quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

O QUE FAZER COM A RAIVA?


O QUE FAZER COM A RAIVA?
Natalie Gianelli
24 de fevereiro de 2026

Eis a perspectiva do Dr. Peebles:

"Dançar – em qualquer forma que lhe pareça natural – não é mera recreação. É medicina. É uma maneira de processar, liberar e até mesmo transmutar as emoções que se acumulam dentro de você.

Você está vivendo em uma época de grandes mudanças. Alguns de vocês se sentem revigorados por elas; outros se sentem sobrecarregados ou resistentes. Quando a mudança acontece mais rápido do que sua mente consegue processar confortavelmente, seu corpo começa a se contrair.

Emoções não expressas – tristeza, raiva, medo, até mesmo uma tristeza oculta sob uma alegria forçada – se acumulam nos tecidos. O corpo, em sua sabedoria, armazena o que a mente se recusa a sentir.

E, portanto, lembramos a você: MOVA-SE. Bata os pés, sacuda-se, gire. Deixe o ritmo da música – ou mesmo do silêncio – guiá-lo. Ao fazer isso, você abre caminhos para a harmonia sem a interferência do excesso de pensamento.

Observe os animais. Eles se livram do estresse. Golfinhos saltam do mar. Pássaros batem as asas. Você também é um ser humano. Embora inteligente e perspicaz, você nunca foi feito para viver apenas na sua mente.

Uma boa sacudida, um pulo, uma caminhada animada pela cozinha podem restaurar o equilíbrio de maneiras que nenhum comprimido jamais conseguiria.

A dança nem sempre é sobre alegria – ela também é sobre libertação."


Almas Belas:

Almas belas, o mundo parece intenso.

Há revelações acontecendo – sobre estruturas de poder, corrupção, possíveis guerras e atos repugnantes de violência contra crianças. Quer você esteja lendo isso agora ou daqui a anos, você sabe como é a sensação de que o mundo está mudando sob seus pés. Às vezes, a informação é tão pesada que você nem sabe onde colocá-la.

Percebo em mim mesma que posso chegar a um ponto em que penso: "Não consigo processar mais nada". É avassalador. Pode parecer divisor, desesperador, confuso. E o que a Dra. Peebles está sugerindo não é que ignoremos isso – mas que, em vez de tentar desvendar tudo mentalmente, movamos nossos corpos como uma forma de processar.

A dança não precisa ser bonita. Não precisa ser coreografada. Pode ser selvagem. Pode ser raivosa. Pode ser intensa.

Se você nunca dançou para extravasar a raiva ou a tristeza, eu recomendo. Coloque uma batida forte de tambor. Deixe seu corpo se mover da maneira que quiser. Imagine um círculo de mulheres — ou pessoas — dançando com a intenção de liberar o medo, se livrar da ganância, se libertar do peso que parece impossível de metabolizar mentalmente.

Isso não é fugir da realidade.

Você está limpando seu próprio ser para poder encarar a realidade com firmeza.

A dança não vai consertar o mundo.
Mas pode te ajudar a processar a energia dele.

Em vez de reprimir as emoções dentro do seu corpo — onde elas frequentemente se transformam em doenças — você as deixa fluir.

Estamos em um momento de revelação e integridade. O movimento é uma das maneiras mais suaves e acessíveis de se manter lúcido, centrado e conectado ao Divino quando a criança de 13 anos dentro de nós quer entrar em pânico.

Deixe-se levar.
Isso o ajuda.

~ Natalie

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STELA


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