amor Divino envolvam todo o seu ser.
Pode ser fazer ou dizer algo gentil uma vez ao dia.
Pode ser cantar uma música que você adora ou cultivar uma prática de gratidão.
Para alguns, a prática espiritual é cuidar do jardim, dedicar-se a atividades criativas ou cuidar de uma pessoa idosa.
Existe uma infinidade de maneiras de expressar amor. E cada uma delas, quando praticada regularmente, torna-se um meio de vivenciar nossa conexão com o Amor Único que habita em todos nós.
Vivemos em uma sociedade que valoriza mais o que produzimos do que quem somos. Somos recompensados mais pelo que "fazemos" do que por quem "somos". Aprendemos a nos sentir indignos com pessoas que não sabiam o próprio valor.
Mas, hoje, temos acesso a informações que as gerações anteriores não tinham. Sabemos mais, logo podemos agir melhor. Todos nós somos muito mais do que suficientes. É hora de reconhecer isso 😊
Sempre haverá em nós um impulso inato de fazer mais e ser mais. Pode ser fazer mais o bem, ganhar mais dinheiro, descansar mais, ser mais organizado, gentil, saudável ou criativo, aprender mais, e assim por diante.
Às vezes, o "mais" que desejamos é simplesmente ter "mais" paz. Mesmo quando estamos em uma fase de estabilidade na vida, o "mais" que queremos é "mais tempo aqui, por favor!"
Independentemente de qualquer outra coisa que desejemos, somos dignos de amor agora mesmo. Esse "algo mais" que buscamos — seja lá o que for — serve de incentivo para continuarmos crescendo e nos conhecendo mais profundamente como seres divinos.
Quanto à prática espiritual, encontre algo que lhe transmita uma sensação de amor e o ajude a perceber sua conexão com o poderoso Amor Universal; dedique-se a ela enquanto essa prática o ajudar a manter tal conexão.
Seja criativo. Busque inspiração em alguma tradição ou adote uma delas. Mais importante do que a forma é a essência: o nosso compromisso de nos conectarmos com o amor.
Todos vocês são muito mais dignos e belos do que jamais poderiam imaginar!
Tenham uma semana abençoada,
Com amor,
~ Ann
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©2016 Ann Albers https://www.visionsofheaven.com/
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LUZ!
STELA

Iniciar a semana com este texto fantástico, da muito ânimo e reforça aquilo que já realizamos em nossa jornada. Gratidão 🙏🏼😊🙏🏼 imensa Ann Albers
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